‘O tempo é de pacificação, agregação, unidade e cerrar fileiras. Há que aproveitar esta mudança de ciclo político no Partido Social Democrata como alavanca para um novo PSD em Barcelos.’

O novo PSD de Luís Montenegro

O novo PSD de Luís Montenegro

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Com o 40º Congresso do Partido Social Democrata, neste final de semana, que assinala a tomada de posse de Luís Montenegro como presidente do PSD, terminou um ciclo político e iniciou-se uma nova era política.

Como muitos leitores sabem, escrevi um artigo, em 2017, aquando da ainda putativa e posteriormente confirmada candidatura de Rio e Santana Lopes à liderança do PSD, no qual elenquei vários motivos pelos quais não apoiaria o ex-Presidente da Câmara do Porto; e tudo que alvitrei nessa altura relativamente ao futuro do Partido Social Democrata, veio quase a papel químico, confirmar-se.

Disse na altura que, caso Rui Rio fosse o vencedor e perante o que esperava do REINADO dele, sairia depois de mais 40 anos de militância do Partido, e regressaria quando a ditadura dos DDT terminasse.

Apoiei durante 3 meses a fundação da Aliança. Passado esse prazo, aguardei os 2 anos obrigatórios de espera que os estatutos do PSD determinam para a refiliação, mais o tempo de previsão de saída do líder cessante.

Neste fim de semana regressei como militante ao 40 Congresso do PSD, no qual foram eleitos os novos dirigentes e a tomada de posse do respetivo Presidente do Partido, eleito nas diretas do mês de maio, Luís Montenegro.

Quem esteve no Congresso deparou-se com um Partido totalmente diferente do Partido dos últimos 4 anos.

Viu desaparecer um líder de facção que muito mal fez ao PSD e aparecer uma liderança de unidade que compreendeu bem que o PSD sendo um partido de várias sensibilidades teria que ter uma convivência sã e um sentido de agregação na diversidade, fazendo pontes e criando consensos.

Notou-se um ambiente descontraído, sorridente, isento de pressões, livre, aberto à sociedade, onde reapareceram rostos há muito desaparecidos das lides políticas, mas sobretudo um sentimento de unidade, de cerrar fileiras em prol das pessoas e do País, viu-se em todos a perseverança de ACREDITAR que é possível fazer mais e melhor que o socialismo que nos vem empobrecendo á mais de 20 anos, mas especialmente nos últimos 7 anos.

Luís Montenegro soube muito bem ler o Partido, recolocá-lo no seu devido lugar, chamar para junto de si, personalidades de várias sensibilidades, com conhecimento, competência e lastro político.

Pesos pesados do Partido (Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz). Soube estar atento à componente inter-geracional (Margarida Balseiro Lopes, Hugo Soares, António Leitão Amaro) e à amplitude da representatividade do País (como exemplo o Paulo Cunha ex. Presidente da CM Famalicão e líder da distrital de Braga), mas também um refresh com uma surpresa positiva (Inês Ramalho).

Apresentou na teoria, umas das Comissões Políticas Nacionais, mais capazes para o momento, para as dificuldades atuais e as que se avizinham e uma CPN de combate para os 4 anos de legislatura do Partido Socialista.

Conseguiu unir e rodear-se no Conselho Nacional de figuras de topo da nossa sociedade e do PSD (Carlos Moedas, Maria Luís Albuquerque, Teresa Morais, Luis Menezes, José Matos Rosa, entre outros).

Numa frase, Luís Montenegro conseguiu unir o Partido, agregar os desavindos, mas acima de tudo, fazer ACREDITAR quem esteve no Pavilhão Rosa Mota. Uma mensagem simples de esperança e alternativa, dispondo com que todos levem esse acreditar, à população em geral.

Elencou 7 pontos que são neste momento o Alfa e Ômega da sua atuação: contrariar a subida do custo de vida, melhorar o acesso à saúde, baixar a carga fiscal, evitar a emigração dos jovens e aumentar a natalidade, atração de imigrantes, pacto para a transição digital, energética e ambiental e por último rejeitar nestes próximos tempos o referendo à regionalização.

Para início de mandato, muito bem.

Não podia, contudo, deixar de ter uma palavra em especial para os representantes nos órgãos nacionais, do nosso distrito.

Na Comissão Política Nacional:

O Partido Social Democrata tem hoje um Secretário Geral, Hugo Soares, jovem, capaz, conhecedor da realidade do País, com ambição de fazer mais e melhor em prol do PSD, mas principalmente, da sociedade civil, em particular das gentes da sua terra.

O Partido Social Democrata, tem hoje como Vice-Presidente, Paulo Cunha, um homem do terreno, ex-autarca, experiente com provas dadas e aplaudidas pelos seus concidadãos e com um sentido de causa pública, acima de qualquer dúvida.

Relativamente ao concelho de Barcelos há a realçar:

A reeleição de Adélio Miranda para o Conselho Nacional, prova provada de quem trabalha para o bem comum tanto na sua comunidade como além da mesma, tem o seu reconhecimento garantido.

O regresso de Félix Falcão a um lugar que já anteriormente tinha exercido funções.

A eleição de José Novais Vice-Presidente da Distrital de Braga (a quem aqui na urbe, ao estilo catavento, o davam como cadáver) para o Conselho de Jurisdição Nacional, uma nomeação e uma eleição merecida, para quem durante vários anos se dedicou de corpo e alma ao projeto social democrata, em Barcelos.

Não podia finalizar este artigo sem falar do novo futuro do PSD em Barcelos, com esta nova Direção Nacional do PSD.

O tempo é de, como o novo Presidente do PSD disse, formalizou e cumpriu, pacificação, agregação, unidade e cerrar fileiras.

Para quem esteve no Congresso e ouviu, é bom ter os tímpanos bem limpos, e começar a agir em conformidade.

Convém realçar para alguns que Rui Rio é passado, o presente merece que todos façam o seu melhor, para o bem comum, humildade, serenidade, mas em especial evitarem-se tiques DDTs, pois hoje somos nós, amanhã serão outros.

O futuro é já ao virar da esquina, as Europeias estão aí, bem como 4 anos passam sem se dar conta. Há que preparar o Partido para novas conquistas, com a sua bandeira ou com o parceiro natural, pois não existem muitos BTFs para levarem o Partido ao poder.

Há que aproveitar esta mudança de ciclo político no Partido Social Democrata como alavanca para um novo PSD em Barcelos. Uma nova forma de fazer política partidária.

Viva o PSD! Viva Portugal!

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Categorias: Barcelos, Crónica, Política

Acerca do Autor

António Manuel Reis

António Manuel Reis, nasceu em Barcelos a 07-10-1963. Concluiu em 1985, o curso na área de tinturaria têxtil UM/Mazagão. Formação em colorimetria, recursos humanos, automatização, sistemas de qualidade ISSO, planeamento, processos, produção. Industrial Têxtil de 1996 a 2009. Dirigente desportivo 1998 a 2004.Gestor empresarial de 2010 a 2013. Concluiu curso de formação de formadores em 2014. Trabalhador independente Real Estate Consultan 2018. Em curso, Licenciatura Ciências Sociais e Ciência Politica. Militante da JSD desde 1978/ Militante PSD desde 1981, delegado e Observador a Congressos, Delegado CPD, TSD, Membro da CPS, candidato a Presidente de Junta da UF Barcelos, deputado a UF. Candidato á Presidência da CPS. Membro independente da UF Barcelos. Partido Aliança em 2018.

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