‘Neste local está a prova de tudo o que o homem já fez de pior’

Auschwitz – nunca se deve esquecer a história

Auschwitz – nunca se deve esquecer a história

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A rede de campos de concentração de Auschwitz, nome dado pelos alemães na altura de ocupação do território polaco, situa-se a cerca de 70 quilómetros de Cracóvia, a segunda maior cidade da Polónia. Esta cidade foi escolhida pelo regime nazi pela sua localização, bem no centro da Europa, assim como pelas boas vias de transporte e comunicação.

Durante cinco anos, o campo de concentração de Auschwitz despertou a sensação de terror entre os povos dos países ocupados pelo regime comandado por Adolf Hitler durante a II Guerra Mundial.

Este campo de concentração foi criado no ano de 1940 com o objetivo de alojar os prisioneiros políticos polacos mas com, o decorrer do tempo, converteu-se num campo internacional, até se tornar no maior cemitério do mundo, onde foram assassinadas mais de 1.5 milhões de pessoas.

Em 1940 foi criado o primeiro campo de concentração, denominado de Auschwitz I, formado no terreno e nos edifícios do quartel polaco antes da guerra. Este campo foi sendo aumentado para corresponder às suas necessidades. A três quilómetros do primeiro e um ano depois, foi iniciada a construção do segundo campo, o Auschwitz II-Birkenau, tendo sido neste complexo que os nazis assassinaram a maior parte dos judeus deportados, recorrendo principalmente às câmaras de gás.

No final de 1944, com o ataque do exército vermelho, as autoridades sob o regime nazi, iniciaram o processo de eliminação de provas dos crimes, com destruição de documentos e objetos, recorrendo ainda a incêndios e explosões. Só no início de 1945 é que as tropas soviéticas conseguiram resgatar cerca de 7 mil prisioneiros de Auschwitz.

Meses após o fim da guerra, um grupo de ex-prisioneiros teve a ideia de lá voltar com o intuito de preservar o que ali aconteceu e prestar homenagem às vítimas dos campos de concentração, assim como proteger antigos objetos e edifícios. Este grupo foi ainda responsável por acolher milhares de peregrinos que procuravam respostas sobre os familiares desaparecidos ou assassinados.

No primeiro campo de concentração, Auschwtiz I, os prisioneiros entravam por um portão decorado com frase Arbeit Macht Frei / O trabalho liberta, sendo o lema que os nazis queriam transmitir aos prisioneiros sempre que regressavam extenuados aos campos após horas de trabalho escravo. Hoje, serve como entrada para um dos museus, ou memoriais, mais visitados em todo o mundo. Só em 2014 recebeu mais de 1.5 milhões de pessoas.

Os campos de concentração de Auschwtiz I e II são atualmente preservados como museus abertos ao público. Em Birkenau, entre as construções e objetos mais importantes pode-se observar o cais da estação onde os guardas faziam as separações criteriosas dos prisioneiros recém-chegados.

Os barracões de alojamento e as câmaras de gás são lugares que, quem por ali passa, não esquece, até porque o cheiro não o permite. Outro local de grande impacto é o lago cheio de cinzas humanas, ao lado das ruínas de quatro crematórios e as piras de incineração.

Visitar este campo de concentração deveria ser obrigatório, até porque em Auschwitz está a prova de tudo o que o homem já fez de pior. Nunca se deve esquecer que existiu um lugar chamado Auschwitz. Nunca se deve esquecer a História.

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Imagem: Xiquinho Silva

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Categorias: Crónica, Cultura, História

Acerca do Autor

Margarida Vale

Deram-me o nome de Margarida e, sem terem essa intenção, fiquei ligada à terra e aos seus modos. Margarida do Vale. Mistura de culturas que se sabem entrosar, entre o sul e as ilhas, assim cresci entre gente culta e estudiosa e pessoas simples que sabiam o valor da labuta diária. Sou uma amálgama de tudo e de vontades, por isso, a mente que me foi dada é irrequieta. Já tive várias profissões e agora estacionei no ensino. Que existe de melhor do que estar com gente jovem, com pequenos diamantes que precisam de ser lapidados e polidos? Os desafios são enormes mas a recompensa é bem maior. O crescimento é recíproco e salutar. A História é uma paixão, assim como a escrita, que esteve parada durante uns anos e cuja gaveta foi reaberta sem data para encerrar. O passado coletivo é a nossa herança e não pode ficar esquecido. para tal existem as letras que lhe tentam fazer justiça e testemunho. Afinal de que somos feitos? De sonhos e de quereres e ainda de várias vidas que se vão vivendo conforme os obstáculos vão surgindo e necessitam de ser ultrapassados. Viver é uma arte que se renova e que encanta. Talvez seja por isso que o Tejo me acompanha e vivo bem perto dele e do local onde os barcos foram feitos para zarparem e descobrirem novos mundos.

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