António Costa assume reabertura de escolas até 1º Ciclo apesar do risco, lay-off simplificado chega a mais empresas e apoio à retoma terá condições melhores para turismo e cultura

Pandemia | Segundo desconfinamento a conta-gotas

Pandemia | Segundo desconfinamento a conta-gotas

Pub

 

 

Após um dia inteiro de reunião de Conselho de Ministros, António Costa anunciou o plano de desconfinamento, que, apesar de ser a ‘conta-gotas’, vai mais longe do que o previsto.

“O esforço extraordinário de todas as portuguesas e de todos os portugueses ao longo destes dois meses, permitiu-nos chegar hoje, como previsto, ao momento em que, com segurança, podemos falar do plano de reabertura progressiva da sociedade portuguesa”, disse o Primeiro-Ministro António Costa no final do Conselho de Ministros. “É um plano que prevê uma reabertura a conta-gotas”, acrescentou.

A reabertura pode iniciar-se “porque os dados são muito claros. (…) Hoje temos 105 novos casos por 100 mil habitantes, francamente abaixo dos 140 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias”. Todavia, “temos de o fazer com toda a cautela”.

Assim, a  partir da próxima segunda-feira, reabrem creches, pré-escolar e, de forma algo surpreendente, uma vez que grande parte dos peritos escutados pelo Governo o sugeria apenas numa fase posterior, as escolas de 1º Ciclo. “Consideramos que é fundamental que o processo de aprendizagem seja afetado o mínimo possível”.

É também autorizada, a partir da mesma data, a reabertura do comércio ao postigo e de alguns serviços como cabeleireiros e manicures, bem como de livrarias, bibliotecas e arquivos.

A decisão do Governo contraria a vontade expressa pelo Presidente da República no sentido de haver maior cautela antes da Páscoa.

Reabrir com segurança

A rebertura vai ser feita “com segurança: a abertura tem de ser prudente, cautelosa, gradual, a conta-gotas”, disse, apontando as regras gerais. “Até à Páscoa, manter o dever geral de confinamento como o que tem vigorado” e “manter a proibição de circulação entre concelhos nos próximos fins-de-semana e também na semana anterior à Páscoa, entre 26 de março e 5 de abril”.

A reabertura terá um calendário variável em função do risco de cada atividade e da sua correlação com o risco da pandemia, de acordo com um calendário que se inicia a 15 de março e se prolonga até 3 de maio.

O processo será gradual para o conjunto das atividades e estará sujeito, sempre, a reavaliação quinzenal, com base em dois critérios fundamentais: o número de novos casos por 100 mil habitantes 14 dias e a taxa de transmissibilidade, medida através do índice R.

Vacinação e testagem

As medidas de desconfinamento “serão acompanhadas da execução do plano de vacinação e da nova estratégia de testagem que visa aumentar significativamente o número de testes, para não nos limitarmos a testar quem teve um contacto de risco ou quem está sintomático, mas para irmos à procura dos assintomáticos, que temos de procurar identificar, isolar, conhecer o seu universo de contactos, de forma a poder também isolá-los e assim estancar a pandemia”.

Mais apoios a empresas

No regresso à atividade económica, as empresas vão poder contar com mais apoios. Assim, o lay-off simplificado vai ser alargado e chegar a mais empresas e o apoio à retoma da economia vai passar a ter condições mais favoráveis para os empregadores do turismo e da cultura. Para lá disso, regressa também o incentivo à normalização.

O lançamento de novos apoios à economia, acompanhará o segundo desconfinamento do país. Nesse pacote está incluído o alargamento do lay-off simplificado a empresas que, não estando encerradas, estão a ser “significativamente afetadas pela interrupção das cadeias de abastecimento globais ou pela da suspensão ou cancelamento de encomendas”, bem como o relançamento do incentivo à normalização, o reforço do apoio simplificado às microempresas e ainda a criação de um “regime especial de isenção e redução contributivas para empresas dos setores do turismo e da cultura” que adiram ao apoio à retoma progressiva.

Demografia | Todos os distritos com menos nascimentos nos dois primeiros meses deste ano

1ª Página. Clique aqui e veja tudo o que temos para lhe oferecer.

Img: Gov

**

*

VILA NOVA, o seu diário digital

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver.

A Vila Nova é cidadania e serviço público. Diário digital generalista de âmbito regional, a Vila Nova é gratuita para os leitores e sempre será. No entanto, a Vila Nova tem custos, entre os quais a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta.

Como contribuir e apoiar a VILA NOVA?

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo sob a forma de donativo através de netbanking ou multibanco (preferencial) ou mbway.

NiB: 0065 0922 00017890002 91
IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91
BIC/SWIFT: BESZ PT PL
MBWay: 919983484

*

Obs: envie-nos os seus dados e na volta do correio receberá o respetivo recibo para efeitos fiscais ou outros. Obrigado pelo seu apoio e colaboração.

*

Pub

Categorias: Sociedade

About Author

Write a Comment

Only registered users can comment.