Plano de Recuperação e Resiliência dará cobertura a investimentos em mobilidade favorecendo tempo de deslocação e descarbonização

PRR permite otimizar rede viária para competir melhor

PRR permite otimizar rede viária para competir melhor

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“As ligações entre as áreas de localização empresarial e as redes principal e complementar de rodovias, são críticas”, “Se queremos servir com qualidade o corredor industrial da Maia, Santo Tirso, Trofa, até Famalicão, precisamos de uma infraestrutura rodoviária com capacidade para os 22 mil veículos por dia que ali passam”, afirmou o primeiro-ministro António Costa, referindo-se à EN 14, como uma das obras fundamentais na rede viária do país que encontrará resposta no Programa de Investimentos em Infraestruturas incluídos no Plano de Recuperação e Resiliência e no Quadro Financeiro Plurianual, apresentado esta quarta-feira, em sessão que contou também com a presença dos ministros do Planeamento, Nelson de Souza, e das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e António Cunha, presidente da CCDR-N.

“Precisamos que as áreas de localização empresarial, que são fatores fundamentais para o ordenamento do território e para melhorar a capacidade logística da economia, estejam bem dotadas de infraestruturas. Não podemos ter mais tempo da fábrica à autoestrada que na autoestrada até Leixões”, complementou.

“Há, em todo o país (…) uma infinidade de pequenas grandes obras transformadoras da coesão territorial e da competitividade empresarial que estão por executar”, apesar deste possuir “uma boa rede de itinerários principais e complementares rodoviários”, lembrou ainda António Costa.

Pequenas obras transformadoras

António Costa sublinhou que, entre estas obras que o PRR ajudará a concretizar e recuperar a economia , “a única grande via ligará Beja a Sines, todas as outras são de poucos quilómetros (a segunda maior tem 14 quilómetros)”, considerando que “são as pequenas obras que transformam radicalmente um território”.

Estas pequenas obras têm um efeito na reanimação da economia: “Sendo obras de pequena dimensão, são obras nas quais a competitividade das nossas empresas tem vantagens e que, pela capilaridade da intervenção no território, mobiliza empresas e cria emprego em todo o território”, “dinamizando as pequenas e médias empresas”.

PRR favorece coesão territorial

Na ocasião, refutando algumas críticas no sentido de que o processo é demasiado centralizado, o primeiro-ministro referiu a coesão e competitividade do território é uma linhas de ação do PRR, juntamente com as respostas às vulnerabilidades sociais e o imprescindível crescimento do potencial produtivo português. A opção pelos investimentos na coesão e competitividade do território pretende, por isso, assegurar a otimização da rede viária existente, mediante a dotação do país com “boas ligações transfronteiriças” e das áreas de localização empresarial “de condições que lhes permitam competir melhor com todas as outras empresas na Europa”. “Não é por estarmos a falar de 520 milhões de euros em 14 mil milhões que estas obras são menos importantes”, acrescentou.

Cinco ligações transfronteiriças

A primeira dimensão do investimento a realizar na rede viária “são as ligações transfronteiriças, cinco no total, de Bragança até Alcoutim, que servem a estratégia de desenvolvimento transfronteiriço acordada entre Portugal e Espanha”. “É altura de criar as condições para aproveitar o enorme potencial de desenvolvimento que ali temos”, disse.

Localização de empresas e descarbonização

Um terceiro tipo de ligações referido pelo primeiro-ministro corresponde às que “têm um contributo francamente positivo para a diminuição da emissão de gases com efeito de estufa, que encurtam distâncias, que desviam trânsito dos centros urbanos, e que são fundamentais para uma estratégia de descarbonização da mobilidade nos centros urbanos”, disse ainda.

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Imagem: Gov

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