Internacional de Sub20 que chegou a pertencer ao plantel do FC Porto, conta agora 34 anos e representa Atlético Bougadense

Defesa central João Pedro viveu no FC Famalicão época de goleador

Defesa central João Pedro viveu no FC Famalicão época de goleador

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João Pedro Sousa passou há alguns pelo FC Famalicão, clube onde se distinguiu no papel de defesa central. Contudo, João Pedro, era também um goleador, característica não muito frequente entre defensores, facto que terá ajudado a guardar na memória dos fans a sua passagem pelo clube famalicense.

Ainda jovem, João Pedro disputou um Mundial Sub20, no Canadá, pela Selecção Nacional Portuguesa, tendo chegado aos oitavos-de-final (perdidos para a Seleção do Chile), equipa em que pontificavam alguns craques futebolistas como: Rui Patrício, Antunes, Fábio Coentrão, Pelé, Nuno Coelho, Bruno Gama ou Zequinha, entre outros.

Tendo-se formado no FC Porto, chegou a integrar o plantel de Co Adriaanse que conquistou a Dobradinha em 2005/2006, mas não chegou a realizar qualquer jogo nessa época.

O futebolista subiu de divisão, à I Liga, por duas vezes – ao serviço do Desportivo das Aves e do Santa Clara dos Açores. Tal como muitos outros futebolistas portugueses, João Pedro Sousa tentou também a sua sorte tendo representado o Gloria Bistrita, da Roménia, durante uma temporada.

Outro clube onde o atleta famalicense obteve notoriedade foi no Estoril Praia, na época em que esta equipa se classificou para as competições europeias, na época em que o futuro treinador do Sporting CP, Marco Silva, dirigia a equipa juntamente com o seu fiel adjunto e homónimo deste futebolista João Pedro Sousa, que também viria a ser treinador do FC Famalicão.

O defesa central goleador João Pedro realizou no FC Famalicão apenas uma temporada, onde se evidenciou pelo bom desempenho quer individual quer colectivo – (apesar do objectivo ‘não declarado’ da Subida à I Liga não se ter concretizado), numa óptima época do clube famalicense que nessa altura estava de volta à II Liga após 19 anos de ausência.

João Pedro Sousa – Um Defesa Central Goleador no FC Famalicão

Francisco Oliveira (FO): O João Pedro formou-se no FC Porto e, pouco depois, disputou o Mundial Sub20, no Canadá, em 2007. Nessa fantástica Seleção Nacional, entre cujos pares se encontravam Fábio Coentrão e Rui Patrício, que viriam a obter enorme reconhecimento a nível nacional e até mesmo internacional, a equipa acabaria por sair da competição nos oitavos-de-final ao perder com o Chile por um a zero, tendo apenas ganho um jogo frente à Nova Zelândia.

Como foi a experiência de participar num Mundial Sub20 pela Seleção Nacional?!

João Pedro (JP): Sem dúvida que essa foi das experiências mais entusiasmantes na minha vida futebolística! Poderíamos e deveríamos ter chegado mais longe.

Acabamos por encontrar um Chile, nos oitavos-de-final, muito forte, com nomes como Alexis Sanches, Arturo Vidal, Gary Medel… Foi um bom jogo. Um detalhe fez a diferença e acabou com o nosso sonho. Ficou na memória a representação de Portugal ao mais alto nível. Orgulho.

FO: Como viveu a Comitiva da Seleção Nacional o insólito episódio de Zequinha, nesse último jogo frente ao Chile, em que o jogador retira o Cartão Vermelho ao árbitro da partida, na sequência da expulsão de um colega?

JP: Sinceramente, nesse lance, estava a subir para a área e nem o vi a tirar o cartão ao árbitro.

Só mais tarde vi, em repetição, e creio que vai ficar marcado para sempre. Daqui a 100 anos, quando houver um outro mundial sub20, vai-se falar desse lance.

No final não se brincou com isso. Tínhamos acabado de perder. Mas depois, no dia a seguir, começamos logo a brincar. Tínhamos um bom ambiente.

FO: Após o seu processo de formação, foi emprestado a vários clubes pelo FC Porto, com registos bastante razoáveis em relação à sua qualidade de jogo. O que terá faltado para ter concretizado o Sonho de jogar pela Equipa Principal do FC Porto em que chegou mesmo a integrar o plantel de Co Adriaanse?!

JP: Faltou a tal aposta. No meu último ano de Júnior, fiz toda a época pela equipa B e fui chamado 2 vezes à equipa principal com o mister Adriannse.

No final o mister saiu e entrou o Professor Jesualdo, mas não fiquei no plantel. Como nesse ano também acabou a equipa B, tive de sair emprestado.

FO: Nessa sucessão de empréstimos começou a demonstrar uma certa ‘veia goleadora’, nem sempre constante, mas que se repetiu em alguns clubes. Muitos dos seus golos aconteceram através de cabeceamentos. Para além do seu 1,90 m, treinou essa vocação nos tempos livres? Tipo Futvólei?

JP: Não, não treinei nada de movimentos de cabeceamento. Até vou confessar, não gostava de cabecear bolas. E dos golos que marquei penso que aconteceram mais com os pés que de cabeça. Onde jogava tive a sorte de ter grandes executantes de lances de bola parada.  Bastava aparecer no sítio certo que era só deixar bater na cabeça.

FO: Aos 24 anos, jogou pela primeira vez na I Liga. No entanto, nas suas temporadas no Campeonato Nacional, o João Pedro teve alguma escassez de utilização. No Estoril Praia ‘Europeu’ foi treinado por Marco Silva e João Pedro Sousa (este último na qualidade de adjunto) o que mais gostou desta dupla de dois dos atuais melhores treinadores Portugueses?

JP: Tive um pouco de azar. Fiz a pré-época e o primeiro jogo a titular pelo Estoril contra o Olhanense. Acabei por me lesionar e parar um mês e meio. Depois tornou-se muito difícil entrar na equipa pois ganhávamos quase sempre. Jogávamos bem e não fazia sentido mudar a equipa.

Sinto que fui importante porque quem estava a jogar ia sempre até aos limites. Não vou negar que ambicionava jogar mais, mas foram 2 anos maravilhosos e históricos.

FO: Gostava de ter jogado mais e com mais regularidade na I Liga Portuguesa?

JP: Sim, sem dúvida, mas não culpo ninguém a não ser eu. Podia ter feito algumas coisas de forma diferente.

FO: Passou pela Roménia, pelo Gloria Bistrita. Como correu essa experiência e o que mais gostou nesse clube Romeno?

JP: Gostei da experiência; até pensei que poderia ficar mais anos. Mas não foram corretos comigo no final; então, saí.

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FO: Foi no FC Famalicão a sua época com mais golos – 7 golo, em 31 jogos. Daí seguiu para o Desportivo das Aves e o Santa Clara, tendo subido à I Liga.

Gostava de ter subido no FC Famalicão (nessa temporada do FC Famalicão 2015/2016 o FC Famalicão andou perto dos lugares de subida)?

JP: Todas as subidas foram especiais. Mas aquele ano no Famalicão vai ficar marcado. Tínhamos tudo para subir. Adorava ter subido à I Liga no Famalicão.

Fico contente por, passados uns anos, ver o clube nos patamares mais altos do futebol português.

FO: Foi orientado por : Marco Silva – com João Pedro Sousa enquanto adjunto, Daniel Ramos, Luís Freire, Carlos Pinto, José Mota, Ivo Vieira, Co Adriaanse, Litos, Vítor Oliveira, Paulo Fonseca… uma galeria de Notáveis treinadores.

Qual foi o Treinador mais importante na sua carreira?

JP: O Sr. Albertino, no Trofense, quando tinha 8 anos de idade. Foi o meu primeiro treinador.

José Guilherme, quando fui campeão de juvenis pelo Porto.

Vítor Pereira e André Vilas Boas, respetivamente treinador e adjunto no meu primeiro ano no Porto, que me ensinaram imensas coisas.

Em seniores, fui, na verdade, treinado pelos melhores treinadores portugueses. Não consigo destacar um.

FO: Atualmente, com 34 anos, joga no Bougadense, disputando os campeonatos da Associação de Futebol do Porto.

Pensa jogar por mais quanto tempo? E gostaria, no final da carreira enquanto futebolista, continuar a trabalhar ligado ao Futebol?

JP: Neste momento, assinei pelo Bougadense por um ano, porque o bichinho da bola já se estava a manifestar.

Estive um ano e meio parado. Recebi de agrado esse convite, que acumulo com as funções de trinador dos sub17.

Não sei quantos anos mais vou jogar, mas espero continuar ligado ao futebol.

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Acerca do Autor

Francisco Oliveira

Viciado em Imprensa Futebolística desde miúdo, época em que devorava Jornais & Revistas Futebolísticas. Desfruta da Escrita Futebolística desde que começou a escrever para a Página Só nas 4 Linhas na temporada 2018/19. Criador & Pensador da Página Culto Futebolístico nos tempos livres (como sempre!).

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