José Macedo

Eleições | Presidenciais e Autárquicas, um novo desafio de campanha eleitoral

Eleições | Presidenciais e Autárquicas, um novo desafio de campanha eleitoral

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Eleições e campanha eleitoral


 

 

O ano de 2020 mostrou-nos uma realidade de vida, diferente da que estávamos habituados até então. Modificamos o nosso conceito de viver e atuar de uma forma obrigatória, condicionada por uma pandemia que infelizmente ainda nos assola. Mas se a nossa vida quotidiana foi afetada, o paradigma de atuação dos nossos governantes também, desde a forma de governar até à maneira de preparar a campanha eleitoral, seja para as Eleições Presidenciais, seja para as Eleições Autárquicas do próximo semestre.

No que às Eleições Presidenciais diz respeito, em termos de campanha eleitoral, os debates televisivos a que tivemos a oportunidade de assistir (bem ao estilo norte americano), vieram ajudar os eleitores a conhecer um pouco melhor os candidatos que se apresentam a sufrágio. Assistindo a um debate de ideias e opiniões sobre assuntos de índole diferente, os telespectadores, conseguiram definir uma linha de orientação política que os ligassem aos candidatos. Quanto à campanha eleitoral de proximidade, no que respeito diz, aos habituais comícios, arruadas, visitas institucionais, etc., já não se poderão realizar no registo habitual de modo a evitar ajuntamentos e o risco de propagação da pandemia.

Pouco diferente será a preparação da campanha eleitoral para as Eleições Autárquicas de setembro próximo. As medidas de segurança para a saúde irão manter-se de certeza, assim como as regras impostas. Uso de máscara, desinfeção obrigatória, ajuntamentos de pessoas condicionados, entre outros. Do mesmo modo que na campanha para as Presidenciais, os comícios, arruadas, visitas estão condicionadas, na campanha eleitoral para as autárquicas o mesmo irá acontecer.

Eleições Presidenciais: proximidade ao eleitor favorece reeleição

Se nas Presidenciais, o papel do Presidente da República, é mais afastado em termos de proximidade, Marcelo Rebelo de Sousa, neste aspeto, parte sem dúvida com uma vantagem enorme sobre os seus oponentes. Marcelo Rebelo de Sousa foi ao longo dos últimos anos, um candidato que conquistou a população, com o seu lado menos institucional e com a figura de maior proximidade com a população. Um líder carismático que não se resume à sua secretária e às visitas institucionais. Concordando ou não com a sua forma de governação, Marcelo Rebelo de Sousa na minha opinião será reeleito sem problemas.

Eleições para a Câmara Municipal: uma reeleição natural e merecida

Nas autárquicas, e mais precisamente em Braga, Ricardo Rio, além da proximidade com a população, com a sua forma de estar mais acessível do que alguma vez tivemos com executivos anteriores, Ricardo Rio conseguiu também um trabalho notável, com um orçamento sempre limitado por responsabilidades “irresponsáveis” de executivos anteriores, mas mesmo assim transformou a Cidade de Braga. Os seus opositores acusam o seu executivo de não realizar obra, mas Ricardo Rio foi mais inteligente, Ricardo Rio remodelou, transformou, inovou, todo o espólio de equipamentos que foi possível. Altice Fórum, Mercado Municipal, a renovação das zonas da cidade apelidadas de Zonas 30 (não estão perfeitas, mas valorizaram as zonas intervencionadas), a aposta na remodelação de algumas escolas do parque escolar do Município, renovação da frota dos Transportes Públicos, reforço das forças de segurança municipal, etc. Aos olhos de muitos, obra cimentada de raiz não aconteceu, mas na Cidade de Braga, e com este executivo, a ordem não é destruir para reconstruir, vai-se muito mais além, renovando e adaptando as infraestruturas existentes às necessidades atuais dos Bracarenses. Também neste caso, partilho a minha opinião, que a sua reeleição irá acontecer de forma natural e merecida.

Eleições para a Assembleia de Freguesia: escolher pessoas, não partidos

Neste tipo de eleições para as Assembleias de Freguesia, o cenário de campanha eleitoral e de eleição assume um papel diferente, com características muito próprias. Nas freguesias, os eleitores votam nas pessoas e não nos partidos na sua grande parte, e bem! Nas freguesias, os fregueses eleitores são mais exigentes. E por vezes os executivos de junta esquecem-se dessa exigência. Alguns exercem o seu trabalho de forma notável, outros simplesmente esquecem o porquê de terem sido eleitos. Esquecem-se do seu compromisso para com as populações que os elegeram, que acreditaram naquela pessoa e no executivo liderado para fazer a diferença. Simplesmente fazem a freguesia sentir-se abandonada, órfã de alguém que cuide dela e dos interesses dos seus fregueses. Uma inoperância de tal modo, que muitas vezes a população nem sabe quem é o executivo que os governa. A isto, eu chamo uma falta de respeito por uma das profissões mais eloquentes do mundo, a de ser um político a trabalhar em prol da sua população. Juntas de Freguesia administrativas são necessárias, mas não podem centrar a sua área de atuação simplesmente aí. É preciso estar no tereno e zelar pela freguesia que governam. É necessário estar com a população e não aguardar a população que se dirija ao seu encontro. A proximidade é e deve ser trabalhada todos os dias e não em tempo de campanha eleitoral.

Presença no terreno

E meus caros, não é agora que vai começar a campanha eleitoral que devem ir para o terreno. Até se torna vergonhoso se o fizerem.  Há uns dias falava com um colega destas lides, que me dizia que é preciso gente nas Freguesias que queira trabalhar, que não seja meramente uma figura presencial, seja para estar atrás de uma secretária, ou seja para marcar presença numa assembleia. Cada vez mais os fregueses devem eleger aqueles que fazem acontecer, que lutam por vezes contra a sua hierarquia em prol do interesse geral dos seus fregueses.

Está na altura de mudar, de renovar, e escolher aqueles que demonstraram sempre estar presentes, aqueles que estão no terreno e próximos da população de forma constante, aqueles que movem sinergias e uma população se assim for necessário. E não me digam que não há tempo, pois toda a gente trabalha, toda a gente tem família, toda a gente tem a sua vida, mas quando assumimos um projeto tem de haver organização e dedicação. Não acontecendo isto tudo, que a sentença seja dada na hora do voto.

Escolher candidatos pró-ativos

Posto isto, será importante voltar a relembrar a velha máxima que dificilmente é cumprida ao longo dos tempos: A campanha eleitoral não se faz 6 meses antes das eleições, a campanha eleitoral faz-se ao longo dos anos de mandato, durante o tempo todo, estando no terreno junto das populações. Hoje, neste cenário em que nos encontramos, os eleitores irão ser exigentes nesse ponto. No momento de votar, recordarão quem efetivamente esteve ao lado deles de forma continua e não de forma pontual, ou que até nem estiveram. E não vale a pena vir com promessas, com brindes, ofertas, cartazes, etc. Está na altura de todos os eleitores serem exigentes de forma assertiva. Ponderarem as suas escolhas definitivamente naqueles que estiveram a seu lado, que lutaram pelo bem comum.

Finalizando, que se vote nos candidatos que não são reativos, mas pró-ativos, que não esperam, mas que realizam! Que se faça o escrutínio em setembro, escolhendo aqueles que irão mudar a forma de fazer política! Aqueles que pretendem fazer política com ética e dedicação moralmente exigida pelos seus eleitores.

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Categorias: Crónica, Política

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