‘Política e desporto, em especial o futebol, e eleições e respetivos votos estão muito relacionados entre si e nem sempre pelas razões mais certas: será possível concretizar a ‘obra prometida’?’

Onde param o novo Estádio de Famalicão e a Capital Europeia do Desporto?

Onde param o novo Estádio de Famalicão e a Capital Europeia do Desporto?

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Muito se fala e se tem falado do novo estádio do FC Famalicão, porque estádio esse prometido mas não consumado (pelo menos ainda e até agora) pelo município de famalicense, na altura presidido por Paulo Cunha. A promessa foi lançada, com toda a ‘pompa e circunstância’, num evento, no Estádio 22 de Junho, em Outubro de 2018, já lá vão quase 4 anos, quando decorria a época 2019/2020, nu.ma altura em que, alguns meses depois, se daria o regresso do clube famalicense à Primeira Liga.

Na altura, como não poderia deixar de ser, houve maquete, e foi anunciado que iria começar a ser construído mal terminasse essa temporada. Entretanto, chegou o Covid-19 e adiou ou esfumou muitos projectos. Este, que se anunciava como sendo um dos principais para o concelho, a implementar nos anos seguintes, foi um dos que ficou a ver navios.

‘Imbróglio com o Novo Estádio de Famalicão’

O sonho de um estádio moderno e funcional em Famalicão, de há muito reivindicado pela massa associativa e simpatizante, mas de há algum tempo reforçado pela manifestação da SAD do clube, está até agora na gaveta dos gabinetes municipais e tem sofrido diversos avanços e recuos desde então. E o último foram as declarações do novo presidente da autarquia, Mário Passos, por sinal da mesma cor partidária de Paulo Cunha, garantir que ‘não irá pedir 10 a 12 milhões de euros para fazer o novo estádio‘, o que demonstra à partida que o Município de Famalicão não tem condições financeiras para construir um projecto tão ambicioso. Aquando do lançamento da ideia, o projecto de remodelação do actual 22 de Junho estava estimado em apenas 8 milhões de euros.

Ora, então, por que razão o Município de Vila Nova de Famalicão o prometeu e deu como garantido!?

Por agora, pelo menos, Câmara Municipal e clube parecem não se entender neste aspecto.

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A utopia ‘Capital Europeia do Desporto 2025’

No meio de todas as questões há uma bandeira que Mário Passos hasteou como… mais uma promessa: a ‘Capital Europeia do Desporto 2025’. Neste caso, uma promessa que se aparenta utópica de cumprir.

Basta fazer uma simples pesquisa na internet, através do Google, e vejam quem são as cidades capitais europeias do desporto desde 2001, bem como as que se seguem nos próximos 2 anos.

Só para se ter uma ideia: Lisboa foi a Capital Europeia do Desporto em 2020 e a última capital foi Haia, nos Países Baixos (Holanda). Nessa lista figuram Milão, Valência, Praga, entre outras, que são apenas algumas das mais importantes cidades europeias. Perante isto, cumpre questionar, onde é que Vila Nova de Famalicão poderia, ou poderá, ser a Capital Europeia do Desporto!?

A olho visto, mesmo para os menos entendidos, as diferenças entre Famalicão e qualquer uma dessas cidades é abissal. Além do mais, seria ainda necessário investir muitos milhões – não apenas no Estádio 22 de Junho -, mas também na cidade e no concelho em infraestruturas de natureza não exclusivamente desportiva quando outros cidades já as possuirão, e em nível de excelência, o que não as obrigará a despender tanto quanto Famalicão. Por outro lado, as candidaturas para 2025 terminam em novembro próximo (Talin, na Estónia, é uma das cidades candidatas); o prazo está quase a acabar. Estará a candidatura de Famalicão a ser atempadamente preparada? Começamos a ter dúvidas.

Será possível concretizar a ‘obra prometida’?

Para lá de uma utopia, a ideia da Capital Europeia do Desporto em 2025 parece ser um balão de oxigénio a que os responsáveis do nosso município de agarraram e que não os vai segurar.

A não construção do prometido ‘novo’ estádio poderá também significar uma provável perda de alguns votos, pois irá juntar-se a uma certa quebra nas votações que já se fez sentir nas últimas autárquicas e que se irá acentuar em próximas eleições no caso da não execução da ‘obra prometida‘.

Que irá acontecer, afinal, em Famalicão? Irão ainda aparecer os milhões necessários para renovar o antigo Campo dos Bargos, actual 22 de Junho, onde habitualmente joga o FC Famalicão, e para a Capital Europeia do Desporto em 2025?

Política e desporto, em especial o futebol, e eleições e respetivos votos estão muito relacionados entre si e nem sempre pelas razões mais certas. Não percam, por isso, os próximos capítulos desta ‘novela política e desportiva’ famalicense porque nós também não a iremos perder.

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Acerca do Autor

Francisco Oliveira

Viciado em Imprensa Futebolística desde miúdo, época em que devorava Jornais & Revistas Futebolísticas. Desfruta da Escrita Futebolística desde que começou a escrever para a Página Só nas 4 Linhas na temporada 2018/19. Criador & Pensador da Página Culto Futebolístico nos tempos livres (como sempre!).

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