Como não bastasse um, agora são dois

Os ‘palhaços pobres’ da circulação em Famalicão

Os ‘palhaços pobres’ da circulação em Famalicão

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Era uma vez uma “placa” de trânsito…

Não me cansei de interpelar “quem de direito” sobre essa placa (sinal de trânsito) de proibição de parar e de estacionar que está colocada na Av. Humberto Delgado, em Famalicão, no troço da rua contíguo às instalações da Associação Gerações e que merecia um “desrespeito olímpico” e sistemático por parte da generalidade dos automobilistas. Era o “palhaço pobre” da circulação!

O que de pior pode acontecer numa comunidade é a vulgarização do sentimento de impunidade, em relação a situações e comportamentos puníveis pelas leis, pelos códigos e… pelo bom senso.

O pensamento destes automobilistas era – e continua a ser – provavelmente este: estaciono aqui, em zona proibida, porque aquele também estacionou e a polícia ou quem gere estes espaços não se importa, deixa andar e deixa-nos estar.

Uma linha amarela longa e contínua resolveu (quase) tudo e repôs o respeito pela placa.

Em vez de um, eis que agora são os ‘palhaços pobres’ da circulação

Parecia ter resolvido. Mas o passar dos dias e do tempo, veio repor a “anormalidade anterior”. Agora já não se respeita o “sinal de trânsito”, nem se respeita a “linha amarela” que lhe acrescenta um “reforço” de visibilidade e de extensão. Passaram a ser os “dois palhaços pobres” da circulação!…

As pessoas (os automobilistas) voltaram aos hábitos antigos porque sentem que gozam de impunidade, o que não devia acontecer. Sempre me disseram que os meus direitos acabam quando começam os direitos dos outros. Neste e noutros casos semelhantes, uns com maior dimensão, outros com menor dimensão…

Esta até é uma situação que parece de lana caprina, mas infelizmente não é. A pouca visibilidade provocada pelos automobilistas “mal estacionados” neste troço da Avenida Humberto Delgado põe em situação de perigo constante muitas crianças e muitos pais que saem diariamente da Associação Gerações.

Não há razões para isto acontecer, mas o certo é que acontece todos os dias e em todas as horas.

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Imagem: Pedro Costa / VN

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About Author

Mário Martins

Nasci na casa dos meus pais, em 1951, em Arnoso Santa Eulália, e por lá me fiz adolescente, jovem e homem. Da minha infância, guardo na memória as longas jornadas da escola primária, para onde íamos muitas vezes descalços e com frio, a professora Beatriz, tirana e hostil para as crianças que nunca fomos, os dias sem fim a guardar ovelhas que pastavam nos montes… No fim da “instrução primária”, fui para o seminário, a “via de recurso” para quem não tinha “posses” para estudar no ensino oficial. Por lá andei cinco anos, dois em Viana do Castelo e três em Braga, nos seminários da Congregação do Espírito Santo. Foram tempos felizes: rezava-se muito, estudava-se muito, jogava-se muito “à bola” e havia boa comida! Com muitos sacrifícios dos meus pais, “fiz” o 7º ano (hoje 12º), no Liceu Sá de Miranda, em Braga. No fim deste “ciclo” fui operário na Grundig, em Ferreiros, também do Concelho de Braga, durante um ano. Entretanto, com uma bolsa de estudo da Fundação Gulbenkian, entrei na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Ao fim de três anos, em janeiro de 74, fui para a “tropa”, primeiro em Mafra, depois em Lamego, nos “comandos”. Eu era pequenino e franzino, mas os campos e os montes de Arnoso Santa Eulália, tinham-me feito forte, ágil e robusto! Depois fui professor, a minha profissão, carreira que foi acontecendo, enquanto completava a licenciatura, interrompida pela “tropa”. Fui Chefe de Divisão da Educação e Ação Social e Diretor de Serviços (adjunto do presidente), na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na Presidência de Agostinho Fernandes, “no tempo em que tudo aconteceu”. Fui também Diretor do Centro de Emprego, num tempo difícil, em que a “casa” estava sempre cheia de desempregados, e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, primeiro eleito pelo MAF (Movimento Agostinho Fernandes) e depois pelo PS. Hoje sou bom marido, pai e avô. A vida já vai longa, mas continua a trazer com ela a necessidade de construir, pensar e fazer…

Comentários

  1. fluiz00
    fluiz00 7 Abril, 2021, 15:08

    Tenho notado que a faixa amarela, ao contrario do que eu aprendi, ganhou um novo significado de “estacione aqui, ninguem se incomoda”. Isto é um desrespeito à lei, mas principalmente às regras de convivência social. Devemos lembrar que as leis são uma formalização das regras acordadas pela sociedade. Isto posto, fica a pergunta: até quando as autoridades permitirão isto?

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