‘No nosso País, as escolhas serão sempre entre o projecto das esquerdas que nos trouxeram até aqui e uma alternativa de crescimento económico, com criação de riqueza para haver distribuição e não endividamento, baixa de impostos e aposta nas pessoas e nas empresas’

Não há crise política, há democracia

Não há crise política, há democracia

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Apesar de a maioria dos portugueses, representados pelos partidos políticos na Assembleia da República, terem rejeitado o OE 2022 do Partido Socialista e de António Costa, tal e qual rejeitaram, em 2015, o governo apresentado pelo vencedor das eleições legislativas da altura, Pedro Passos Coelho, bem como, e convém recordar, rejeitaram o PEC IV do governo de Sócrates em 2011, não há crise política, há apenas a democracia a funcionar.

Sócrates pediu a demissão, Costa, todo poderoso, ainda quer manter-se no poder (dinheiro da bazuca, a quanto obrigas).

Apraz, contudo, dizer que a responsabilidade do chumbo do OE22, o que acontece pela primeira vez nestas circunstâncias, no Portugal pós-25 de Abril, é da inteira responsabilidade, em partes iguais, do Partido Socialista e dos partidos à sua esquerda.

O Presidente da República, à partida, já definiu a sua posição, faltando apenas seguir os trâmites inerentes à situação: eleições legislativas antecipadas, possivelmente entre a terceira semana de Janeiro e a primeira de Fevereiro.

O País continua em normalidade e a democracia a funcionar, porém suspenso a aguardar o veredicto dos portugueses que, em suma, se resume à continuidade do pântano ou à possibilidade de alternância política maioritária.

Olhando para a história, vemos que tendencialmente quando acontecem este tipo de soluções, os principais intervenientes costumam ser penalizados nas eleições seguintes. Quem não se lembra, por exemplo, do PRD!? É portanto com naturalidade que se espera um descalabro à esquerda do PS, ficando a dúvida se o Partido Socialista se aguenta.

No espectro oposto reina a confusão, e aguarda-se a clarificação.

PSD, CDS E CHEGA têm eleições internas para decidir quem será o candidato a Primeiro-Ministro.

Se no Chega o assunto é pacífico, é claro, sendo já um vencedor antecipado das eleições legislativas. Nos outros dois partidos, infelizmente a luta tem sido fraticida.

As lideranças do último biénio não foram capazes de se impor como alternativa política, não conseguiram, segundo os estudos de opinião, e não só, mobilizar o seu eleitorado, muito menos criar dinâmica de vitória, e claro, logicamente no final dos seus mandatos, como rezam os estatutos, as eleições internas, são uma realidade.

Com legalidade, mas sobretudo legitimidade democrática, apareceram as alternativas internas.

Todos os portugueses anseiam que democraticamente –  sem jogadas palacianas que, segundo parece, as lideranças incumbentes querem perpretar -, haja uma clarificação rápida e séria do espectro à direita do Partido Socialista de forma a que todos estejam à partida, em pé de igualdade para a contenda eleitoral que se avizinha.

Para bem da democracia é bom que existam propostas diferenciadas, visões distintas para Portugal, que se fale verdade, não se pinte cor de rosa um País que se encontra na cauda da Europa, ultrapassado pela maioria dos países de Leste, com uma das maiores dívidas públicas da Europa, com um índice de percepção de corrupção dos piores do mundo, com uma transição digital a zero, como se comprova com a inexistencia do 5G, com um Serviço Nacional de Saúde que na pandemia foi exemplar, mas que para assim ter acontecido milhões de consultas tenham sido adiadas, tratamentos e cirurgias canceladas, consultas oncológicas adiadas que levarão infelizmente a óbitos a curto e médio prazo.

Em suma, um País que se encontra nos últimos lugares da recuperação e crescimento económico nesta fase da pandemia.

Portugal estima crescer cerca de 5% relativamente ao ano passado, ou seja, se compararmos com o período homólogo de 2019, último ano sem pandemia estamos com crescimento muito abaixo do nível desse ano.

Prevê-se que só em 2023 consigamos atingir o nível de pré-pandemia, enquanto todos os nossos parceiros europeus já atingiram ou estão quase lá.

Onde a carga fiscal asfixia particulares e empresas, os combustíveis e energia têm os preços mais caros da Europa, onde há milhões para a TAP, para a CP, mas não há para mais médicos, enfermeiros, hospitais, entre outros.

Portanto as escolhas serão sempre entre o projecto das esquerdas que nos trouxeram até aqui e uma alternativa de crescimento económico, com criação de riqueza para haver distribuição e não endividamento, baixa de impostos, aposta nas pessoas e nas empresas.

Uma sociedade mais justa e equitativa.

A bem de Portugal.

Rui Rio ou Paulo Rangel

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Categorias: Crónica, Política

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