‘O início do processo de uma ecovia da nascente à foz do Rio Ave imagina-se longo e moroso, mas tem definitivamente de sair do papel’

Rio Ave, um projeto para ontem!

Rio Ave, um projeto para ontem!

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Recentemente o PAN apresentou um projeto de recomendação ao Governo que visa a criação de uma ecovia que ligue a nascente do Rio Ave à foz, ou seja, que ligue a Serra da Cabreira a Vila do Conde.

Não se trata de uma ideia ousada, prende-se tão e só com a vontade de dizer aquilo que ninguém tem a ousadia de dizer – ao Rio Ave tem de ser devolvida a vida! E para isso é preciso fazer aquilo que nenhuma autarquia se propôs a fazer – arregaçar as mangas das burocracias e politiquices e meter mãos à obra.

Este projeto é o início de um processo que se imagina longo e moroso, mas que tem definitivamente de sair do papel. A escolha de uma ecovia tem uma vantagem em relação a outros projetos, porque permitirá  envolver as várias comunidades no processo.

São mais de 90 quilómetros que precisam de vigilantes atentos e sensibilizados para a proteção ambiental, que identifiquem os focos de poluição ou vigiem possíveis descargas  ilegais. E aqui é desde logo necessário garantir que as autarquias dispõem de meios técnicos e recursos humanos para atuar em conformidade e que ao mesmo tempo as autoridades recebem em tempo útil as devidas denúncias.

Mais: é preciso garantir  que os infratores são fortemente penalizados. O crime não pode compensar, e a verdade é que enquanto as contraordenações não forem aplicadas, enquanto for mais barato fazer descargas nos rios do que recorrer às condutas das águas residuais, os crimes ambientais que tantas (demasiadas) vezes testemunhamos vão continuar.

Se desde sempre me questionei sobre o porquê disto acontecer, agora que dispomos de mais meios técnicos, mais conhecimento, mais tecnologia para resolver os problemas, não consigo compreender a inação das entidades competentes, nomeadamente das autarquias, que deveriam ser as primeiras a exigir do Governo uma atuação forte neste âmbito mas também as primeiras a tratar dos seus problemas internos.

E porque é que isso não acontece? Será que se resume tudo a uma simples falta de interesse pelos meios hídricos e pelo ambiente em geral? De que são feitos os homens e mulheres que nos governam e que ignoram o que se passa à sua volta?

Contudo, há esperança: tenho tido a oportunidade de conhecer vários movimentos cívicos, ambientalistas e outros, que fazem um trabalho excecional no terreno. Uns pela educação dos mais jovens, outros na sinalização de problemas e apresentação de soluções, outros que recuperam as zonas ripícolas, plantam árvores e procuram preservar a natureza e por isso sinto que nem tudo está perdido.

É também por estas pessoas que voluntariamente cedem o seu tempo para cuidar da natureza,  que eu sinto a obrigação de trabalhar no sentido de garantir, por um lado, avanços em matéria legislativa e, por outro, dar voz, em sede própria, à natureza, que tão urgentemente precisa de  ser regenerada!

Fradelos: duas medidas, o mesmo peso!

O Inferno na Terra

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Viver O Ave quer devolver o Rio e o património às pessoas

Imagem: Gualter Costa/VoA

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