Associação famalicense acrescenta-se à lista de tomadas de posição desagradadas com opção municipal

Famalicão em Transição contra eliminação de hortas urbanas no Parque da Devesa

Famalicão em Transição contra eliminação de hortas urbanas no Parque da Devesa

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A Associação Famalicão em Transição, estrutura comunitária que tem como visão transformar Vila Nova de Famalicão numa ‘comunidade mais sustentável e resiliente, centrada nas pessoas e na natureza’, tendo inclusive sido reconhecida com o Selo B-Smart de reconhecimento municipal Visão’25, em 2020, acaba de tornar pública – mediante carta aberta dirigida aos presidentes da Câmara e Assembleia municipais de Famalicão, respetivamente Paulo Cunha e Nuno Melo, e que contou com a escusa da sua presidente da Direção – a sua posição crítica contrária ao desmantelamento das hortas urbanas do Parque da Devesa.

Famalicão em Transição exige manter hortas no Parque da Devesa

Antes pelo contrário, e apesar de a sua eliminação já se ter iniciado, para dar abrigo às novas instalações do CeNTI, a associação famalicense, na sua missiva destinada ao conhecimento do público, em geral, manifesta claramente que as mesmas deveriam ser mantidas no mesmo local.

Assim, entende a Famalicão em Transição que “manter as hortas urbanas no Parque da Devesa é um dever, no sentido de conservar a memória daquele espaço”. Mais, “é um compromisso com as próximas gerações, pois elas definem-se num quadro de sustentabilidade e é um sinal de respeito por todos/as aqueles/as que tornaram possível e funcional este Parque”.

Parque da Devesa fica mais pobre

Tendo em conta que “o Parque da Devesa é um conjunto coerente e indivisível em que a Natureza se funde com as atividades humanas: cultura, educação, desporto, lazer e bem-estar, contemplação e produção agrícola” e se trata de um “espaço único em Portugal”, a associação vem a público lembrar que “retirar do Parque da Devesa as hortas urbanas é o mesmo que retirar um dos sentidos do corpo humano. Ele continua vivo e sensível, mas sem dúvida mais pobre”.

Embora a associação ambientalista considere que o CITEVE merece a maior das considerações, entende que “são possíveis outras soluções de expansão das suas instalações sem comprometer a integridade do Parque da Devesa”, pelo que “recomenda a promoção de uma discussão pública e alargada que permita ouvir os/as Famalicenses e encontrar uma alternativa compatível com o interesse das partes e, sobretudo, com o interesse do conjunto dos/das Famalicenses”.

Novas hortas comunitárias surgir em Famalicão

“As hortas urbanas desempenham um papel fundamental no contexto e no conceito do Parque da Devesa. Para além de se constituírem como uma garantia viva da continuidade das práticas agrícolas de religação à terra e ecologicamente responsáveis no cerne do pulmão verde do centro urbano, promovem ativamente a biodiversidade do local, contribuem significativamente para o fortalecimento das dinâmicas sociais e comunitárias do dia-a-dia do Parque, e consequentemente, da cidade, para além de enriquecerem sobremaneira o potencial educativo e de sensibilização ambiental que o Parque da Devesa tem junto da comunidade Famalicense”, conclui.

Recorde-se que em finais de 2020 se começou a falar na cidade que as hortas comunitárias deveriam desaparecer do Parque da Devesa. Embora o Município de Famalicão tenha prevista a criação de novas hortas comunitárias em espaço relativamente próximo do atual, a perplexidade de boa parte da população famalicense tem sido a nota geral perante os factos consumados, nomeadamente com posições tornadas públicas por quase todos os partidos políticos – PS, PCP e BE ou seus representantes – PAN.

Têxtil | CeNTI fixa-se em Famalicão

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Imagem: PdD

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Categorias: Ambiente, Famalicão, Urbanismo

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