Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | Luísa Leite

Questionário de Proust | Luísa Leite

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Maria Luísa Leite é natural de Vila Nova de Famalicão, onde estudou e residiu até à entrada na universidade, tendo-se licenciado em História e efetuado uma pós-graduação em Ciências Documentais, pela Faculdade de Letras do Porto.

Após uma passagem breve pelo ensino, iniciou funções, em 1988, no Centro de Estudos Camilianos, em Vila Nova de Famalicão, na altura sedeado na Fundação Cupertino de Miranda, com o objetivo de trabalhar no programa comemorativo do Centenário do Falecimento de Camilo Castelo Branco que se assinalou em 1990. Nessa altura trabalhou diretamente com o Padre Manuel Simões, à época diretor da Casa Museu de Camilo e da Fundação, tendo realizado inúmeros projetos desse vasto programa comemorativo, e onde publicou os seus primeiros trabalhos de investigação.

Em 1992, por razões pessoais, fixa residência em Esposende e, no mesmo ano, inicia funções como bibliotecária e coordenadora na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, em Esposende. Ao longo destes anos, a par da coordenação de serviço, tem desenvolvido projetos na área da promoção da leitura e na conceção e coordenação editorial de muitas obras editadas pelo Município de Esposende, entre as quais a reedição crítica da obra do escritor Manuel de Boaventura, sendo também responsável pelo Prémio Literário Manuel de Boaventura – conquistado, na primeira edição, em 2017, por Ana Margarida de Carvalho pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato” e, em 2019, por Filipa Martins, pelo livro “Na Memória dos Rouxinóis” – instituído pelo mesmo município.

 

1. Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

O dinheiro sem cultura e educação.

2. O seu ideal de felicidade terrestre?

Estar de consciência limpa.

3. Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

As culpas que resultam do amor.

4. E menos indulgência?

As que resultam da desonestidade.

5. Qual a sua personagem histórica favorita?

É comum, mas admiro: Jesus Cristo.

6. E as heroínas mais admiráveis da vida real?

Várias. Destaco Marie Curie pelas condições em que desenvolveu o trabalho de cientista, a primeira pessoa a ser laureada com dois Prémios Nobel, o da Física (em 1903) e o da Química (em 1911), e um exemplo de feminismo num mundo de homens.

7. A sua heroína preferida na ficção?

Elizabeth, ou Lizzie, personagem de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Primeiro, porque gosto muito das obras dessa autora e a personagem de Lizzie é fascinante questionando os valores sociais da época.

8. O seu pintor favorito?

Alguns, mas destacaria Miguel Ângelo.

9. O seu músico favorito?

Em português, Pedro Abrunhosa.

10. Que qualidade mais aprecia no homem?

Honestidade.

11. Que qualidade prefere na mulher?

Honestidade.

12. A sua ocupação favorita?

A normal, a que resulta da rotina consentida. As especiais, a leitura e a viagem.

13. Quem gostaria de ter sido?

Jornalista de investigação.

14. O principal atributo do seu carácter?

Não sei, alguns acham que sou perfecionista.

15. Que mais apetece aos amigos?

16. O seu principal defeito?

Ser um pouco desorganizada e não gostar de usar tabelas Excel.

17. O seu sonho de felicidade?

Não tenho. A Felicidade é um estado emocional com muitas variáveis.

18. Qual a maior das desgraças?

Não sei o contexto da pergunta, mas, genericamente, a maior das desgraças é o Estado, como sistema organizado de sociedade, não conseguir criar uma sociedade mais equilibrada na redistribuição da riqueza, nem conseguir criar as mesmas oportunidades independentemente do meio de nascimento de cada um.

19. Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Não sou escritora.

20. Que cor prefere?

Branco.

21. A flor que mais gosta?

Não tenho preferência. Gosto de flores em geral, mas as que me vêm à memória, numa pergunta destas, são três flores que me remetem para um imaginário pessoal, as tulipas, as glicínias, que revestiam os muros caiados das aldeias do Minho, que também chamávamos cachos da India, e as flores amarelas, parecidas com margaridas, que cobriam os campos verdes e que quase já não existem.

22. O pássaro que lhe merece mais simpatia?

A Gaivota, de que aprendi a gostar, depois de 30 anos a viver à beira mar.

23. Os seus ficcionistas preferidos?

Vários. Todos os autores ingleses do século XIX, nomeadamente a Jane Austen, o nosso Camilo, Eça, Torga, etc.

24. Poetas preferidos?

Sem dúvida Pessoa, Ruy Belo, Herberto, Sophia e Eugénio de Andrade

25. O seu herói?

Na ficção, e por razoes pessoais, o Ulisses, da Odisseia, de Homero.

26. Os seus heróis da vida real?

Masculinos, o meu avô e o meu pai, as pessoas mais bondosas e sábias que conheci.

27. As suas heroínas da história?

Todas as que contribuíram, com o seu trabalho, para um avanço civilizacional que tenha trazido bem-estar social.

28. Que mais detesta no homem?

29. Caracteres históricos que mais abomina?

Não sei, mas não gosto de figuras históricas como Hitler, Estaline ou Nero.

30. Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

A Tomada de Troia.

31. A reforma política que mais ambiciona no mundo?

A da Democracia.

32. O dom natural que mais gostaria de possuir?

Bondade plena.

33. Como desejaria morrer?

De forma rápida e de preferência sem ter deixado nada de relevante por fazer ou dizer.

34. Estado presente do seu espírito?

Numa rotina, nem sempre consentida.

35. A sua divisa?

Não tenho, mas costumo dizer que duas cabeças pensantes chegam a melhores conclusões.

36. Qual é o maior problema em aberto do concelho?

Estou há muito afastada do concelho de Famalicão, em termos de residência efetiva, para poder responder, mas, de passagem, acho que o trânsito e escoamento do trafego rodoviário constituem um problema.

37. Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Do que me fui apercebendo, penso que a área da educação, cultura e de respostas sociais estão muito bem.

38. Que obra importante está ainda em falta entre nós?

O mercado e a sua requalificação são importantes. Tenho pena se demolirem a fachada do velho mercado. Uma casa de cinema, com qualidade, também seria útil, pelo menos combateria o isolamento social decorrente das novas formas de entretenimento assentes em equipamentos individuais de visionamento.

39. De que mais se orgulha no seu concelho?

De ter a Casa de Camilo e a Fundação Cupertino de Miranda.

40. Qual é o livro mais importante do mundo para si?

Todos os que trabalhei, porque são como filhos.

Questionário de Proust | Jorge Reis-Sá

Solidariedade | Mercadona e Banco Alimentar de Viana do Castelo aliam-se para combater dificuldades de famílias e instituições

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Categorias: Sociedade

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Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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