Capacidade de liderança fora da zona de conforto tem-se demonstrado essencial para as empresas

‘Big Bang’ no mercado: novas lições da pandemia

‘Big Bang’ no mercado: novas lições da pandemia

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“O perfil procurado antes e depois da pandemia não é indiferente: deu-se, neste período, uma espécie de big bang“, afirma Carla Moreira, CEO da Adecco Portugal. A declaração foi proferida num Alumni Talks do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, que desafiou ex-alunos da instituição a debaterem a ‘Mudança de emprego na pandemia: desafios e oportunidades’’.

A incerteza económica e a agitação social trazidas pela pandemia de Covid-19 moldaram um novo paradigma: as empresas foram desafiadas a responder de forma ágil e a improvisar perante um fenómeno inédito que obrigou a reformular todos os exercícios de construção de cenários e planeamento.

Assim, no meio de um mercado de trabalho imprevisível, e para fazer face a desafios inesperados surgidos durante este período, as empresas passaram a precisar de pessoas com capacidade de improviso e resposta perante funções para as quais nunca tinham sido chamadas a desempenhar. A pandemia obrigou, por isso, a fazer reset do que é o habitual perfil do colaborador, procurando as empresas pessoas capazes de liderarem o seu próprio agora e o  seu próprio futuro: pessoas mais polivalentes, ágeis e flexíveis.

“As empresas deram-se conta de que precisavam de um perfil polivalente, de pessoas que conseguissem improvisar e priorizar com muita rapidez para dar respostas perante um fenómeno que as matrizes de risk assessment não previam”, alega Carla Rebelo.

Desempenhar funções fora da zona de conforto

Neste contexto, as empresas terão sido obrigadas a olhar para os seus colaboradores e avaliar se teriam ou não pessoas que conseguissem desempenhar tarefas fora da sua zona de conforto, mesmo sem preparação, dotadas de algumas valências para as quais nunca foram recrutadas e que, perante a incerteza, conseguiam, mesmo assim, motivar os outros a seguir em frente. Daqui emerge a importância da liderança que, neste período de pandemia, foi um enorme clarificador das pessoas que têm, ou não, este perfil.

A administradora da empresa líder de soluções de trabalho temporário sustenta também ser necessário que essas pessoas tenham “muita empatia, capacidade de se colocar no papel do outro, e priorizar. São valências que não estavam claras antes da pandemia: as empresas recrutavam muito com base na especialização dos recursos, e no track record provado da pessoa numa área específica, e com referenciais de desempenho muito cartesianos. Explorava-se pouco a capacidade de as pessoas lidarem com a incerteza e isso agora ficou muito óbvio nos pedidos de recrutamento que temos na Adecco”, clarifica.

Boas práticas em tempo de pandemia 

Liderar significa também estar consciente da mais-valia do capital humano de cada empresa e a importância de manter um ambiente de interação e comunicação fluido, que é mais um desafio acrescido da pandemia, em particular nos períodos de confinamento. Por essa razão, Carla Rebelo alerta para a necessidade de ser efetuado um acompanhamento próximo de colaboradores recém-admitidos totalmente digital, transitando para o digital algumas das práticas do trabalho presencial, como as pausas em convívio de descontração, uma vez que as maiores taxas de desistência dos colaboradores se registam nos primeiros dias de inserção das empresas, pelo que é um aspeto particularmente sensível.

A também professora de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional avisa que, neste contexto, as empresas devem aprender com quem já está a trabalhar há muitos anos naquele que é o novo paradigma para uma percentagem muito relevante de empresas no contexto atual: o trabalho remoto.

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Imagem: Adecco

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Categorias: Economia

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