Projeto de arquitetura prevê recuperação parcial de traça do Século XIX e fixação de novo polo de atração na cidade

Urbanismo | Novo Mercado Municipal de Viana do Castelo irá finalmente substituir Prédio Coutinho

Urbanismo | Novo Mercado Municipal de Viana do Castelo irá finalmente substituir Prédio Coutinho

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Contra a vontade férrea de alguns moradores resistentes até à última, o Novo Mercado Municipal de Viana do Castelo, projetado para o local onde se encontra atualmente o Edifício Jardim, vulgarmente designado Prédio Coutinho, e a infraestrutura local originalmente se situava.

Orçado em cerca de nove milhões de euros, este projeto da Câmara Municipal de Viana do Castelo pretende oferecer um novo tecido comercial mais diversificado e profundo; integrar-se com a envolvente comercial, de lazer e cultural; otimizar a utilização do espaço durante um período alargado de funcionamento; e constituir-se como um edifício que dá respostas funcionais às atividades que integra. Desse modo, poderá via a ser um centro dinamizador e atrativo e promoverá novas vivências com o potencial de atraírem público ao coração da cidade.

Projeto recupera parte do traçado original do Século XIX

O edifício ora proposto recupera alguns dos arquétipos existentes no edifício do mercado municipal do final do século XIX, nomeadamente os volumes de remate nas esquinas do edifício e a definição de um eixo central de comunicação entre as fachadas norte e sul. A volumetria e a caraterização das fachadas traduz a funcionalidade interior e a sua relação com a envolvente, protegendo, no interior, os espaços que, pelas suas características, se destinam aos produtos mais perecíveis; em simultâneo, expõe ao exterior aqueles que, pela sua natureza, têm essa ligação natural com a rua ou a praça.

Zonas comerciais distribuídas por 2 pisos

Assim, o Piso 0 foi pensado como um átrio central, onde estarão os operadores tradicionais, em espaço de banca. Os espaços são concebidos em espécie de ilha comercial para exposição. Aqui ficam também as áreas técnicas de frio para conservação de pescado. Na área nascente, com menor atratividade, ficam os espaços técnicos de apoio ao mercado e, no exterior, estão previstas coberturas para venda de mercado em conforto.

No piso superior, a funcionar como mezanino, irá ficar um conjunto de atividades ligadas a serviços e espaços culturais. Na zona da cave, haverá uma zona de estacionamento ligado ao já existente parque de estacionamento. Na área das coberturas, estão previstos terraços técnicos nos topos dos torreões e outros equipamentos.

No interior, a nova infraestrutura contemplará 56 bancas de interior destinadas à comercialização de pescado – 16, hortofrutícolas – 20, charcutaria – 2, padaria – 2, vinhos – 2, artesanato – 2, e flores – 12.

Já no exterior do Mercado Municipal de Viana do Castelo poder-se-á encontrar 28 estabelecimentos comerciais distribuídos por 2 pisos, entre os quais 5 talhos e cafetarias.

No que se refere a a bancas exteriores, os clientes do mercado poderão encontrar 160 bancas destinadas ao mercado de produtores locais.

Novo polo da cidade

O novo espaço comercial pretende ainda ser um polo de atração de público mediante a instalação de serviços públicos, Posto de Turismo, lojas de artesanato, lojas de produtos regionais e a instalação de espaços para eventos culturais e promoção de produtos locais como os showcookings.

O local, instalado em pleno centro da cidade, terá fácil acessibilidade, contando com uma centena de lugares em estacionamento subterrâneo, nos quais se incluem 3 lugares reservados a deficientes e 8 a viaturas elétricas. Na proximidade, existirão ainda paragens de autocarro destinadas a servir os utilizadores do espaço, encontrando-se também prevista a instalação de ciclovias e de uma ligação entre os parques de estacionamento subterrâneos do centro de Viana do Castelo.

Por outro lado, a proximidade ao Jardim Público permitirá um fácil relacionamento entre os dois espaços no sentido de facilmente se associarem na realização de eventos de natureza cultural.

História do Prédio Coutinho ainda não termina aqui…

Segue-se a demolição do Prédio Coutinho, empreitada que deverá estender-se por cerca de seis meses, mas a sua história ainda não acabará aí. É que os últimos 7 dos cerca de 300 habitantes originais do imóvel, não pretendendo esquecer de imediato uma história que é toda ela um imbróglio, prometem ainda recorrer aos seus “legítimos direitos” no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Imagens: M VCT

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