Quarteto de Miranda do Douro atua pela segunda vez desde o início da pandemia

Concerto | Galandum Galundaina levam o mirandês até Viana do Castelo

Concerto | Galandum Galundaina levam o mirandês até Viana do Castelo

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Na passada Sexta-feira, os Galandum Galundaina resolveram vir até ao Teatro Municipal Sá de Miranda para dizer “buonas nuites” ao público vianense. Depois de seis meses sem actuações, o quarteto de Miranda do Douro aproveitou a apresentação do Festival de Teatro de Viana do Castelo para o seu segundo concerto em tempos de pandemia. Com um pequeno detalhe: todo o espetáculo foi cantado e narrado em mirandês.

Sem Santa Luzia, vêm os Galandum Galundaina

Perante o aplauso da plateia, Paulo Meirinhos agradeceu a oportunidade de actuar para os vianenses. Afinal, nem o rabelista nem os seus companheiros “tiveram oportunidades para tocar durante o Verão”. E como os concertos não foram os únicos espetáculos afectados pela pandemia, Paulo Preto resolveu deixar o seu recado. “Podeis dançar, mas não tireis as máscaras”, avisou o sanfonista, aproveitando a animação entre as modas “Canedo” e “Pingacho”. Nas palavras do músico mirandês, “isto é para fazer aqui uma festa e já que não tivestes a Santa Luzia neste ano, tendes-nos a nós”.

Embora obrigados a permanecer sentados, os espectadores não hesitavam em abanar os seus corpos. E nem as palmas de acompanhamento faltaram. Contudo, a única dificuldade surgiu quando os Galandum se preparavam para tocar “La Burgalesa”. Por muito que Paulo Meirinhos tentasse puxar o público para cantar You quijo ua burgalesa I eilha nun me quijo a mi”, a barreira linguística mantinha-se. Mas não se pense que o mirandês impedia os vianenses de entenderem as histórias do rabelista. Para que Paulo Preto pudesse afinar o seu “instrumento manhoso”, Meirinhos fazia o público rir enquanto contava as aventuras da sua terra. Nas palavras do próprio, “a culpa é da sanfona. Ela não se afina sozinha”.

Um disco a caminho, mas não se sabe para quando

Os Galandum Galundaina aproveitaram a boa disposição do público para anunciar um curso de mirandês com início nesta Terça-feira. O próprio percursionista João Pratas assumiu ser um dos inscritos. E para não deixar ninguém preocupado, Paulo Meirinhos lembrou que as lições “serão por Zoom. Não precisais de sair de casa”. Essa mesma reclusão tem dificultado as gravações do novo disco. Nas palavras de Pratas, o percursionista, o disco “está-se a fazer, e bem! Mas não há datas”.


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Categories: Cultura

About Author

Pedro Maia Martins

Esposendense de nascimento, barcelense de criação e conimbricense por hábito. Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Colaborou no passado com o Jornal Universitário de Coimbra - a Cabra e com a Revista Via Latina - Ad Libitum. Foi o último editor de País e Mundo do referido jornal. Colabora neste no momento com a Vila Nova Online e a Revista Bica.

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