‘Portugal atingiu, em 2021, a mais baixa taxa de abandono escolar precoce de sempre, tendo este grande passo em frente aproximado o País da Europa desenvolvida’

Sucesso de Portugal passa (também) por aqui

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O sucesso de Portugal passa pelos resultados obtidos na educação, aliado inseparável de mais e melhor emprego, gerador de riqueza, coesão social e igualdade de oportunidades; e ‘há séculos’ que não se viam números assim. Depois de ter alcançado um mínimo histórico de 8,9% em 2020, superando, assim, a meta contratualizada com a União Europeia (UE) nesse ano, a taxa de abandono escolar precoce no País registou uma redução ainda mais significativa em 2021, tendo alcançado, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), um valor de 6.5% nos dois primeiros trimestres e um novo mínimo histórico de 5,2% no terceiro trimestre, também de 2021.

Há muitas pessoas e organizações em Portugal que não gostam de saber e de ouvir falar nestes números veiculados por uma entidade absolutamente idónea como é o Instituto Nacional de Estatística (INE), a começar por esse inefável sindicalista chamado Mário Nogueira, ‘chefe‘ de uma organização chamada Federação Nacional de Professores (FENPROF) que, no entender dele e de mais algumas (poucas) pessoas, é a representante máximo do sindicalismo docente em Portugal. Há também, à direita, outros quadrantes e outras pessoas, sempre e só habituadas (é quase uma doença) a empolar aquilo que de mau acontece no País que se recusam sistematicamente a reconhecer o que de excecional vai acontecendo, preferindo o fait-divers à realidade das coisas.

Um grande passo em frente aproxima-nos dos melhores países da Europa

O que é certo e indesmentível é que Portugal se situa, assim, claramente, como o País de toda a Europa, com a melhor evolução deste indicador nas duas últimas décadas, destacando-se, entre 2015 e 2020, um decréscimo de 35% na taxa de abandono escolar precoce, o que compara com uma redução de 8% no conjunto da União Europeia (UE) para o mesmo período. Os dados dos primeiros nove meses de 2021 apontam também para um valor anual de 2021 a situar-se na ordem dos 6%, sendo que apenas seis países da União Europeia registaram, em 2020, taxas de abandono escolar precoce abaixo desse valor. Para Portugal, foi um grande passo em frente que nos aproximou dos melhores países da Europa neste domínio.

Vai longe o tempo em que “chumbar” era sinónimo de educar

Não será por acaso que este período está integrado no tempo do Governo de António Costa que, desde o início, decidiu apostar e valorizar a escola pública, dando condições a todos os seus alunos para serem alunos de sucesso e não de insucesso. Não podemos esquecer aqui o trabalho dos professores e de todos aqueles que desempenham funções nas nossas escolas que souberam reinventar-se a cada momento, sendo também eles parte ativa neste sucesso coletivo. Parabéns pelo seu trabalho e pela sua dedicação capazes de transpor barreiras e eliminar obstáculos. Felizmente, já longe vai o tempo em que “chumbar” era sinónimo de educar e em que o bom professor era aquele que “chumbava” os alunos com uma frieza gélida e uma indiferença de “bradar aos céus”!

‘Ainda não inventamos nada melhor para a construção do cérebro do que ler’

Estes resultados do País no seu todo traduzem, como bem destaca o Ministério da Educação, “a eficácia de um conjunto alargado de programas e de medidas que têm vindo a convergir num esforço continuado para garantir sucesso educativo e melhores aprendizagens de que são exemplos “O Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, a abordagem integrada à Educação Inclusiva, a aposta na diversificação de ofertas, nomeadamente no Ensino Profissional, a autonomia e flexibilidade curriculares, assim como medidas concretas e específicas de apoio aos alunos e medidas de promoção de literacias múltiplas promovidas pelo Plano Nacional de Leitura e pela Rede de Bibliotecas Escolares”.

Já dizia James Russell Lowell, poeta e diplomata americano (1819 – 1891) que “os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência à outra”, palavras reforçadas por Michel Desmurget, neurocientista, autor do Livro A Fábrica de Cretinos Digitais que nos diz, com enorme prazer, que “ainda não inventamos nada melhor para a construção do cérebro do que ler”. Estas ideias e estas palavras, para Mário Nogueira e outros sindicalistas da mesma estirpe, só devem ter lugar e espaço numa galáxia muito distante. De qualquer modo, às vezes deviam pensar nelas, em vez de “matutarem” sempre em ideias do passado que já cansam pelo excesso repetitivo que as cobre sempre.

‘Compromisso com a educação de qualidade para todos’ é garantia para o futuro

O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, saudou as comunidades educativas “por mais este sucesso do sistema de educação e formação”, destacando a necessidade do país “prosseguir o caminho destes últimos anos, designadamente através do aprofundamento de várias iniciativas que se têm traduzido em resultados positivos” no combate permanente ao abandono escolar precoce.

Tiago Brandão Rodrigues realça esta ideia sobre o sucesso da taxa de abandono escolar: “O esforço conjunto das escolas e do Ministério da Educação, para que nenhum aluno ficasse para trás, em particular no contexto pandémico” que nos tem atormentado e virado a nossa vida do avesso, este esforço das escolas e do Ministério da Educação, diz o Ministro, “tem expressão significativa neste compromisso com a educação de qualidade para todos”, que não exclui ninguém e que é uma garantia para o nosso futuro.

Aliados inseparáveis: sucesso educativo e emprego

É de realçar que a taxa de abandono da educação e formação tem sido o principal indicador, a nível europeu, da evolução dos sistemas educativos, conferindo reconhecimento à sua centralidade, nas sociedades de hoje, para os índices de atividade económica, coesão social e igualdade de oportunidades. Ou seja, só uma sociedade com uma educação e uma formação desenvolvidas e permanentes (a tal Educação ao longo da vida) é capaz de gerar mais riqueza, mais coesão social e permitir que todos os Portugueses tenham as mesmas oportunidades.

A juntar a este êxito do sistema de ensino, temos também que destacar a taxa de desemprego de setembro de de 2021 que foi de 6,4%, a mais baixa dos últimos 20 anos. Sucesso educativo e emprego são aliados inseparáveis!

Há boas notícias em Portugal!

A Ministra da Solidariedade fala de vitórias coletivas; tem inteira razão.

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Obs: texto previamente publicado na página de facebook de Mário da Costa Martins, tendo sofrido ligeiras adequações na presente edição.

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Categorias: Comunidade, Crónica, Ensino

Acerca do Autor

Mário Martins

Nasci na casa dos meus pais, em 1951, em Arnoso Santa Eulália, e por lá me fiz adolescente, jovem e homem. Da minha infância, guardo na memória as longas jornadas da escola primária, para onde íamos muitas vezes descalços e com frio, a professora Beatriz, tirana e hostil para as crianças que nunca fomos, os dias sem fim a guardar ovelhas que pastavam nos montes… No fim da “instrução primária”, fui para o seminário, a “via de recurso” para quem não tinha “posses” para estudar no ensino oficial. Por lá andei cinco anos, dois em Viana do Castelo e três em Braga, nos seminários da Congregação do Espírito Santo. Foram tempos felizes: rezava-se muito, estudava-se muito, jogava-se muito “à bola” e havia boa comida! Com muitos sacrifícios dos meus pais, “fiz” o 7º ano (hoje 12º), no Liceu Sá de Miranda, em Braga. No fim deste “ciclo” fui operário na Grundig, em Ferreiros, também do Concelho de Braga, durante um ano. Entretanto, com uma bolsa de estudo da Fundação Gulbenkian, entrei na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Ao fim de três anos, em janeiro de 74, fui para a “tropa”, primeiro em Mafra, depois em Lamego, nos “comandos”. Eu era pequenino e franzino, mas os campos e os montes de Arnoso Santa Eulália, tinham-me feito forte, ágil e robusto! Depois fui professor, a minha profissão, carreira que foi acontecendo, enquanto completava a licenciatura, interrompida pela “tropa”. Fui Chefe de Divisão da Educação e Ação Social e Diretor de Serviços (adjunto do presidente), na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na Presidência de Agostinho Fernandes, “no tempo em que tudo aconteceu”. Fui também Diretor do Centro de Emprego, num tempo difícil, em que a “casa” estava sempre cheia de desempregados, e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, primeiro eleito pelo MAF (Movimento Agostinho Fernandes) e depois pelo PS. Hoje sou bom marido, pai e avô. A vida já vai longa, mas continua a trazer com ela a necessidade de construir, pensar e fazer…

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