Plano Estratégico Municipal Famalicão.30 recolhe ‘sonhos do amanhã’

Plano Estratégico Municipal Famalicão.30 recolhe ‘sonhos do amanhã’

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O Plano Estratégico Municipal Famalicão.30 tem em curso a recolha de contributos, sugestões, intervenções, possíveis obras, empreendimentos e realizações. Ou seja: como é que gostaríamos que o Município de Vila Nova de Famalicão fosse em 2030? Em que setores é necessário investir com urgência? O que é que faz mais falta aos Famalicenses? Queremos ser o Município desenvolvido de Vila Nova de Famalicão em Portugal ou temos condições para “dar cartas” na Europa e no Mundo? Temos as infraestruturas necessárias? Há setores específicos onde o investimento é prioritário? As pessoas (crianças, jovens, mulheres, homens, trabalhadores, idosos) devem ser as destinatárias dos grandes investimentos municipais?

Ideias pequeninas podem mudar o mundo

O Plano de Desenvolvimento Estratégico de Vila Nova de Famalicão deve conter os nossos sonhos do futuro para a nossa terra e, por esta razão, não deve ser indiferente a ninguém. Às vezes, até podemos pensar que as ideias que temos não merecem ser divulgadas, não têm o conteúdo mínimo para integrar um Plano Estratégico. Acho que quem assim pensa está rotundamente enganado e deve partilhar e discutir essas ideias. Às vezes, uma ideia pequenina e que pensamos ser mesquinha pode revolucionar a nossa História e a História do Mundo.

Quando eu era pequeno, o meu pai levantava-se todos os dias por volta das 04.30 horas da madrugada. Tinha que ir de Santa Eulália para o Couto de Cambeses para apanhar o comboio das 05.30 horas que o ia levar até Campanhã (Porto), para começar a trabalhar (nas oficinas da CP), às 08.00 horas.

Para apanhar o comboio no Couto de Cambeses tinha que percorrer a pé um longo caminho (carreiro) de terra batida que se desenhava por entre o mato, as silvas e os pinheiros, de inverno e de verão, ao calor, à chuva, com trovões e no meio de tempestades. E ainda eram uns bons quilómetros entre Arnoso Santa Eulália e o “apeadeiro” de Cambeses onde se “apanhava” o comboio!

Era assim a vida do meu pai todos os dias da semana, todos os dias do mês e todos os dias do ano!

Em vez de apanhar o comboio das 05.30 horas, o meu podia apanhar o das 06.30 horas, mas chegava depois das 8.00 horas a Campanhã e isso era impossível. A CP não o permitia: 8.00 horas eram 8.00 horas, horas de começar o trabalho! “Produzir e poupar”, mandava Salazar!

Dou este exemplo do meu pai como podia dar o exemplo de muitos outras pais que sofriam no corpo e na alma, a indiferença do “regime” que não fazia nada, não “mexia uma palha” para alterar as condições de vida dos trabalhadores. E também dou este exemplo para mostrar que ninguém perguntava nada a ninguém, se estava contente ou descontente, se queria propor alguma alteração que fosse benéfica para as duas partes, a empresa e os trabalhadores. Nada, mas mesmo nada destas coisas que hoje nos parecem e são simples, acontecia. No caso do meu pai, bastava que fosse no comboio das 06.30 horas e “pegasse ao trabalho” 15 minutos mais tarde. Já não tinha que sair de casa “tão de madrugada”.

‘Não há nada que cure aquilo que a felicidade não curar’

Hoje perguntam aos Famalicenses coisas relativamente àquilo que queremos para o nosso futuro, para a nossa terra, para o nosso concelho. É por isso que, como diz o Presidente da Câmara, Mário Passos, o “Plano Estratégico” de Vila Nova de Famalicão não se reduz às obras, mas incorpora sentimentos e sonhos, para que todos tenhamos uma vida melhor no futuro.

Cito com frequência aquela frase de Gabriel García Márquez, Prémio Nobel da Literatura, que diz assim: “Não há nada que cure aquilo que a felicidade não curar”. A nossa felicidade do amanhã também pode passar por um bom “Plano Estratégico” e é por isso que nenhum Famalicense se pode abster de dar as suas opiniões, as suas sugestões e os seus contributos para que amanhã sejamos todos mais felizes do que somos hoje.

Alguns, dizem, acusando, que o Plano Estratégico Municipal da Câmara de Famalicão é o “fac-símile” do programa eleitoral do PSD local para as Eleições Autárquicas. Fazem o mesmo que o PSD faz, ao dizer que o Programa do Governo do Partido Socialista é a cópia do programa eleitoral com que o PS se apresentou às últimas Eleições Legislativas.

Pessoal e politicamente, encaro estas situações com absoluta tranquilidade e normalidade, considerando óbvio que um programa eleitoral tem que constituir a base de um programa de governo, assim como um Plano Estratégico Municipal pode assentar na base programática do partido ou coligação que venceu as eleições. O contrário é que seria absurdo. Às vezes, andamos a atirar pedras uns aos outros, sem qualquer sentido: o PSD (oposição ao Governo do PS) “atira estas pedras” e o PS (oposição à Câmara do PSD/PP) atira localmente as mesmas “pedras” ao PSD/PP.

Contributos Pessoais para o Plano Estratégico Municipal de Vila Nova de Famalicão: Ação Social e Educação

Eu também tenho contributos para o Plano Estratégico Municipal de Vila Nova de Famalicão que passam, designadamente, pela Educação e Ação Social.

Não pode haver nenhuma criança, em Vila Nova de Famalicão que, por eventuais dificuldades económicas dos pais, deixe de frequentar a creche, o jardim de infância, a escola do 1´ciclo, a escola do 2º e 3º Ciclos, o Ensino Secundário e o Ensino Superior. Os primeiros anos de vida de uma criança na escola são a “chave” do seu futuro e os últimos anos de escola de um jovem são a “chave” do futuro de Famalicão e do País.

Não há razões para a existência de qualquer bolsa de pobreza em Famalicão. Crianças, jovens, trabalhadores e idosos não “têm razão” para ser pobres. Para as famílias “em risco de pobreza” (uma família pode ser composta por uma pessoa só ou agregar várias pessoas), é preciso pôr em prática “planos estratégicos familiares” que, caso a caso, indivíduo a indivíduo, pessoa a pessoa, encontrem o caminho certo para não deixarem cair uma família na pobreza e abram o caminho para a retirar da pobreza, quando isso acontecer.

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Obs: texto previamente publicado na página de facebook de Mário da Costa Martins, tendo sofrido ligeiras adequações editoriais na presente edição.

Imagem: MVNF

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