‘[É urgente] promover a reutilização de livros e o combate à sua destruição e desperdício’

A história de um livro desfeito em 1000 pedaços

A história de um livro desfeito em 1000 pedaços

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Entrar numa livraria é como entrar num casulo de histórias e conhecimento, é deixar os nossos sentidos despertos pelo toque, pelo cheiro e pelas imagens, é deixarmo-nos levar por viagens imaginárias e cultivar o nosso espírito crítico. É inegável: os livros são parte integrante do nosso quotidiano pelo papel educativo e formativo que representam na nossa vida.

O que muita gente desconhece é que o ciclo de um livro carrega em si um lado menos positivo. Aos significativos custos ambientais para a sua produção, como a matéria prima que exige o abate de árvores e as emissões de CO2 associadas, acresce ainda uma prática já normalizada por parte das editoras: a destruição dos livros!

Uma realidade que comporta números desconhecidos, sendo que os últimos dados públicos falam em 100.000 exemplares destruídos por ano. Do que se conhece, todos os livros não vendidos, que tenham pequenos “defeitos” ou que pelo manuseamento, em livrarias ou similares, apresentem pequenos rasgões ou deformações, são “desfeitos em mil pedacinhos”.

Não é novo este tema, mas pouco ou nada se tem concretizado para inverter esta realidade. Os problemas com que as editoras se deparam carecem de uma abordagem integrada por parte das entidades públicas e privadas,  por forma a que, por um lado, se reavalie o número de exemplares impressos e se considerem as alternativas digitais de que dispomos e que, por outro, se colmatam as falhas existentes em vários organismos – bibliotecas ou outros – e que podem absorver grande parte destes excedentes.

Considerando a pertinência e necessidade do desenvolvimento de esforços para mudar comportamentos que se querem mais sustentáveis e promotores do cumprimento das metas e objetivos assumidos no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o PAN apresentou um projeto de resolução que “recomenda ao Governo que crie uma estratégia para promover a reutilização de livros e o combate à sua destruição e desperdício”.

No dia em que se celebra o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, importa, pois, desenvolver estratégias para que, quer o ambiente, quer o trabalho de tantas pessoas, quer todos estes sonhos e viagens não acabem (literalmente) no lixo. Mudemos o capítulo final desta história.

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Categorias: Crónica, Política

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