‘Não vou por aí!…’ – contra a Eutanásia, defender a Vida

‘Não vou por aí!…’ – contra a Eutanásia, defender a Vida

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Numa altura em que a VIDA se defende como um direito inabalável de TODOS, seja na Ucrânia, no Irão, na China em Africa e em qualquer canto do Mundo, eis que em Portugal, conhecedor das experiências de outros Países Ocidentais, se legaliza, na Assembleia da República, a Eutanásia.

Resguardar Universalmente a VIDA

Mal vai a Humanidade quando os Direitos essenciais consagrados em Portugal quer pela nossa Constituição, pela Ordem dos Médicos e por tantas outras Instituições e no Mundo pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de Dezembro de 1948, perfazendo agora precisamente setenta e quatro anos em que se resguarda Universalmente a defesa da VIDA agora colocando em causa esse inviolável e inabalável DIREITO.

‘Encurtar’ o direito à vida para TODOS

Mal ficaria eu enquanto Eleito pelo Povo, decidir contranatura aquelas que são as referências que constituem a nossa sociedade, bem assente em valores Cristãos e Ocidentais em que a VIDA se assume como um inquestionável direito. Seria uma hipócrita traição que jamais assumiria. Contudo o combate pela VIDA e contra a Eutanásia não ficará por aqui e pessoalmente não pactuarei ‘com esta batota’, cheia de contradições e que ao invés de exigir do Estado solução para os problemas reais existentes na assistência à Saúde dos Portugueses, veja-se o estado calamitoso do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ‘opta por encurtar de modo encapotado’ o direito à vida para TODOS.

‘Não vou por aí!…’ – contra as ‘piedosas intenções’ da Eutanásia

Relembro porque apropriado, um excerto do Cântico negro do ilustre José Régio:

“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

……….

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!…

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Obs: texto ora divulgado corresponde a declaração de voto na Assembleia da República, esta sexta-feira, 9 dezembro, a propósito da votação sobre a morte medicamente assistida.

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Acerca do Autor

Firmino Marques

Deputado à Assembleia da República. Foi Vice-presidente da Câmara Municipal de Braga. É Licenciado em Filosofia.

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