Apesar de dificuldades, da crise podem advir novas oportunidades

Negócios | Perceções e situação financeira de profissionais e microempresas durante a Covid-19

Negócios | Perceções e situação financeira de profissionais e microempresas durante a Covid-19

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Num momento em que se vive uma crise de saúde e económica à escala global, em consequência da Covid-19, a Zaask, marketplace de serviços que liga profissionais dos mais diferentes sectores a clientes, de forma bastante simples, em ambiente online, lançou um inquérito junto dos profissionais da plataforma. Realizado antes do final do estado de emergência, sob a forma de questionário, teve como finalidade perceber os sentimentos nos setores de negócios em que opera.

A amostra foi obtida entre 27 de abril e 3 de Maio e conseguiu 826 respostas, maioritariamente conseguidas junto de profissionais liberais (69%), ou seja, aqueles que prestam serviços e que não pertencem a quadros de empresas, podendo ser empresários em nome individual ou trabalhadores independentes. Das empresas que responderam ao inquérito, grande parte são microempresas (menos de 10 colaboradores). A média de tempo de actividade destas empresas e profissionais é de 10 anos.

Oportunidades podem advir da crise de Covid-19, apesar da quebra de rendimentos

76% dos inquiridos acreditam que podem ou que talvez podem surgir novas oportunidades para o seu negócio, o que parece mostrar que os portugueses podem estar dispostos a adaptar-se e a adaptar os seus negócios para uma nova realidade, mesmo em tempos de crise.

No entanto, apesar do optimismo, a realidade é que 87% dos profissionais dizem que os seus rendimentos diminuíram. Desta fatia, a maioria dos profissionais (64%) afirmam mesmo que os seus rendimentos caíram mais de 50%.

Estes números podem ser especialmente preocupantes porque uma grande parte dos respondentes indicou falta de liquidez, pelo que a tesouraria das suas empresas poderia durar, no máximo, até 1 mês (35%) ou entre 1 e 3 meses (45%).

Isto significa que, sem um recomeço da actividade económica, linhas de apoio financeiro ou ajudas estatais, a situação pode ser especialmente delicada e boa parte destas empresas podem ser obrigadas a parar a sua actividade.

A maioria dos profissionais não consideram a hipótese de encerrar a actividade até ao final do ano, apesar da atual situação (74%). No entanto, mais de um quarto dos inquiridos (26%) pondera fechar a actividade, o que é uma percentagem relativamente alta.

Descontentamento por dificuldades no acesso a linhas de financiamento e apoios financeiros

O descontentamento dos empreendedores portugueses em relação às medidas de apoio para profissionais liberais, micro empresas e PME adoptadas pelo governo é evidente. A grande maioria (76%) expressou que as medidas são insuficientes. Na verdade, mais de um quarto refere que as medidas são completamente insuficientes.

A esmagadora maioria dos empresários portugueses não se candidatou a linhas de financiamento Covid-19 (80%) e, pelo menos metade (51%), não o fez porque não cumpre com os requisitos. Dos que se candidataram a linhas de financiamento, apenas 12% receberam o valor monetário de apoio das mesmas, à data de preenchimento do inquérito. O tempo médio para o receberem foi de 3 semanas e meia.

No caso das empresas que responderam ao inquérito e recorreram ao lay-off, apenas uma pequena minoria (8%) recebeu a aprovação da segurança social à data de divulgação do mesmo. Contudo, ontem, 5 de maio, o Governo divulgou que a Segurança Social efetuou o pagamento a quase 65.000 das cem mil empresas que recorreram a esta medida que abrangeu 1,2 milhões de empregados. Sabe-se também existir a previsão de pagamento de 300 a 400 milhões de euros até ao dia 15 de maio.

Profissionais liberais e micro-empresas encontram-se, assim, numa situação muito delicada: os seus rendimentos estão a diminuir acentuadamente e uma grande percentagem não está a conseguir aceder a apoios governamentais. É um facto que nem todas as realidades profissionais estão a ser cobertas pelas medidas económicas extraordinárias, embora o Governo esteja a tentar alargar apoios financeiros mesmo a quem não poderia até aqui usufruir deles.

Retoma da actividade económica no curto prazo

Em termos de percepção dos e das profissionais, a maioria acredita que a economia não voltará ao normal antes do próximo ano (80% em Portugal).

No entanto, em Portugal, 68% dos profissionais acreditam que se deve regressar ao normal durante o mês de Maio, como está a começar a acontecer.

Nesta data, em Portugal, foram até agora registados 1.089 óbitos por Covid-19.

Fontes: Zaask, Governo; Imagens: Zaask

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