António Fernandes

A Cidade e os Bracarenses exigem empenho e dedicação ao PS Braga

A Cidade e os Bracarenses exigem empenho e dedicação ao PS Braga

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Acredito sinceramente que a razão de cada um resulta de um vasto conjunto de fatores capazes de influenciar o raciocínio:

– a família;

– o meio;

– a educação em sociedade;

– a formação escolar e profissional;

– uma panóplia de outros fatores de relevo com a mesma incidência sobre o intelecto.

Um largo espaço temporal, mas também mediático, onde se forjaram todos os valores que, na essência, dão a forma ao fundamento que hoje temos de uma razão e de uma verdade individual com a consistência estruturada,  e que, por isso, robustece a perspetiva de análise do indivíduo sobre o que for diferente de todos os  demais nas especificidades, mas comuns naquilo que são os interesses de grupo; de classe; de credo; entre outros.

Trazer a debate a razão

É por acreditar convictamente nestes pressupostos que vos trago a debate a razão:

– a razão social e, por consequência, a razão política.

Ou seja; por todas as razões que todos tenhamos sobre qualquer assunto há, nas sociedades civilizadas, a necessidade de regulamentação racional do somatório da maioria da razão convergente dessa razão individual de forma a elaborar uma razão coletiva e, nessa perspetiva, fazer Lei.

Tal lei impõe-se para equilibrar os comportamentos e razoabilizar as interpretações de forma a que reflitam a vontade das comunidades e não as vontades avulsas de acordo com o gosto e privilégios de cada um.

Introspeção coletiva e contrição individual

Importa, por isso, neste momento, a este coletivo eleito para a Comissão Política Concelhia da Secção de Braga do Partido Socialista fazer um exercício de introspeção coletiva e de contrição individual, para que em conjunto consigamos tentar perceber de onde vimos e para onde vamos, com especial enfoque sobre as responsabilidades assumidas por cada um de nós.

Porque, neste partido, todos somos responsáveis.

– uns pela deficiente execução das diretrizes e diretivas  políticas inerentes a decisão para o cargo;

– outros pela omissão das suas responsabilidades políticas sociais e de cargo;

– outros por manifesto desinteresse e desapego daquilo que é a responsabilidade política do cargo;

– outros por convicção ideológica e de valores.

Inversão de responsabilidades políticas

Resulta, por isso, que o trabalho  político em sede de soluções políticas para o Concelho e contributos para as políticas nacionais realizado por esta Comissão Política Concelhia tem sido nulo, concentrando-se todo esse trabalho num Secretariado que, a meu ver, se deveria cingir à responsabilidade estatutária inerente de execução, assim  transformando este Órgão estruturalmente deliberativo em um mero Órgão avaliador e que, quando o é exigido, pode votar decisões já tomadas por Órgão executivo.

Esse Órgão – o Secretariado – é da responsabilidade exclusiva do Presidente da Comissão Política Concelhia que o indica e propõe para aprovação em CPC.

Assim sendo…

Resulta desta inversão das responsabilidades políticas a urgente necessidade de  apresentar em Congresso Federativo para reporte a Congresso Nacional uma proposta de alteração aos Estatutos no que se refere à constituição dos Secretariados Concelhios sobre:

– Se os mesmos devem ser um Órgão de influência dos Presidentes das CPC;

– ou, da própria CPC, sendo por estas eleitos de entre os seus membros em Lista ou Listas, até porque, as diversas CPC contém em si tantas especificidades quantos os seus membros constituintes.

Reform(ul)ar mentalidades

Esta forma de pensar e agir exige no presente a reformulação das mentalidades no sentido de que as Listas a sufrágio para o Órgão CPC devam representar politicamente os interesses da cidadania em todas as suas valências e variáveis porque só assim se podem construir equipas articuladas em torno da real defesa daquilo que são os desígnios e interesses políticos das populações que se pretendem aqui representados.

A Secção Concelhia de Braga do  Partido Socialista anunciou em tempo oportuno pretender  um corte geracional que,  adicionado a outros “divórcios” sociais então já latentes e com um trajeto acentuado de declive, cujo resultado, por inércia, tem vindo a ser  catastrófico pelo efeito negativo de um efetivo afastamento daquilo que são as lutas e os anseios das populações, cujo legado histórico transitado é a única mais-valia assertiva de que há memória na história da evolução das civilizações ao longo dos séculos. De forma óbvia, essa repercussão no Concelho ditou a entrega do poder local à direita mais incompetente de que há memória no que toca a encontrar soluções que sirvam as populações.

Ou seja; esta Secção do Partido Socialista entendeu pura e simplesmente fazer um corte geracional sem nunca conseguir explicar cabalmente um motivo plausível, para além da ilusória justificação da renovação dos seus quadros que não deu em nada, uma vez que as velhas ideias de grupo prevaleceram, fazendo escola com agravamento negativo para a vida da comunidade e contrariando a lógica natural daquilo que são os partidos políticos no quadro da organização social das populações na defesa e proteção:

– dos direitos;

– dos deveres;

– da responsabilidade social, ecológica e ambiental;

– do equilíbrio da biodiversidade;

– da transição para a era digital;

– da reversão dos processos conducente às alterações climáticas;

– da delineação do Plano de Recuperação e Resiliência apresentando propostas para investimentos no Concelho.

Em suma: da preparação de um novo modelo político de organização social assente num Estado Social de direitos, liberdades, equidade no acesso, e justiça nas decisões políticas e jurídicas.

Governar com responsabilidade

Porque…

Este Partido Socialista é o partido que governa Portugal numa das eras mais difíceis de todos os tempos sem perder o norte e, sobretudo, com a consciência da responsabilidade política inerente;

É também o Governo aprovado pelos deputados eleitos para a Assembleia da República.

No entanto, importa ressalvar que este Partido Socialista somos todos nós, aqueles que sentem na pele e transportam para o seio do Partido todas as injustiças e assimetrias sociais existentes para que, de forma organizada, possamos lutar no sentido de que que essas assimetrias e injustiças sejam corrigidas.

Este Partido Socialista não pod, por isso, na sua Secção de Braga, remar em sentido inverso, deixando nas populações o desencanto para com a vida e, o descrédito para com a classe política.

Mesmo que neste partido haja quem pense o contrário e faça dessa sua convicção a regra para fazer política.

Repensar factos

Interessa, então, repensar factos:

– o empenho nas lutas de classes sociais por melhores condições de vida das populações;

– o envolvimento ativo nas lutas sindicais;

– o envolvimento ativo nas lutas  sociais;

– o envolvimento ativo na defesa do pequeno e médio tecido empresarial industrial, comércio e trabalho independente;

– o envolvimento ativo em todo o movimento associativo amador e profissional;

– o envolvimento ativo naquilo que são as dinâmicas e as atividades culturais;

– entre muitos outros.

Braga e os bracarenses exigem empenho e dedicação

Ou seja, o PS – Braga…

– Não é a força motriz que  catapulta as novas gerações em nenhum domínio. E devia ser!

Seja nas atividades sindicais; estudantis; associativas; desportivas; voluntariado; e outras;

– Não é laboratório de ideias para a cidade e muito menos para o país. E devia ser!

– A sua massa crítica não está organizada e, por isso, as propostas de soluções em cima do joelho não resultam porque não produzem qualquer efeito. E deviam resultar!

Por tudo isto e o mais que não foi dito, camaradas, é urgente:

– fazer um exercício de introspeção coletiva e de contrição individual para tentar perceber de onde vimos e para onde vamos.

O Partido Socialista, enquanto organização política com vocação de poder, que somos todos nós, e o Concelho de Braga merecem isso. A cidadania anseia e o eleitorado exige o nosso empenho e dedicação.

Para a sua concretização, os Candidatos à Presidência das Assembleias de Freguesia e Assembleia Municipal e Presidência do Município, mais as respetivas equipas, devem ser suficientemente competentes no domínio das especificidades sociais existentes acompanhadas do reconhecimento público e notoriedade incontestável, para que esse desígnio seja alcançado.

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Categorias: Braga, Crónica, Política

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António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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