Posts From Diogo Martins

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Cultura Ensaio Literatura

Louise Glück e a vida das plantas

    «At the end of my suffering / there was a door.» Os primeiros versos de A Íris Selvagem começaram por ser um rumor persistente na cabeça de Louise

Cultura Ensaio Literatura Livros Poesia

Falhar com verdade

    1. No Natal de 1996, o meu pai deu-me como presente a antologia Primeiro Livro de Poesia, organizada por Sophia de Mello Breyner Andresen. Já antes havia recebido

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Criar relações pela arte: livros e fotografia, um projecto da Terceira Pessoa

    No dia 6 de Novembro, a Casa Amarela – Galeria Municipal de Castelo Branco abriu as portas ao público para inaugurar a exposição de três criações fotográficas integradas

Cinema Cultura Ensaio Filosofia Literatura Poesia

A vida é puta: ou a poesia face à iminência da morte

    1. Vinte e cinco anos depois da sua estreia, o filme Se7en – Sete Pecados Mortais, com realização de David Fincher, continua a ser elevado como precursor de

Crónica Cultura Sociedade

Quem da pátria sai a si mesmo escapa?

    1. Há uma ideia solenemente repetida, e com profunda e misteriosa razão (dessa que nem a própria razão entende), de que os poetas e os artistas nunca interpelam

Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Um osso exposto fractura quem o vê (Caderno da Residência, nº 3)

    2 de Agosto, Montemor-o-Novo / 5 de Agosto, Nine (15:16)   A explosão nuclear na cidade de Beirute impressiona-nos por um terrível efeito de corroboração: a imagem do

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Equívocos, dissensos, desvios (Caderno da Residência, n.º 2)

    1 de Agosto, Montemor-o-Novo (tarde) Galerias, museus, salas de espectáculo – espaços afins nunca foram propriamente a minha praia. Não por desinteresse, muito pelo contrário: os objectos artísticos,

Cultura

Dar Coisas aos Nomes | A fundar distâncias (Caderno da Residência, n.º 1)

    27 de Julho, Montemor-o-Novo (16:40) As coisas acontecem. É uma frase banal, banalíssima, sem aparente motivação interior para demais desdobramentos e indagações. Dizemo-la sem agravo, sem pudor, sem

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | António Barahona: outra vez um menino já depois de velho

    É dia da criança, tudo sol e passarinhos, com as devidas distâncias sanitárias. Há que imaginar grandes relvados abertos, um pouco de água brilhando ao fundo, muitas árvores,

Cinema Cultura Ensaio Filosofia Literatura

O bulldozer do humanismo (apontamentos para nada)

    1. “Há um esgotamento em todos os começos. As coisas ligam-se umas às outras por cansaço” (Rui Nunes, O Anjo Camponês, 2020, p. 30).   2. “[…] uma

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O direito ao segredo: lendo José Carlos Soares

    O direito ao segredo: porque se é verdade que somos bichos da terra, também é verdade sermos bichos de memória, apesar de tudo.     A tosse pequena

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Uma inocência furiosa: George Steiner (1929-2020)

    “Em que tempo lectivo, de que pedagogo destroçado ou irónico, ou mesmo vagamente corrupto, terei ouvido a citação de Paul Éluard, le dur désir de durer («o duro

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Deita o livro fora e lê

    1. Foi há quase seis anos. Numa daquelas errâncias pela biblioteca de Castelo Branco, dei de caras com um surpreendente gesto de indeterminação literária. Um livro de Rui

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Cansado de abrir um livro e encontrar o paraíso

    Devo à biblioteca municipal de Castelo Branco o ter descoberto o primeiro livro que li de Rui Nunes. O título, desde logo perturbador, Que sinos dobram por aqueles

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Do amor que os burros não entendem

    Jorge de Sena (1919-1978) não consentiria, decerto, com os laivos de impressionismo na abertura deste texto, tendo ele sido um porta-voz do rigor em tudo quanto mereceu a

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | Nada de narrativas

    “[…] a precisão da indecisão, isso é a literatura” (página 170, revista Electra, Alexander Kluge). Invejo saudavelmente o uso dos deíticos, esses relâmpagos certeiros que sabem dividir o

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | O inferno somos nós

    Elizabeth Moss não tem um papel fácil em Her Smell (2018) – e confesso ter demorado algum tempo até conseguir perceber o grau de exigência do seu desempenho

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Perturbar a ordem, corrigir o destino: era uma vez Tarantino

    “Tenho de matar uns canalhas”, diz amiúde a viúva negra de Kill Bill, no primeiro de dois filmes de Quentin Tarantino, refulgindo de humorosa vingança nas várias poças

Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | Desaparecer o mais discretamente possível (com quatro livros)

    “Sempre me faltou a auréola do santo, e só com ela se pode triunfar na literatura”, confessou Robert Walser, criador de anónimos e, como estes, ele próprio um

Agenda Escutismo Famalicão Sociedade

25 anos de Escutismo em Nine celebram a vida e o seu sentido

    “Há muitos anos, sob o luar, um rapaz olhava o vermelho das chamas dançando.” É assim que começa o âmago do imaginário pelo qual serão norteadas as atividades

Cultura Destaque Sociedade

Entrevista | Laço estreito. À conversa com o ator João Veloso

    Um brevíssimo poema de Sandro Penna, poeta italiano, para quebrar o gelo: “Caminhemos, caminhemos desesperadamente / juntos na noite profunda / e leve e aveludada do Verão”. E,

Crónica Cultura Sociedade

Dar Coisas aos Nomes | Os mortos expulsam-nos de qualquer regresso

    O noticiário abre com a fotografia de dois cadáveres, Oscar e Valeria Ramírez, pai e filha, afogados no Rio Grande, fronteira entre o México e os EUA, onde

Arte Crónica Cultura Destaque

Dar Coisas aos Nomes | A brutalidade da minúcia: instantâneos a partir de Rui Nunes

    [luz] Há palavras que irradiam uma “luz malevolente” (A Boca na Cinza). Uma malignidade luminosa é aquela que desapropria um corpo, um objeto, um lugar, um livro, da

Crónica Cultura

Dar Coisas aos Nomes | A matéria do tempo: recordar para se proteger do passado

    Em entrevista ao C7nema, Dídio Pestana (n. 1978), músico e sonoplasta, nascido em Lisboa, diz “[…] que o Cinema é no fundo aquele momento em que as luzes