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Invisíveis aos olhos do mundo não faltam, na nossa sociedade, como em tantas outras, grupos minoritários ou indivíduos que são muitas vezes – demasiadas – apenas conhecidos pela nacionalidade – “o Espanhol” -, pela etnia – “o Cigano” -, ou pelo lugar onde vivem – “o Sem-Abrigo”. Poucas vezes o são pelos nomes próprios, frequentemente desconhecidos.
No entanto, continuamos a ignorar os sucessivos casos de discriminação e de segregação a que estas pessoas são sujeitas, bem como a tendência crescente da extrema-direita a envolver as mentes menos atentas, qual polvo a lançar os seus tentáculos sobre a presa.
O Natal e os invisíveis
Os “Invisíveis” mais não passam de pessoas consideradas irrelevantes e indiferentes para as entidades públicas, a quem compete garantir condições condignas de vida aos cidadãos e cidadãs. Um misto de indiferença e preconceito leva a que esta franja da população seja marginalizada e ignorada. Não fossem as instituições e associações e muitas destas pessoas ficariam sem qualquer apoio, presas na solidão da sua própria vida.
Curioso é assistir ao fenómeno do Natal. Por breves momentos, eis que como se uma névoa se levantasse, e o invisível torna-se visível, quanto mais não seja na foto das redes sociais, onde lá aparece a entrega do cabaz.
Rever a ordem de trabalhos política?
A hierarquização de prioridades das políticas locais está assustadoramente invertida. Existem carências estruturais no que diz respeito à habitação social, aliadas a uma ineficiência no acompanhamento social por parte dos organismos públicos, a que se junta a falta de respostas para a resolução de problemas gravíssimos que atentam contra a dignidade da pessoa humana e, no entanto, a prioridade continuam a ser as rotundas, as pavimentações, as requalificações de praças e pracetas e os outdoors de propaganda eleitoral camuflada. Isto enquanto existem cidadãos e cidadãs deixados à sua própria sorte, lá no canto da freguesia, onde só se passa em ano de eleições ou aquando da entrega do cabaz “maravilha” pelo Natal.
E se os responsáveis políticos aproveitassem antes esta época, sobretudo num ano tão difícil como o presente, para rever a ordem de trabalhos?
Imagem: Daniel van der Berg
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