Homenagem aos professores solitários na Greve

Homenagem aos professores solitários na Greve

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A minha caixa do messenger está cheia de fotos de gente feliz – professores, na sua imensa maioria – em magotes largos a concentrar-se à porta das escolas em greve. Podia destacar algumas, mas ia ser injusto. Se estes professores são dignos de uma homenagem, outros há que ainda a merecem mais.

Uma imagem simbólica de agruras e amor próprio

Escolhi uma simbólica. Nela, uma corajosa colega sozinha, em greve, à porta de uma escola. Conheço-a e considero-a amiga (para mais, do meu grupo). Uma pessoa de fibra. Uma das animadoras entusiastas e persistentes da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) pela contagem do tempo de serviço, que teve o seu clímax há 3 anos.

Também nessa altura, a ILC foi verberada por sindicatos (Mário Nogueira chamou aos seus colegas professores, em público, traidores, de forma direta). Os professores foram derrotados porque Costa disse que se demitia e a geringonça roeu a corda a um acordo em marcha.

Tenho visto várias fotos assim – uma ou 2 pessoas à porta da escola. Não são a maioria, mas merecem destaque. Com esta foto e através dela fica a homenagem aos que se podiam sentir sozinhos no protesto. Não estão.

Não ganham nada em “fazer figuras tristes”, lhes dirão.

Grande engano! Ganhamos com eles, todos, os que estão em multidões à porta da escola. E ganhamos todos em amor próprio.

Essas são talvez as pessoas que estão a compreender melhor o que se está a passar. Sabem que não estão sós. Porque a coisa é bem mais vasta que a porta da escola.

Mesmo que haja queixas de pais, ou até de sindicatos cegos, quem protesta são indivíduos convictos pelas agruras.

Sindicalistas encartados não estão a perceber nada

Alguns sindicalistas encartados de vários sindicatos falam de “desorganização” e “amadorismo”; e, aí, mostram que não estão a perceber nada. Isto não é o S.TO.P.. O S.TO.P. é instrumento de uma coisa mais vasta, que precisa de ganhar só mais um pouco de momento.

E que é mais “Praça Tahir” que “desfile do PCUS na Praça Vermelha“. Com todos os defeitos e problemas da metáfora.

Estes professores não estão sós

Os que tiram estas fotos e merecem a minha justa homenagem podem sentir-se acompanhados porque, na verdade, não estão sós na greve. Há uma onda, no país, de consciência e vontade de enfrentar os problemas. E criativa também.

Nada se faz sem esforço, custos e trabalho.

A tal “luta'”que tantos trazem na boca, mas em que poucos andam a passar de palavras aos atos.

Miguel Alves, João Costa e os futuros concursos de professores

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Imagem: DR

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Categorias: Crónica, Ensino, Sociedade

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