É urgente a mobilização política e social para resolver os graves problemas que os assolam – plásticos, poluição, sobrepesca e alterações climáticas

Oceanos sofrem 4 grandes ameaças no presente

Oceanos sofrem 4 grandes ameaças no presente

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Os oceanos, as maiores reservas de água e biodiversidade à face da Terra, apresentam, ano após ano, indicadores com pior desempenho que sinalizam o seu estado de declínio dos oceanos e colocam em causa o em causa o sustento de 3 mil milhões de pessoas que deles dependem. A ZERO – Sistema Terrestre Sustentável, no sentido de subblinhar a sua importância e apelar à mobilização política e social para resolver os problemas que os assolam – plásticos, poluição, sobrepesca e alterações climáticas -, associa-se, por isso, aos alertas lançados a nível mundial pelas Nações Unidas e assinala, esta quarta-feira, 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos.

Um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta para que, se nada for feito, o uso de plástico triplique até 2060, com apenas 16% a ser reciclado. Dado que no presente os plásticos são a maior fração do lixo marinho (representam 85%), é urgente criar medidas eficazes para fechar a torneira aos plásticos descartáveis.

A poluição também se faz sentir noutros setores de atividade, nomeadamente do transporte marítimo cujas emissões de gases com efeito de estufa, ruído e descargas de poluentes apresentam sérias ameaças à integridade e biodiversidade dos ecossistemas, a par da sobrepesca dos stocks de pesca, dos quais 35% se encontram sobreexplorados e com tendência a aumentar.

Por fim, as alterações climáticas, com o seu impacto sobre o aquecimento e acidificação dos oceanos, são indissociáveis do equilíbrio e bem-estar dos oceanos.

Conferência dos Oceanos das Nações Unidas – 27 de junho a 1 de julho

A Conferência dos Oceanos das Nações Unidas que vai decorrer em Lisboa, entre 27 de junho e 1 de julho de 2022, é, assim, uma oportunidade única para concertar uma ação global dos decisores políticos e mobilização da sociedade civil pela preservação e regeneração dos oceanos.

Este evento mundial, subordinado ao tema “Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro”, que terá lugar em Lisboa e no qual a ZERO marcará presença, deve ser, no entender da ZERO, uma estrada para a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas no Egito e para uma agenda de ação e implementação.

Importância do oceano para o equilíbrio do planeta

Os oceanos desempenham um papel fundamental a vários níveis, entre eles:

  • São um dos grandes pulmões do planeta, responsáveis pela produção mais de 50% do oxigénio que respiramos.
  • Absorvem cerca de 1/4 das emissões de CO2 mundiais, sendo um dos principais sumidouros de carbono do planeta.
  • São essenciais na regulação do clima, podendo absorver até 90% do calor adicional da atmosfera associado ao aquecimento global.
  • Proporcionam alimento para milhões de espécies e têm um papel essencial na segurança alimentar dos países.
  • São a base de diversas atividades económicas e dos valores culturais das comunidades costeiras.
  • Funcionam como uma fonte de produção de energia renovável através das correntes e marés.
  • São uma fonte de conhecimento cientifico: os ecossistemas marinhos albergam moléculas e substâncias usadas para produzir medicamentos e muitos outros produtos.

Propostas da ZERO para os decisores políticos

A 3 semanas da Conferência dos Oceanos, a ZERO reforça o apelo à ação pelos oceanos junto dos decisores políticos, propondo 8 medidas:

  1. Implementar o compromisso de proteger 30% dos oceanos até 2030 a nível global: ter 1/3 dos oceanos como reservas naturais e áreas marinhas protegidas.
  2. Garantir o desenvolvimento e implementação de planos de gestão das Áreas Marinhas Protegidas em Portugal adequados, e que consagrem planos de monitorização e fiscalização eficazes.
  3. Combater as alterações climáticas, assegurando uma maior ambição de redução de emissões, em linha com o Acordo Paris.
  4. Promover um Tratado Global sobre Plásticos robusto que trave a utilização de plástico, em particular de plásticos descartáveis.
  5. Restringir o uso de microplásticos adicionados intencionalmente (cosméticos, tintas, detergentes, etc.) e tomar medidas para evitar os microplásticos não adicionados intencionalmente (têxteis, pneus, etc.).
  6. Implementar com urgência o sistema de depósito com retorno para embalagens de bebidas descartáveis de plástico, metal e vidro, aprovado em 2018 e que deveria estar a funcionar desde janeiro deste ano. A cada dia de atraso Portugal desperdiça 4 milhões de embalagens, sendo que uma parte destas acabarão nos oceanos e no ambiente.
  7. Criar zonas de emissões controladas de forma a reduzir a poluição provocada pelo transporte marítimo e incentivar a utilização de combustíveis mais limpos.
  8. Fiscalizar mais as práticas da pesca, proibindo a pesca destrutiva e procurar reduzir a pesca acidental.

Propostas da ZERO para os Cidadãos

A ZERO aposta nas alterações de políticas e medidas estruturais para promover a mudança, mas a ação individual não deve ser esquecida. Deixamos alguns conselhos para quem quer contribuir para manter os oceanos saudáveis:

  • Nunca abandonar lixo – procurar que fique sempre bem acondicionado nos contentores de resíduos.
  • Evitar comprar produtos descartáveis, principalmente em plástico ou compósitos.
  • Consumir menos coisas e evitar produtos que tenham microplásticos adicionados.
  • Preferir produtos em fibras naturais.
  • Não deitar substâncias perigosas nas sarjetas.
  • Não deitar tampões, toalhitas e objetos pequenos na sanita (principalmente se forem de plástico).
  • Procurar ter uma dieta de base vegetal; preferir espécies não ameaçadas e com maior dimensão (que já se tenham reproduzido).
  • Procurar conhecer melhor e proteger os ecossistemas marinhos.

(em atualização)

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Imagenm: Natalia Shiel / Unsplash

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