Movimento procura recriar a identidade do Lugar por força de uma economia de tipo sócio-cultural

Joaquim Jorge e Matosinhos Independente apresentam roteiro de ação

Joaquim Jorge e Matosinhos Independente apresentam roteiro de ação

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Joaquim Jorge e o movimento Matosinhos Independente fizeram a apresentação da sua candidatura à Câmara de Matosinhos esta quinta-feira, 22 de abril, no Sea Porto Hotel, dando a conhecer o respetivo programa.

O fundador e líder deste movimento, conhecido por ter sido o fundador do Clube dos Pensadores, salientou que “as pessoas com mais valor estão em casa”. O repto é, portanto, e desde logo, “fazer ver às pessoas que é importante participarem como entenderem”. Joaquim Jorge afirma que “as pessoas não querem nada com a política”. Ou melhor, “as pessoas desconfiam, não querem saber, e a crise económica não lhes permite ter tempo e paciência”.

Na sua intervenção referiu estar “ciente do grau de dificuldade que é lutar contra um partido hegemónico na sociedade portuguesa”, com o particular de em Matosinhos o PS se encontrar no poder desde o pós-25 de Abril – completam-se este ano 45 anos, na verdade. E apresentou as suas contas, deixando antever que pode até nem ser assim tão difícil obter um brilahrete: ”Em Matosinhos há cerca de 150.000 eleitores, só votam metade – cerca de 75.000 eleitores , e o PS nas últimas eleições só teve 29.000 votos”.

“O programa é simples, prático, sem promessas do que não se pode cumprir e com a contribuição dos cidadãos de Matosinhos”, concluiu, deixando a apresentação do que a sua equipa pretende para o concelho a cargo de outro elemento da candidatura.

Joaquim Massena, arquiteto e coordenador do programa do Matosinhos Independente, por seu turno, assinalaria que “é preciso um novo olhar” sobre a cidade e o concelho. “Sendo este um território que durante longos anos teve uma relação com o mar e a indústria piscatória, mais recentemente a sua atividade principal passou a ser a imobiliária, mantendo-se, ainda assim, as áreas da restauração alimentar e veraneio”. A cidade e o concelho vivem, por isso, indissocialvelmente “ligados ao mar – a pesca e o lazer”.

O movimento Matosinhos Independente procura, junto das pessoas e da comunidade, recriar a identidade do Lugar por força de uma economia de tipo sócio-cultural. Joaquim Massena entregaria aos presentes uma brochura com os principais temas de reflexão: o ambiente e a natureza; o bem-estar das pessoas residentes e visitantes; a cidade de Matosinhos como uma Cidade Cosmopolítica; as ações sociais, culturais e económicas; a mobilidade e as acessibilidades; a Reabilitação do Edificado; Equipamentos Geracionais – o Lugar; Fomento do Desporto – Recreio e Profissional; Cidade Colaborativa e Sociedade Inteligente.

Mário Russo, professor do IPVC, responsável pela área de Ambiente e Cidade Colaborativa, sugere “a implementação da plataforma Matosinhos Smart City, como um canal aberto de comunicação entre o poder autárquico municipal (administração) com o cidadão em duas vias”. Sugeriu ainda uma Educação Ecoeficiente, com uma educação ambiental e sustentável no âmbito da Escola e sua comunidade. Acrescentaria também que “é fundamental articular o ensino, a pesquisa e a extensão em parceria com as Escolas Públicas locais”.

Por último, Liliana Vaz de Carvalho, veterinária e responsável pela área da relação da cidade com os animais, alertou que “o abandono de animais e a debilidade económico-social das famílias estão intimamente relacionadas. A pouca mobilidade social e a vida no limiar da subsistência condicionam a evolução da relação do ser humano com os animais de estimação”. Nessa linha de pensamento, deixou a sugestão de um “cartão municipal de ‘detentor responsável’, com acesso a um conjunto de serviços veterinários a preços controlados”.

No final, entre a assistência, foram deixadas algumas questões e sugestões, nomeadamente as preocupações com o futuro da Petrogal, o crescimento de novas torres habitacionais, os concursos públicos e uma eventual auditoria à Câmara, entre outros, sendo que as várias questões selecionadas serão colocadas a debate na página de Facebook do movimento de modo a que os cidadãos possam dar o seu contributo.

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Imagem: DR

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