Cumprir-se na verdade de ser homem

Cumprir-se na verdade de ser homem

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1.

Deve o homem a si mesmo o fogo de lavrar, de plantar e semear, impelido pelo espírito das montanhas e dos campos e das águas, e a vontade de unir os bocados das almas divididas na leveza do mistério do amor e dos abraços. E, em cada novo dia, deve a claridade iluminar o homem no divino halo de cumprir-se irmão, quer no vinho, quer no pão.

2.

Enquanto gostarmos de nós mesmos, mesmo que só mesmo em pequenos pedacinhos poucos, haverá sempre uma lágrima que se solta da saudade dos caminhos velhos a subir, que abandonamos. E há um fogo que se acende dentro manso, quando a imagem por detrás do espelho nos comove e nos convida e nos convoca a retomar caminhos novos para cima..

3.

Anda sempre um bocado da metade da alma verde das montanhas e dos campos atrás doutro bocado da metade da alma azul da água, céu e mar, nuvem branca e branca espuma. Encontram-se as almas na leveza dos olhares e na inocência dos abraços dos humanos, e os bocados das metades que se querem, logo partem de mão dada a procurar outros bocados escondidos no reflexo do mistério e do sonho de si mesmos.

4.

Nós só queremos que as almas se encontrem no amor da paz e da verdade, e almejem sempre o sonho e liberdade em construção. Esta é a missão nossa do bem que. Ide e procurai. Engravidai o dia, que amanhã 3vem outro. E que cada dia traga a claridade que ilumine o homem e o faça grande. Não sei, porém, se ele quer a luz e a vontade de cumprir-se na verdade de ser homem.

5.

Deve o homem a si mesmo o fogo de lavrar, de plantar e semear, impelido pelo espírito das montanhas e dos campos e das águas, e a vontade de unir os bocados das almas divididas na leveza do mistério do amor e dos abraços. E, em cada novo dia, deve a claridade iluminar o homem no divino halo de cumprir-se irmão, quer no vinho, quer no pão.

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Obs: publicação original na página de facebook de António Mota, tendo sofrido ligeiras adequações na presente edição.

Imagem: António Mota

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Categorias: Literatura, Poesia

Acerca do Autor

António Mota

Professor. Braga.

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