Agitação popular e violência em mais um ciclo de análise e debate no Museu Bernardino Machado sobre os séculos XIX e XX em Portugal

História | ‘Conspirações, Revoltas e Revoluções’ centro de conferências em Famalicão ao longo de 2020

História | ‘Conspirações, Revoltas e Revoluções’ centro de conferências em Famalicão ao longo de 2020

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O Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, propõe-se, ao longo de 2020, analisar e debater  as conspirações, revoltas e revoluções que ocorreram em Portugal entre o final do século XIX e o século XX e que marcaram de forma indelével o rumo do país e o que o país ainda é na atualidade, tornando-se em acontecimentos nacionais importantes que merecem ser estudados e refletidos para melhor compreender a nossa história e o nosso presente.

Para o efeito, na senda dos diversos ciclos que tem organizado em anos anteriores, o Museu Bernardino Machado promove, entre 31 de janeiro e 30 de outubro, o ciclo de conferênciasConspirações, Revoltas e Revoluções 1891-1926”. São nove encontros mensais, dedicados ao debate e reflexão dos vários movimentos de agitação popular e militar que ocorreram durante este período, com a presença de especialistas e investigadores de renome nacional.

O debate do tema encerra em novembro, com os habituais Encontros de Outono e a abordagem da mesma temática, mas durante o período entre 1926 e 1975.

Ao longo do tempo, o país viveu em várias ocasiões episódios de revolta, revoluções e até mesmo conspirações, que provocaram mudanças assinaláveis nos regimes do estado. Foi entre este período histórico (1891-1975) que se deu a queda da monarquia, a implantação da república, a reforma republicana e a instauração do Estado Novo.

De acordo com o coordenador cientifico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, professor catedrático aposentado da Universidade do Minho e investigador de Portugal e dos portugueses a partir das Luzes e da modernidade, através da chamada “histór ia intelectual”, “a eleição desta temática deve-se a circunstâncias fáceis de reconhecer, um mundo contemporâneo onde a violência armada tem sido uma constante nas “nações” e onde não cessam de ser notícia revoluções, revoltas e conspirações que nelas surgem”.

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De resto, o responsável enumera quatro razões fundamentais para o debate desta temática. “O que realmente importa com esta temática é em primeiro lugar, procurar compreender porque é que os adversários políticos recorrem à violência armada e não à negociação e ao gradualismo político para solucionar os seus conflitos; em segundo lugar, que conexões podem estabelecer-se entre esses conflitos e as ideias de Estado-nação e de nacionalismo; em terceiro lugar, perceber se esses confrontos são uma expressão da evolução social (e, nessa medida, inevitáveis) ou expressão de vontades livres, mais ou menos individuais (e, nessa medida, confrontos evitáveis) e em quarto lugar, que motivações – e de que natureza – estiveram na origem das principais revoltas, revoluções e conspirações que ocorreram entre nós, de 1891 a 1975”.

Por outro lado, Norberto Cunha, adianta que o tema tem “muito a ver com o patrono do Museu, Bernardino Machado, não só porque foi vítima de algumas dessas revoltas e revoluções (como a de Mafra, em 1914; a de Sidónio Pais em 1918; a de maio de 1921; e a do 28 de maio de 1926) como discorreu e se pronunciou, amplamente, sobre elas, inclusive, no plano doutrinal”.

Primeira conferência realiza-se a 31 de janeiro

Norberto Cunha dá o “tiro de partida” para o ciclo de conferências, lançando o primeiro tema “O 31 de janeiro de 1891”, que vai decorrer precisamente na noite de 31 de janeiro, 129 anos após a revolta que culminou na primeira tentativa para instaurar o regime republicano.

Todas as demais conferências se realizam pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, sendo de entrada livre. Os restantes temas são os seguintes: “O Regicídio (1908)”; “Machado Santos e o 5 de Outubro”; “A revolta de 14 de Maio de 1915”; “O 5 de Dezembro de 1917”; “Das incursões monárquicas de 1911 à Monarquia do Norte (1905-1919)”; “A revolta de 19 de Outubro de 1921”; “A revolta de 18 de Abril de 1925” e , por fim, “A Revolução de Maio: entre a reforma republicana e o Estado Novo”.

Paulo Cunha enaltece Museu Bernardino Machado

Entretanto, Paulo Cunha, o presidente do Município de Famalicão, destaca o trabalho de “estudo, investigação e reflexão da história de Portugal, promovido pelo Museu Bernardino Machado, salientando que “com estes ciclos de conferências anuais, o Museu tem dado um contributo muito importante para uma melhor compreensão da história nacional”.

Fonte: Município de Famalicão; Imagens: (0) Museu Bernardino Machado, (1) Js Rocha

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