Inauguração de ‘Bruma’ acontecerá na cerimónia de celebração do 25 de Abril

Monção inaugura escultura de Ana Almeida Pinto em homenagem à linha férrea

Monção inaugura escultura de Ana Almeida Pinto em homenagem à linha férrea

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A Câmara Municipal de Monção inaugura no próximo sábado, 24 de abril, pelas 10h00, a escultura Bruma, da autoria de Ana Almeida Pinto, no âmbito da cerimónia de celebração do 25 de abril, com o tema ‘O Povo o deu, o Povo o há dado’. A inauguração contará com a presença de presença de António Barbosa, presidente do Município, de Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery e curadora do programa de Residências Artísticas AMAR O MINHO, e ainda da própria artista visual Ana Almeida Pinto. A inauguração terá transmissão em direto, através dos canais digitais da zet gallery, projeto para as artes plásticas e visuais do dstgroup.

No âmbito deste programa, Ana Almeida Pinto realizou já também uma outra residência artística ao abrigo do programa A MAR O MINHO em Barcelos, tendo na altura realizado a obra Batalha das Flores.

Grandes dimensões de Bruma pensadas para a muralha da cidade

Localizada na fortaleza de Monção, na Antiga Ponte do Comboio, a obra de grandes dimensões é inspirada na temática da linha férrea e foi produzida para um dos baluartes da muralha de Monção, onde a artista esteve em residência artística, durante o mês de janeiro. “Construída em bitola ibérica e inaugurada a 1882, a Linha do Minho faz a ligação férrea entre Porto e Valença. O Norte de Portugal, com a sua densidade populacional, industrial, empresarial e burguesa, apoiou política e financeiramente a construção da linha; o troço Valença-Monção, planeado para ser estendido até Melgaço e considerado de extrema importância pela ligação de mercadorias entre o Norte e a Galiza, foi inaugurado a 1915 e desativado em 1989, tendo introduzido mudanças técnicas e mecânicas nos carris (que passaram a medir 12 metros) e nas composições dos comboios”, descreve Ana Almeida Pinto.

Bruma surge, assim, uma composição marcada pelo vazio e pelo esqueleto de ferro que a molda,  pensada como um caminho a ser percorrido. Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery, responsável pela execução das 24 residências artísticas do programa AMAR O MINHO, a escultura “reivindica o volume de um comboio antigo e a métrica da bitola ibérica, criando um desenho linear que exalta os grafismos e o ritmo do caminho-de-ferro”.  Ana Almeida Pinto sublinha que a obra “encontra a sua plenitude na presença física de quem a atravessa, oferecendo um percurso sensorial e nostálgico que inscreve um novo património na paisagem envolvente, testemunhando o passado e oferecendo-se ao futuro como espaço de reflexão, partilha e encontro”.

Apesar de desativada desde 1989, a linha férrea sobrevive hoje em formato memória, como uma presença incorpórea que deixou marcas na geografia e no património local. O comboio e a linha férrea continuam a ser fortes presenças no imaginário popular da vila de Monção, fruto da importância que tiveram no desenvolvimento do território, não só como facilitador de deslocação de pessoas e de bens entre todo o Minho e terras transfronteiriças, mas também como catalisador para a criação de relações sociais e económicas que ainda hoje imperam, dando origem a histórias e tradições conjuntas que prevalecem no quotidiano das comunidades locais.

Reforçar a identidade cultural e dinamizar o Minho

O Programa de Residências Artísticas do AMAR O MINHO é promovido pelo consórcio Minho Inovação, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, do Cávado e do Ave, e tem coordenação artística e de comunicação da zet gallery. Recorde-se que até ao momento foram já inauguradas diferentes obras e manifestações artísticas nos municípios de Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Barcelos, Esposende e Melgaço,  prevendo-se ainda a inauguração e apresentação de mais 14 resultados do trabalho feito pelos artistas convidados, até final de novembro de 2021.

As residências artísticas que, desde junho de 2020, estão a percorrer a totalidade dos municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a Dança à Música, passando pela Fotografia, Arte Pública, Artesanato e  Literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e do Minho, em geral. Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.

O projeto de residência artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO, com o apoio do Norte 2020 e dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) que  cria a maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados pelas três CIM da região, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma a dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.

Do Alto Minho ao Ave, passando ainda pelo Cávado, o programa inclui artistas, nacionais e estrangeiros, que, até junho de 2021, vão habitar o território e recriá-lo em projetos de arte em espaço público, artesanato, fotografia, música, dança e literatura.

Ana Almeida Pinto expõe em Barcelos no âmbito da iniciativa ‘Amar o Minho’

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Imagens: MinhoIn

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Categorias: Agenda, Arte, Minho, Monção

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