‘Há gente no PSD que não permitirá o regresso ao passado, muito menos a repetição dos mesmos erros’

Um Rio de desgraças

Um Rio de desgraças

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O Partido Social Democrata (PSD) perdeu as eleições. A estratégia do presidente social-democrata e candidato a primeiro-ministro Rui Rio, de recolocação do PSD ao centro político, falhou completamente, como, aliás, era previsível.

Não vale a pena arranjar desculpas, que não houve voto útil à direita, que houve voto útil à esquerda, e que isso deu a maioria absoluta ao PS. Não!

PDS teve falta de liderança, estratégia, mensagem, capacidade de ser visto como alternativa

O PSD perdeu porque não tinha liderança,  estratégia, nem mensagem, muito menos capacidade de ser visto como alternativa. Ponto.

O desastre era esperado e foram muitos os que alertaram atempadamente.

Um Rio de desgraças

Estas eleições foram um Rio de desgraças, quer a nível concelhio, quer distrital:

Pela primeira vez em democracia, o PSD não ganhou num único distrito do continente, nem nos Açores; só conseguiu vencer na região autónoma da Madeira.

Na reconfiguração do Parlamento, o PSD perdeu deputados relativamente à  eleição anterior.

Este foi mesmo o pior resultado de sempre, nas últimas décadas, ainda pior que em 2019.

Repensar o caminho do Partido Social Democrata

Com 4 anos de travessia do deserto pela frente, Rui Rio tem obrigatoriamente de cumprir os 2 anos de mandato que lhe foi conferido nas eleições directas do final do ano passado, ainda para mais quando a bancada parlamentar foi, na maior parte das vezes, uma escolha sua e não das estruturas do partido.

Neste momento, o Partido Social Democrata tem que repensar o seu caminho e preparar uma nova liderança, com tempo e calma, criando um novo élan, uma nova forma de fazer política, com novas caras, nova gente, unindo quem quer ser unido, mas sobretudo, internamente, dar novamente voz aos militantes em todas as concelhias e distritais para promover a renovação partidária. Caso contrário, o mais certo é o ter um destino igual ao do CDS.

A situação no distrito de Braga

Relativamente ao Distrito de Braga, a derrota do PSD foi retumbante e de continuidade. Pese embora tenha mantido os 8 deputados e a mesma % de votação, só venceu em 5 dos 14 concelhos do distrito.

Saliente-se Esposende, onde Benjamin Pereira, foi o Presidente de Câmara que conseguiu o pleno para o PSD, no concelho.
E dos quatro grandes concelhos, conhecidos como o Quadrilátero Urbano, Barcelos foi, destes,aquele onde o PSD saiu vencedor, contudo, ainda sem atingir os patamares habituais no concelho, muito abaixo dos resultados de Passos Coelho em 2011 e 2015.

Lamber as feridas, preparar a acção

Hoje é tempo de lamber as feridas, mas amanhã é tempo de acção. Será o tempo dos responsáveis assumirem as suas responsabilidades, dos que têm compromisso de gerir municípios se dedicarem exclusivamente a esse desiderato, os que têm incumbência de representação parlamentar o fazerem com dedicação total, bem como de outros, para bem da democracia interna, assumirem os deveres de gestão nas estruturas concelhias.

Novos horizontes se avizinham, onde a arrogância, prepotência, os pequenos ditadores que se deslumbram com o poder, o caciquismo, têm os dias contados.

Há gente no PSD que não permitirá o regresso ao passado, muito menos a repetição dos mesmos erros.

Para bem do PSD.

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Imagem: PSD

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Acerca do Autor

António Manuel Reis

António Manuel Reis, nasceu em Barcelos a 07-10-1963. Concluiu em 1985, o curso na área de tinturaria têxtil UM/Mazagão. Formação em colorimetria, recursos humanos, automatização, sistemas de qualidade ISSO, planeamento, processos, produção. Industrial Têxtil de 1996 a 2009. Dirigente desportivo 1998 a 2004.Gestor empresarial de 2010 a 2013. Concluiu curso de formação de formadores em 2014. Trabalhador independente Real Estate Consultan 2018. Em curso, Licenciatura Ciências Sociais e Ciência Politica. Militante da JSD desde 1978/ Militante PSD desde 1981, delegado e Observador a Congressos, Delegado CPD, TSD, Membro da CPS, candidato a Presidente de Junta da UF Barcelos, deputado a UF. Candidato á Presidência da CPS. Membro independente da UF Barcelos. Partido Aliança em 2018.

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