Aquecimento global devido a fatores antropogénicos pode ver amplificadas ou atenuadas oscilações naturais do clima

Ambiente | Atlântico regista temperatura mais elevada em 2.900 anos

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Um novo estudo que investigou a oscilação multidecadal do Atlântico (OMA) concluiu que a variabilidade da temperatura da superfície do mar no Atlântico (AMV) influencia fortemente o clima do hemisfério norte, incluindo o Ártico. Por essa razão, os resultados mostram que nunca no contexto de praticamente os últimos 3 milénios a temperatura atual na superfície do Oceano foi tão elevada.

A investigação conclui que as temperaturas da superfície do oceano baixaram muito pela última vez na Pequena Idade do Gelo, entre 1.400 e 1.800, mas que têm vindo desde então a crescer. “As temperaturas têm aumentado constantemente desde o Século XV no mínimo. A taxa e a magnitude do aquecimento registado nos últimos séculos não tem precedentes, levando à última década, que foi a mais quente dos últimos 2.900 anos”, explicam os cientistas.

Oscilação multidecadal do Atlântico com impacto no clima global 

De acordo com os investigadores, a OMA tem um impacto na temperatura do ar e no clima, sendo responsável por acontecimentos como furacões no Atlântico e secas no Sahel e na América do Sul. No mesmo estudo, refere-se também que as anomalias atmosféricas têm resultado no degelo das calotas polares no Ártico e na Gronelândia.

Fatores antropogénicos alteram oscilações do clima

O aquecimento global devido a fatores antropogénicos pode ver amplificadas ou atenuadas oscilações naturais do clima, especialmente aquelas que envolvem temperaturas da superfície do mar (TSM) no Atlântico Norte, que variam numa escala multidecadal (variabilidade multidecadal do Atlântico, AMV).

 

Imagem: Helena Pacheco

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