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Pisco-de-peito-ruivo, uma das aves portuguesas mais ilustres

Pisco-de-peito-ruivo, uma das aves portuguesas mais ilustres

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Uma das mais conspícuas espécies da fauna portuguesa, o Pisco-de-peito-ruivo destaca-se pela plumagem apelativa e por cantar em qualquer época do ano, sendo o seu canto um dos mais bonitos dos nossos bosques.

Tem o peito e as faces ruivas e o dorso e as asas castanhos, os lados do peito são cinzento-claros e o abdómen é branco. Os juvenis são acastanhados e malhados.

Pássaro com uma cabeça grande, possui bico fino e olhos grandes e escuros.

Pousa frequentemente no solo em postura erecta, permitindo discernir facilmente o seu padrão cromático.

Nome científico

Erithacus rubecula (Linnaeus, 1758).

Nome comum

Pisco-de-peito-ruivo, Vinagreira, Papinho, Santantoninho, Paipalo, Paipolo, Xincherica.

Família

Muscicapidae.

Dados biométricos

Peso: 16 – 22 g (Adulto);

Comprimento: 12 – 14 cm (Adulto);

Envergadura: 20 – 22 cm (Adulto).

Habitat

Frequenta bosques diversos, terrenos arborizados húmidos e galerias ripícolas.

No Inverno encontra-se em todo o tipo de habitats com árvores ou arbustos, incluindo parques e jardins.

Ninho

O ninho é construídos em pequenas cavidades pouco profundas, numa grande variedade de substratos como árvores, rochas, taludes ou estruturas artificiais.

Reprodução

A reprodução começa a partir do mês de Março, sendo a maioria das posturas feitas em Abril, Maio e Junho.

Segundo estudos europeus, os Piscos-de-peito-ruivo tentam criar 2 ninhadas por ano, sendo cada uma delas composta por 4 a 6 ovos.

O período de incubação dura cerca de 14 dias.

Alimentação

Durante a Primavera e o Verão, esta espécie alimenta-se, maioritariamente, de insectos.

No Inverno, consome abundantemente frutos carnudos como azeitonas, bagas, pedaços de bolota e pequenos invertebrados.

Longevidade

15 anos.

Período mais favorável à observação

Embora possa ser observado em Portugal durante todo o ano, no sul do país as melhores probabilidades centram-se no Outono e no Inverno, enquanto que na metade norte a Primavera é a melhor altura, especialmente quando esta espécie está mais vocal.

Início da manhã e final da tarde.

Ameaças

Relativamente fácil de apanhar em armadilhas (“ratoeiras”), é portanto tradicionalmente bastante perseguido no campo.

Esta perseguição ainda hoje se verifica, apesar do Pisco-de-peito-ruivo ser, como quase todos os pequenos Passeriformes, protegido por lei.

Distribuição

A espécie habita em zona adequada da Europa, nas ilhas do Atlântico (Canárias, Açores etc.), na Ásia Menor, na Ásia ocidental e na África norte-ocidental.

As várias populações são sedentárias e migratórias e vão invernar nas partes centrais e meridionais das áreas (na África até ao Saara).

Em Portugal distribui-se por todo o país, sendo mais abundante no norte e centro durante a época de reprodução.

Estado de conservação

Pouco preocupante (LC).

Curiosidades

Este é um dos poucos Passeriformes europeus em que as fêmeas cantam regularmente durante o Inverno, com vocalizações muito semelhantes às dos machos.

Os níveis de hormonas masculinas nas fêmeas são então muito elevados.

Provavelmente graças a este facto, tantos os machos como as fêmeas podem defender territórios nas áreas de invernada.

Observação deste Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

  • Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula); 8 de Janeiro de 2021; Labruge – Vila do Conde – Portugal
    Canon PowerShot SX70 HS

Referências bibliográficas

Aves de PortugalBiodiversidade a seus pésNaturData.

BioMindelo | Castanhinha-dos-carvalhos (Satyrium esculi)

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Imagem: Fernando Ferreira

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Categorias: Fauna, Natureza

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Fernando Ferreira

Fotógrafo de natureza. Vila do Conde.

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