‘Num registo, às vezes frenético, noutras de improviso, e por vezes ainda mais ‘free’, o concerto resultou agradável e entretido, nem se notando o tempo a passar’

‘Batidas Por Minuto’ em alta rotação de Salvador Sobral em Guimarães

‘Batidas Por Minuto’ em alta rotação de Salvador Sobral em Guimarães

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Foi um Salvador Sobral pujante e em boa forma que apareceu no palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, agora renomeado de Grande Auditório Francisca Abreu, em homenagem à vereadora que conduziu a candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, no passado sábado, 29 de Janeiro. O espetáculo do reconhecido músico quase encheu a plateia e permitiu a muitos o regresso à cultura, em evento organizado e produzido pel’ A Oficina e pelo Município de Guimarães.

Pela primeira vez numa sala fechada, e apenas a segunda na Cidade Berço, o cantor apresentou-se perante numerosa plateia que quase esgotou a principal sala de espetáculos do Centro Cultural Vila Flor. De realçar que entre a assistência, não só nacional, mas também de além-fronteiras, pontificava uma polaca. Salvador Sobral aproveitou o detalhe para usar o seu já conhecido e cortante humor – «Escusava de vir cá! Nós vamos lá.», assim deixando uma nota de indiscrição para gáudio do público, em interacção próxima do registo de standup comedy, num intervalo da apresentação do seu último trabalho – BPM -, o terceiro da sua discografia e o primeiro inteiramente recheado de originais compostos pelo autor.

Em Guimarães, num registo, às vezes frenético, noutras de improviso, e por vezes ainda mais free, o concerto do ainda jovem músico resultou agradável e entretido, nem se notando o tempo a passar. A dado passo, perante o júbilo de uma plateia delirante, brindada por uma volta olímpica à sala de espetáculos vimaranense, Salvador Sobral provocaria mesmo uma apoteose, dando a ouvir Sangue do meu sangue, orgulho do artista, e Medo de estimação – que se não nota em Salvador Sobral, nem sendo Michael Jackson (em mais uma tirada da noite).

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Das primeiras notas ao presente, passando por Amar pelos dois

Salvador Sobral viveu nos EUA, em Mallorca e Barcelona, onde estudou Jazz durante 2 anos na prestigiada escola Taller de Musics. Ao longo deste período, o músico foi compondo as suas próprias canções, criando vários projectos e descobrindo a sua identidade musical. Em 2016, lança o seu primeiro álbum a solo Excuse me. Em 2017 participa no Festival da Canção onde interpreta a canção Amar pelos dois, de autoria de Luísa Sobral, que venceria o Festival da Eurovisão, no mesmo ano, com a pontuação mais alta de sempre. Desde então tem sido distinguido com vários prémios e menções e muito aclamado pela imprensa nacional e internacional.

Depois do feito, Salvador Sobral tratou rapidamente de construir caminho além desse episódio meteórico, que o colocou sob o olhar do grande público. Sobral regressou ao jazz, género musical no qual sempre disse ser onde mais gostava de se expressar e de experimentar.

No início de 2019, Salvador Sobral lança o segundo álbum em nome próprio, Paris, Lisboa, que o levou numa extensa digressão recheada de espetáculos em Portugal e pelo mundo fora. Paralelamente ao seu percurso a solo, tem desenvolvido inúmeros projectos que se estendem a outros universos musicais e formações distintas: Noko Woi, Alexander Search, Mutrama, Alma Nuestra, Quinta das Canções e, mais recentemente, Salvador Sobral canta Brel.

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A banda de Salvador Sobral

Salvador Sobral – Voz
André Rosinha – Contrabaixo
André Santos – Guitarra
Bruno Pedroso – Bateria
Max Agnas – Piano

Do quarteto de músicos de primeiríssimo nível que o acompanha e se apresentou em Guimarães, destaque para o pianista Max Agnas que, sendo sueco e talvez não dominando a língua de Camões, participou activamente no humor geral do concerto.

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Categorias: Cultura, Guimarães, Música

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