Para trás terão ficado cerca de duas dezenas de médicos, enfermeiros e outros profissionais a exercer no covidário

Covid | Hospital de Riba d’Ave vacina voluntários futuros

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Cerca de uma dezena de pessoas cuja vacinação contra a Covid não estava prevista recebeu a vacina no Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, Famalicão, uma valência da Santa Casa de Misericórdia local, adiantou o Correio da Manhã, processo este ocorrido nos dias 14 e 15 de janeiro. Para trás, terão ficado cerca de 20 médicos, enfermeiros e outros profissionais que trabalham no covidário.

No topo da lista de vacinação, Salazar Coimbra terá colocado a filha, que não pertence aos quadros do hospital mas surge referenciada como médica internista no serviço de internamento de Covid-19, e a mulher, sem profissão conhecida.

Voluntariar… logo que a vacina produza efeito

Mais tarde, Salazar Coimbra, o administrador do hospital, confirmaria a vacinação da mulher e da filha, colocadas no topo da lista de prioridades, desde logo recusando “qualquer fraude”. O responsável explica que, quer a mulher, identificada como médica “por lapso dos serviços administrativos”, quer a filha, médica não integrante dos quadros do hospital e que se encontra de licença há mais de um ano, foram incluídas no plano de vacinação daquela instituição porque se voluntariaram para ali dar apoio “na linha da frente da prestação de cuidados a doentes” Covid-19 “logo que a vacina produza efeito”. Apesar de não trabalhar no hospital, a filha é médica e o seu nome foi integrado “no quadro de médicos para a Unidade Covid na linha da frente, motivo pelo qual foi a mesma vacinada num processo de total transparência, comprovado pela inclusão do respetivo nome na lista de profissionais abrangidos”.

Assim, Salazar Coimbra afasta a hipótese de as vacinas administradas a familiares serem “sobras”. “Não existe qualquer fraude no processo de vacinação”, assegura, remetendo a origem “das falsas informações” para um grupo de trabalhadores com quem a instituição disputa um processo judicial e que terão sido os responsáveis pelo alerta para o facto de muitos outros funcionários atuais do Covidário se encontrarem por vacinar.

Aplicação de vacinas segue ‘boas regras de gestão’

O administrador do Hospital Narciso Ferreira salienta ainda que todos os enfermeiros das alas Covid, urgência, gastroenterologia, anestesia, pneumologia, otorrino e bloco operatório foram vacinados. “Apenas os enfermeiros que prestam serviço nos cuidados continuados não foram vacinados logo de imediato, em resultado de um surto de que foram alvo. Na semana passada foram também estes todos vacinados. Em suma, estão todos os enfermeiros vacinados”, garante.

Salazar Coimbra diz ainda que o hospital, em face do progressivo aumento de casos, teve de contratar novos profissionais e, “como ditam as boas regras de gestão”, incluiu os futuros trabalhadores no plano de vacinação.

Para lá do administador do hospital e suas familiares, foram ainda vacinados “trabalhadores que exercem funções de motorista e portaria” e ainda de “familiares de outros trabalhadores que colaboram com a instituição”. Salazar Coimbra, médico e administrador do hospital da Santa Casa de Misericórdia, foi vacinado por ser o diretor clínico da instituição.

Imagem: CM + SCMRdA (ed VN)

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