‘Encontrar e resolver a contradição entre a razão e o interesse pode ser a chave capaz de abrir a porta do futuro capaz de conciliar a cidadania com os diversos agentes políticos’

Acreditar nos agentes políticos

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Os partidos políticos, entre outras organizações, em Portugal e nas sociedades civilizadas em geral mundo afora, enfrentam a sua maior crise organizacional, em moldes societários de continuidade, de que há memória.

Depois de um processo com dinâmicas sociais motrizes ao longo de quase um século, aconteceram um conjunto de motivos que levaram a que a cidadania não só se afastasse da vida político-partidária ativa, ao ponto de se ostracizar e abominar o agente político enquanto classe social distinta no edifício da organização das sociedades, com responsabilidade específica de poder e de definição das políticas estratégicas para a continuidade desse modelo em liberdade onde a pessoa é o centro em torno de que todos os interesses gravitam.

Esta nova configuração de classe social trouxe ao espaço sócio-profissional do agente político, naquilo que à organização partidária diz respeito, a permeabilidade necessária para que a sua essência ideológica e a sua razão orgânica se diluíssem, permitindo, assim, centrar em si um foco de condicionantes avulsas pela negativa, com especial ênfase para:

  •  a corrupção;
  •  o compadrio; e
  • o favorecimento.

Esta nova condição de classe social resultante de  um conjunto de fatores em que o exercício do poder é determinante deu razão à continuidade dos modelos sociais e políticos ancestrais em modo evolutivo de ajustamento progressivo ao conhecimento anulando a vontade política que é necessária para proceder à inovação revolucionária do ensino e da justiça, dois pilares estruturantes de uma nova mentalidade, permitindo assim que as  classes sociais desde sempre dominantes mantenham os mesmos privilégios o que  desacredita os ‘novos políticos’ no atual contexto histórico perante uma nova cultura tecnológica de massas em crescendo fomentada pela necessidade das atuais e das novas gerações em gerar condições de vida estável.

Ou seja:

  • o poder político não teve a sagacidade, ou não quis, de acompanhar as sucessivas inovações tecnológicas decorrentes das dinâmicas de transformação das matérias-primas e, por consequência, dos diversos setores e serviços que aconteceram, e continuam a acontecer no seu tecido empresarial, fomentando políticas de proteção social comum de estabilidade e segurança para as populações.

Não chega, por isso, aceitar que a transição para a era digital é uma etapa sem retorno e que novas etapas neste domínio acontecerão.

Não chega reconhecer que as alterações climáticas estão a mudar o figurino geográfico do Planeta nas suas variáveis mais díspares.

É urgente:

  • acreditar o agente político enquanto cidadão acima de toda e qualquer suspeita preparado para construir o edifício legislativo de forma segura e eficaz na proteção das pessoas e da sua vida em sociedade comunitária civilizada;

Porque…

  • As atuais gerações têm da classe política a ideia de que é nela que se concentram todos os males do mundo, ideia generalizada incutida pelos diversos sistemas de ensino com influência determinante na atual cultura dos povos e que, curiosamente, nas suas linhas mestras tem o agente político como elemento decisor fulcral.

Encontrar e resolver a contradição entre a razão e o interesse pode ser a chave capaz de abrir a porta do futuro capaz de conciliar a cidadania com os diversos agentes políticos e salvaguardar a essência ideológica e a razão de ser dos partidos políticos enquanto organizações de cidadãos com vocação de poder para a implementação dos modelos de organização social em que acreditam.

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Categorias: Crónica, Política

About Author

António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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