António Manuel Reis

Governação | O polvo

Governação | O polvo

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Portugal está caminhar a passos largos para estatização, hegemonia e domínio de partido único.

Na Europa só dois países estão sintonizados com os princípios e ideais  marxistas, leninistas e trotskistas: Espanha e Portugal.

Triste Península Ibérica, a caminho de se tornar a Venezuela europeia.

Desde 2016 que Portugal entrou numa deriva destruidora da democracia, tal e qual a conhecemos.

Temos um poder executivo que não governa, faz tudo para se manter no poder, e dar alimento da mesa do orçamento aos camaradas amigos.

Promete o que não pode e o que não tem.

Promete repetidamente, com pompa e circunstância, as mesmas coisas desde o início da legislatura anterior, mas que são isso mesmo: promessas não cumpridas.

É o Governo das promessas não cumpridas:

são pais e filhos, maridos e mulheres, primos e primas, mulheres de ministros nas secretarias de outros ministérios, são saneamentos políticos de cargos de  nomeação, a quem não diz ámen com o status quo;

é a tentativa conseguida da coartação da liberdade de expressão na comunicação social (falida e comprada com subsídios, por meia dúzia de patacos, ou de um prato de lentilhas) toda ela colonizada, por spins e speakers, a mando da actual maioria governativa no poder, no sentido de fomentar a narrativa, de pensamento da Geringonça.

é a doutrinação nas escolas do pensamento único.

é a polinização, na administração pública central,  de gente amiga, amiga da amiga, desde que o cartão seja rosa encarnado e com a mãozinha fechada.

Na AR, legisla-se sob a espuma do dia, para o momento e a conveniência do Governo.

Basta recordar o esforço hercúleo do poder em querer facilitar, agilizar a distribuição dos dinheiros a fundo perdido que se avizinham.

Convém recordar que fundos perdidos e PS são uma combinação muito perigosa, para os portugueses. É o conluio entre órgãos de soberania com finalidade eleitoralista.

Para mal da Nação valente e imortal, o Governo que nos desgoverna só pensa em si e na sua sobrevivência política, por isso encontra-se manietado por um partido de extrema esquerda, muito mais perigoso para a democracia do que outros partidos, e um partido da cassete, estagnado ainda no tempo, do pré-derrube do muro de Berlim.

Este é:

um governo que tudo faz para saciar, as suas gentes, mas principalmente a sua base social de apoio, mais sucintamente a Função Pública;

um governo que tira aos pobres e remediados, para dar de mão beijada, faça  sol, ou chuva, haja ou não crise, aqueles que no dia 23 de cada mês recebem o seu vencimento.

um governo que tira aos pobres e remediados, para pagar salários mínimos diferentes entre estes e os que tem emprego, no Estado.

um governo que tira aos pobres e remediados, o direito imediato à saúde, no serviço nacional de saúde, para que outros através de outros sistemas usufruam na hora desses mesmos cuidados, no sector de saúde privado.

um governo que em plena crise pandémica, sobrepõe a pancada ideológica, à necessidade absoluta de cuidados de saúde à população, reduzindo o nosso Sistema Nacional de Saúde, a um Serviço Nacional de Saúde, composto por médicos enfermeiros, auxiliares e todo o seu staff de qualidade exemplar, de uma dedicação total que apraz mencionar, mas incapaz humanamente de suprir as necessidades.

um governo que tira capacidade empresarial e financeira, ao nosso tecido empresarial privado, em prol da ineficiência de um sector empresarial do Estado, deficitário e ruinoso.

um governo pidesco, no que respeita à tentativa de controle do poder judiciário e da propriedade privada.

um governo que, através da solidariedade europeia – em especial dos países ditos frugais, que colocaram à sua disposição, dinheiro a fundo perdido e empréstimos, ao nível da nossa entrada na CEE,  aproveita somente o dinheiro da borla -, deixando o do empréstimo para mais tarde cobrir os buracos abertos pela distribuição do fundo perdido pela malta.

O Portugal de hoje está, aos olhos de quem quer ver, a ser assaltado, expoliado da sua riqueza, cultura, princípios, mas sobretudo da sua raiz como País.

O polvo socialista está em grande, e quem tem o dever de fiscalizar, no Parlamento e na sociedade, não o faz, principalmente o maior partido da oposição.

Este, das duas uma, quer ter uma fatia do quinhão, ou tem medo.

Pois “quem se mete com o PS leva”.

E assim vamos indo nesta III República dos “Bananas”.

Haja paciência!!!

 

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Categories: Crónica, Política

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