Sandra Pimenta

Planeta | E o Oscar vai para… A Saudade!

Planeta | E o Oscar vai para… A Saudade!

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Desde 2009 que a Porto Editora promove uma iniciativa anual para eleger a palavra preferida dos portugueses. Em 2020 Saudade arrecada a preferência.

A verdade é que o ano transato veio realçar a importância da convivência social, da partilha de sentimentos e afetos. Nunca um abraço foi tão importante e, no entanto, tantas vezes subvalorizado.

Se há coisa que esta epidemia veio mostrar – aliás, reformulo, várias coisas -, foi o impacto da nossa ação no ambiente e em todas as restantes espécies que connosco habitam o planeta, os hábitos de consumo e as suas implicações, a nossa ligação e empatia para com o próximo e a importância de reformas estruturais no Serviço Nacional de Saúde.

O ser social que há em nós

2020 trouxe ao de cima uma caraterística intrínseca ao ser humano – o ser social. Todos nós, durante este período, atravessamos momentos menos bons, outros maus, outros melhores, e, sobretudo durante os confinamentos forçados foi perceptível a insignificância do luxo da casa, do carro topo de gama, das roupas de autor ou das joias, pois nada se compara à importância de um abraço, de um jantar, de uma conversa olhos nos olhos com aquela amiga ou familiar que tanto amamos. E que conclusões devemos então retirar daqui? Não estará o ser humano a procurar a felicidade no sítio errado?

O impacto da saudade

É difícil lidar com a saudade, sem dúvida. Seja daqueles que se encontram longe, daqueles que já partiram ou daqueles que, simplesmente, não podemos agora visitar – para sua própria segurança e para a segurança da sociedade como um todo. E se é verdade que não se morre de saudade – como Carlos do Carmo nos dizia – o certo é que os impactos da mesma no nosso íntimo podem ter repercussões muito negativas.

Os alertas estão aí! As questões relacionadas com os impactos psicológicos e a nossa saúde mental merecem especial atenção. A Ordem dos Psicólogos Portugueses, no seu relatório “Crise Económica, Pobreza e Desigualdades – Relatório sobre Impacto Socioeconómico e Saúde Mental” em Portugal, dá nota exatamente da importância de atentar aos sinais que podem revelar a necessidade de um acompanhamento mais próximo e apoio profissional especializado.

Repensar a relação com o Planeta

Se os meus pedidos para 2021 ficaram assumidos na passagem de ano, deixo, neste início de ano, o repto a todas as pessoas que repensem a forma de nos relacionarmos com a nossa casa comum – o Planeta – no seu todo. Importa refletir a ação mais que a reação, devemos identificar o cerne da questão e partir daí para um mundo mais sustentável, para um objetivo de vida que realmente nos garanta um verdadeiro bem-estar e nos permita deixar de correr atrás do prejuízo.

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Categorias: Crónica, Política, Sociedade

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