Espinha dorsal de um programa de mudança de paradigma ambiental em toda a bacia hidrográfica e respetiva comunidade, abrangeria os concelhos de abrangendo os concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Guimarães, Famalicão,  Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde

Viver o Ave avança com projeto de ecovias para Ave, Este e Vizela

Viver o Ave avança com projeto de ecovias para Ave, Este e Vizela

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A construção de uma rede de ecovias que ligue todo o território da bacia hidrográfica dos rios Ave, Este e Vizela, desde a nascente até à foz, é a ideia que o movimento informal Viver o Ave, constituído há cerca de um ano atrás, acaba de lançar.

A rede de ecovias que ligaria as comunidades da bacia hidrográfica dos rios Ave, Este e Vizela, ora projetada, poderia desde logo beneficiar de alguns troços que têm já vindo a ser construídos e procura dar resposta às necessidades da população em busca de bem-estar e qualidade de vida que, hoje em dia, assume uma relação diretamente proporcional com o contacto direto e usufruto dos espaços naturais e tem em conta “uma relação de respeito pelo meio ambiente que tem vindo a evoluir positivamente ao longo dos últimos anos”.

Rede de ecovias beneficiaria

Esta rede de ecovias uniria os três cursos de água, abrangendo os concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Guimarães, Famalicão,  Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde, tocando ainda no concelho da Póvoa de Varzim, em Balazar, assim envolvendo quer o Rio Ave quer os seus afluentes. A rede de ecovias “seria a espinha dorsal de um programa de mudança de paradigma ambiental em toda a bacia hidrográfica do Ave, que começaria nas ecovias e se expandiria por várias outras vertentes como a cultura, o património, a florestação, a história, entre outras”.

Atendendo a uma melhoria significativa da qualidade de vida das populações ao longo das últimas décadas, reforçada pelas circunstâncias da atual pandemia, bem como pela perceção do impacto das alterações climáticas globais, “há hoje uma nova consciência cívica e ambiental que privilegia os contactos próximos com a natureza e em particular uma reaproximação aos cursos de água”, refere o Viver o Ave.

Assim, considerando que “a adoção de um estilo de vida saudável e sustentável é hoje bem mais que uma moda ou tendência momentânea”, há alguns passos relevantes a dar, entre os quais a rede de ecovias ora proposta pelo movimento Viver o Ave. Segundo o movimento, esta permitiria :

  • Reaproximar os cidadãos dos cursos de água criando uma nova consciência ambiental e a descoberta dos múltiplos benefícios que essas importantes linhas de água têm para oferecer às comunidades ribeirinhas;
  • Criar uma consciência ambiental coletiva e ativa, que promova a vigilância permanente e a denúncia cidadã em tempo útil dos ataques ambientais aos cursos de água e espaços envolventes;
  • Proteger e promover os múltiplos patrimónios existentes ao longo das margens dos três Rios, mas também outros pequenos patrimónios dispersos pelos concelhos ribeirinhos, permitindo criar redes de exploração e de interligação entre os vários patrimónios (rios, pontes, azenhas, castros, citânias, igrejas, basílicas, monumentos, etc.), incrementando escala, valor e o interesse turístico na ecovia e na região do Ave como um todo;
  • Consciencializar para o resgate e a recuperação do património molinológico e edificado com interesse histórico, existente ao longo das margens e que devido ao avançado estado de degradação e abandono em que atualmente se encontra está em vias de em poucos anos desaparecer para sempre;
  • Interligar os vários projetos similares já implementados à beira rio já por alguns municípios, através de percursos ecológicos devidamente marcados e criteriosamente selecionados, com base no seu interesse ambiental, paisagístico e patrimonial, potenciando esses investimentos;
  • Promover a mobilidade verde em condições de segurança e incentivar a pratica de atividades físicas pelas populações ao longo das margens do Ave e dos seus afluentes;
  • Criar espaços que promovam o convívio, o contacto direto com a Natureza e o desenvolvimento de planos de educação ambiental;
  • Respeitar a história e a memória dos locais à beira rios (e não só) , que tão importantes foram no desenvolvimento passado desta região;
  • Sensibilizar as entidades locais para o aproveitamento de todos fundos comunitários possíveis destinados a projetos de índole ambiental; e
  • Proporcionar uma mudança generalizada da imagem pública dos vales do Ave, Vizela e Este, promovendo uma nova imagem baseada na excelência ambiental e no rigoroso respeito pelo seu património.

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Ecovia atravessará Guimarães pelas margens do rio Ave

Via Ciclo Pedonal Famalicão – Gondifelos abre ao público

Imagens: VoA

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Pedro Costa

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