‘Nem ao diabo – ardiloso como ninguém – lembraria pagar “prémios de desempenho” aos membros da administração do Novo Banco’

‘Como se atrevem?’

‘Como se atrevem?’

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Tomamos conhecimento, todos nós, incrédulos perante a desfaçatez e a ousadia da administração do “Novo Banco” que se prepara para pagar quase dois milhões de euros aos seus membros, a título de prémios de desempenho, relativos ao ano de 2020.

Como todos nós, também os partidos políticos e os deputados da Assembleia da República tomaram conhecimento desta ignomínia. Reagiram todos, partidos e deputados, mas com excesso de brandura, quase pedindo desculpa por tomarem esta posição. Criticaram a falta de ética e manifestaram a incredulidade, a estupefação e a estranheza por tal procedimento da administração do Novo Banco.

Quem diz que ama os Portugueses, quem diz que ama, acima de tudo, Portugal e o seu povo, como dizem frequentemente os partidos e os deputados, devia ter utilizado termos mais duros, mais truculentos e a raiar o insulto, perante tal desfaçatez da Administração do Novo Banco. Se o fizessem todos em uníssono, como um só, dizendo verdadeiramente o que lhes vai na alma, sem atenderem à delicadeza e aos pruridos da linguagem parlamentar, talvez esta decisão deixasse de ser real. Há momentos em que “os bois têm que ser chamados pelos nomes” e este era um desses momentos. E se todos os deputados alinhassem como um só nesta condenação que se queria feroz, não haveria juízes, não haveria tribunais que se atrevessem a condená-los. Teriam que meter 9,9 milhões de portugueses na cadeia (excluo deste número os 100 mil que acham que tudo isto é normal).

Nem ao diabo – ardiloso como ninguém – lembraria pagar “prémios de desempenho” aos membros da administração do Novo Banco… Parafraseando Greta Thunberg, jovem ativista sueca na defesa do clima, “Como se atrevem?”

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Imagem: DR

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About Author

Mário Martins

Nasci na casa dos meus pais, em 1951, em Arnoso Santa Eulália, e por lá me fiz adolescente, jovem e homem. Da minha infância, guardo na memória as longas jornadas da escola primária, para onde íamos muitas vezes descalços e com frio, a professora Beatriz, tirana e hostil para as crianças que nunca fomos, os dias sem fim a guardar ovelhas que pastavam nos montes… No fim da “instrução primária”, fui para o seminário, a “via de recurso” para quem não tinha “posses” para estudar no ensino oficial. Por lá andei cinco anos, dois em Viana do Castelo e três em Braga, nos seminários da Congregação do Espírito Santo. Foram tempos felizes: rezava-se muito, estudava-se muito, jogava-se muito “à bola” e havia boa comida! Com muitos sacrifícios dos meus pais, “fiz” o 7º ano (hoje 12º), no Liceu Sá de Miranda, em Braga. No fim deste “ciclo” fui operário na Grundig, em Ferreiros, também do Concelho de Braga, durante um ano. Entretanto, com uma bolsa de estudo da Fundação Gulbenkian, entrei na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Ao fim de três anos, em janeiro de 74, fui para a “tropa”, primeiro em Mafra, depois em Lamego, nos “comandos”. Eu era pequenino e franzino, mas os campos e os montes de Arnoso Santa Eulália, tinham-me feito forte, ágil e robusto! Depois fui professor, a minha profissão, carreira que foi acontecendo, enquanto completava a licenciatura, interrompida pela “tropa”. Fui Chefe de Divisão da Educação e Ação Social e Diretor de Serviços (adjunto do presidente), na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na Presidência de Agostinho Fernandes, “no tempo em que tudo aconteceu”. Fui também Diretor do Centro de Emprego, num tempo difícil, em que a “casa” estava sempre cheia de desempregados, e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, primeiro eleito pelo MAF (Movimento Agostinho Fernandes) e depois pelo PS. Hoje sou bom marido, pai e avô. A vida já vai longa, mas continua a trazer com ela a necessidade de construir, pensar e fazer…

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