Ponferrada, ‘el Bierzo’ de D. Tareja de Portugal

Ponferrada, ‘el Bierzo’ de D. Tareja de Portugal

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Ponferrada, a capital da comarca do Bierzo, pode perfeitamente ser uma de várias etapas de um Caminho de Santiago. Apesar da cidade se ter modernizado com a inevitável passagem do tempo, a zona histórica ainda mantém, e muito bem, a sua planta medieval.

O seu castelo altaneiro foi fundado pelos Templários e a sua traça é idêntica a um que existe em Portugal, em Penedono. Com a altura aos seus pés, a localidade estendeu-se como se fosse descendo o morro.

Das origens a Fernando II

Ponferrada tem a sua origem numa antiga cidadela da época romana. Contudo, no século XI, com o aumento das peregrinações para Santiago, surge um pequeno burgo que toma o nome de Pons Ferrata por ter uma ponte de ferro.

Ora, estando na rota jacobeia, a dimensão da sua importância vai aumentar e ganhar fama. Assim, no ano de 1178, o rei de Leão, Fernando II, permite ao templários que façam a sua fortaleza onde estava a antiga cidadela. Foi o primeiro passo para que se desse o desenvolvimento demográfico e comercial.

Castelo dos Templários é referência a visitar, mas há muito mais para ver… e viver

Esta fortaleza medieval, de planta poligonal, foi iniciada nos finais do século XII. A entrada faz-se por uma ponte levadiça que, como é tradição, tem um fosso por baixo. O pátio abre-se para mostrar a grandeza da obra, com os seus torreões, as torres, a sala de armas, as cavalariças e sobretudo a torre de menagem.

A localidade cresceu a partir do seu castelo e tem muito mais para mostrar. Percorrendo as ruas antigas facilmente se encontra a torre do relógio, construída no século XVI bem como o antigo recinto amuralhado. Junto a esta está um convento com caraterísticas peculiares que contém uma imagem da virgem muito especial.

Continuando encontra-se a zona comercial e a Basílica de Encina, um edifício repleto de simbolismo onde podem ser visto alguns retábulos bem antigos e emblemáticos. O ambiente é curioso pois esta igreja apresente dois estilos diferentes que se conjugam bem.

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Caso ainda tenha tempo dê um pulinho ao museu onde pode fazer a viagem possível através das descobertas efetuadas pelos vários estudiosos e onde se conta a história desta zona. Não se esqueça que visitar um museu é abrir a mente e permitir que as vozes dos que ali viveram lhes possa contar o que aconteceu.

Uma das vezes que visitei esta terra fui confundida com uma atriz que estava muy de moda, como os nuestros hermanos gostam de dizer. Os meus esforços para negar tal facto foram inúteis mas há sempre um lado bom nestas coisas: essa confusão permitiu-me ter acesso a umas alas do museu que costumam estar fechadas.

Contudo nem só de cultura vive o homem ou a mulher ou quem quer que seja. A gastronomia da região é abonada assim como os vinhos. Aventure-se nesta nova viagem de sabores e de paladares e verá que não se arrepende.

Bierzo de D. Teresa de Portugal

Para rematar, o Bierzo é terra de mulheres fortes, de garra e com o sangue a ferver. D. Tareja, mãe de D. Afonso Henriques, foi criada nestas terras e nestes ares. Foi uma pessoa decidida e uma grande guerreira e, apesar de estarmos afastadas, talvez eu tenha herdado algo desta extraordinária mulher ruiva de olhos verdes e pelo na venta.

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Concerto de Ano Novo com a Orquestra de Guimarães

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Categorias: Sociedade

Acerca do Autor

Margarida Vale

Deram-me o nome de Margarida e, sem terem essa intenção, fiquei ligada à terra e aos seus modos. Margarida do Vale. Mistura de culturas que se sabem entrosar, entre o sul e as ilhas, assim cresci entre gente culta e estudiosa e pessoas simples que sabiam o valor da labuta diária. Sou uma amálgama de tudo e de vontades, por isso, a mente que me foi dada é irrequieta. Já tive várias profissões e agora estacionei no ensino. Que existe de melhor do que estar com gente jovem, com pequenos diamantes que precisam de ser lapidados e polidos? Os desafios são enormes mas a recompensa é bem maior. O crescimento é recíproco e salutar. A História é uma paixão, assim como a escrita, que esteve parada durante uns anos e cuja gaveta foi reaberta sem data para encerrar. O passado coletivo é a nossa herança e não pode ficar esquecido. para tal existem as letras que lhe tentam fazer justiça e testemunho. Afinal de que somos feitos? De sonhos e de quereres e ainda de várias vidas que se vão vivendo conforme os obstáculos vão surgindo e necessitam de ser ultrapassados. Viver é uma arte que se renova e que encanta. Talvez seja por isso que o Tejo me acompanha e vivo bem perto dele e do local onde os barcos foram feitos para zarparem e descobrirem novos mundos.

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