Ao contrário do que aparenta ser, trata-se de uma forma de juntar os créditos numa só prestação mais baixa

Crédito Consolidado – uma alternativa às moratórias

Crédito Consolidado – uma alternativa às moratórias

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Não é novidade que a pandemia de Covid19 mexeu com as economias de algumas famílias. A incerteza quanto às suas poupanças fez com que alguns portugueses recorressem a moratórias de crédito para darem uma pausa no pagamento da prestação da casa. Ao todo, foram cerca de 17,1 mil milhões de euros em moratória, sendo que mais de 20% dos processos já voltaram a pagar o crédito habitação desde dia 1 de abril.

Mesmo que essa opção possa ser um alívio temporário, existem soluções financeiras que permitem uma melhor gestão do orçamento mensal a longo prazo. Um exemplo disso é um crédito consolidado que, ao contrário do que aparenta ser, não é apenas “mais um crédito” para acumular às despesas. É sim uma forma de juntar os créditos numa só prestação mais baixa.

Em situações em que os rendimentos ao final do mês não chegam para pagar todas as contas, um crédito consolidado pode ser uma opção para contornar isso. Isto porque, ao reduzir as prestações que já se está a pagar em outros empréstimos, consegue-se baixar a taxa de esforço e, consequentemente, evitar criar dívidas de crédito.

O que é um crédito consolidado?

Este é um produto que junta todas as mensalidades de crédito numa só, baixando a prestação mensal e permitindo que se faça apenas um pagamento por mês. Existem casos em que a redução das mensalidades pode chegar a 60%. Isto é possível pois são aplicadas taxas de juro mais baixas e os prazos de pagamento são alargados. Ou seja, quem fizer uma consolidação deixa de ter de seguir as condições dos contratos anteriores, pois assina um novo contrato de crédito que engloba esses empréstimos, ficando com melhores características de crédito.

Por se conseguir um extra monetário todos os meses, é possível aplicar esse dinheiro em algo que realmente se precisa e evitar que se entre em sobrecarga de pagamentos.

Mas como saber realmente se esta é a altura certa para se recorrer a esta opção?

Ao ser calculada a taxa de esforço (Encargos financeiros / Rendimento Líquido Total do Agregado x 100), pode-se perceber melhor se consolidar os créditos é benéfico. Caso o resultado for superior a 33%, então é viável que se considere reorganizar o orçamento mensal.

Outra forma de analisar ao detalhe a situação financeira passa por dar uma vista de olhos no Mapa de Responsabilidades de Crédito. Este documento está disponível para o público em geral através do site oficial do Banco de Portugal (BdP) e reúne a informação sobre os créditos que estão ativos, os montantes que faltam reembolsar e as dívidas de pagamento de prestações de crédito (caso estas existam). Assim, consegue-se ter uma visão mais clara de tudo o que ainda existe pela frente em termos de crédito e poderá ser equacionado aliviar esses encargos.

Claro que esta solução é muito útil desde que bem gerida. Por isso, é importante aconselhar-se junto de instituições e intermediários de crédito vinculados autorizados pelo BdP ou especialistas no sector financeiro.

Quais as vantagens de um crédito consolidado?

 1. Evita entrar em situação de incumprimento

Ao ser reduzida a mensalidade, são automaticamente reduzidos os encargos. Ou seja, vão ser menos despesas no final do mês. Ora, ao aumentar a folga financeira, existe margem suficiente para se ter o dinheiro necessário para pagar todas as contas e ainda aplicar uma quantia em situações inesperadas, evitando falhar com o pagamento das prestações de crédito.

Além disso, esse dinheiro extra vai também possibilitar que não se acumulem dívidas em outros tipos de pagamento, como pagamentos ao Estado (IMI e IRS) ou despesas habituais (seguros, contas da luz, água e gás), entre outros.

Mesmo assim, existe algo que é essencial ter-se em conta. Com mais dinheiro na conta ao fim do mês, há que ter cuidado para não ceder a tentações. Esta solução só é eficaz caso se mantenha uma atitude consciente.

2. Simplifica as finanças

Como foi referido, com um crédito consolidado passa a existir apenas uma mensalidade a ser paga num único dia. Para quem adquiriu vários créditos (automóvel, pessoal, cartão de crédito), é normal que cada um destes produtos apresente características diferentes no contrato. Por isso, cada uma destas soluções estará associada a dias de pagamento das prestações em datas diferentes. Isto significa ter de se recorrer a lembretes para que esses pagamentos sejam efetuados, o que causa um sentimento de desorganização. Isso muda de cenário com um crédito consolidado, já que existe apenas a preocupação de pagar uma prestação numa data fixa.

3. Melhora o histórico financeiro

Este ponto é importante para quem corre o risco de entrar numa situação de incumprimento. Como um crédito consolidado ajuda a manter uma situação financeira saudável e evitar que se falhem pagamentos, isso melhora o histórico junto dos bancos e instituições de crédito. Isto é crucial para que exista segurança em futuros pedidos de crédito, já que esse aspeto vai influenciar a decisão das entidades financeiras. Há que manter uma postura de cautela e estar sempre preparado para eventuais necessidades, pois não sabe quando se vai precisar de outros créditos mais para a frente.

4. É uma alternativa ao fim das moratórias no crédito ao consumo

As moratórias privadas de crédito ao consumo já terminaram no dia 31 de março, o que fez com que muitas pessoas voltassem a pagar as prestações da casa. Apesar de as moratórias públicas só terminarem em setembro, já se pode ver essa data no horizonte e há que encarar que os encargos vão voltar a aumentar. Aliás, para o FMI, Portugal é dos países mais vulneráveis ao fim das moratórias. Por isso, é conveniente serem analisadas alternativas para se conseguir fazer face às despesas. Nesta situação, uma transferência de crédito habitação ou uma consolidação de créditos podem melhorar o orçamento mensal de uma família que se vai ver sem a ajuda das moratórias em breve.

5. Permite adicionar um financiamento extra (se for preciso)

Algumas pessoas podem não só querer juntar os seus créditos mas também pedir um financiamento adicional. Por exemplo, para quem precisa de fazer obras em casa, esta pode ser uma má altura para se adquirir um novo crédito, pois é uma despesa que, isoladamente, pode representar um acréscimo de custos já de si elevados. Ao pedir um crédito consolidado, é possível fazer-se um contrato ‘tudo em um’, pois reduz a mensalidade, consegue-se ter acesso a taxas mais baixas e ainda se pode juntar um montante de financiamento para situações que necessitam de uma quantia monetária.

Para concluir, vale a pena referir que para se pedir este empréstimo, como todos os produtos financeiros, é preciso seguir alguns requisitos. Isto acontece porque as entidades financeiras vão querer ter a certeza que os clientes conseguem pagar as suas prestações todos os meses. Por isso, é exigido que os pedidos provenham de quem tem menos de 80 anos, ainda não tenha entrado em situação de incumprimento, que a soma dos créditos seja superior a 5.000€ e que os rendimentos sejam declarados em Portugal.

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Imagem: DR

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Categorias: Consumo, Economia, Finanças

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