Acabar com reflexos negativos da convergência de vias estruturantes no trânsito local

Mobilidade | Braga lança concurso para Nó de Ínfias

Mobilidade | Braga lança concurso para Nó de Ínfias

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Braga tem uma prenda de Natal por estes dias: a cidade lançou finalmente, esta segunda-feira, 21 de Dezembro, o tão aguardado concurso para a elaboração do projecto de execução do “Reordenamento Viário do Nó de Ínfias e da Rede Envolvente”.

Depois de algumas intervenções cirúrgicas de melhoria a esta zona de confluência de grande parte do trânsito da cidade de Braga, este procedimento, no valor de 400 mil euros, tem agora um prazo de execução de 210 dias. Integra ainda a elaboração de todos os estudos e relatórios necessários às aprovações ambientais previstas na legislação em vigor, nomeadamente em processo de avaliação ambiental para obtenção de declaração ambiental favorável (DIA), bem como a coordenação de segurança em projecto.

Melhorar circulação e segurança

A Infraestrutura em questão caracteriza-se por ser um ponto da rede viária com um nível de serviço aquém do expectável, decorrente da frequente existência de congestionamentos associados a alguma sinistralidade. Aqui confluem diversas vias oriundas de concelhos limítrofes. A sua envolvente, além de ser uma área com forte predomínio da função residencial, integra também outras funções como a comercial, de lazer e serviços onde afluem milhares de pessoas todos os dias.

Estando em presença de um dos pontos principais de congestionamento de trânsito da cidade de Braga, pretende-se proceder ao reordenamento viário do Nó existente e da rede envolvente, efectuando a sua requalificação e beneficiação. Deste modo se espera melhorar as condições de circulação e segurança no local e incrementar a capacidade de escoamento do tráfego de atravessamento, priorizando as ligações da EN101 à Avenida António Macedo, e a capacidade nas saídas da cidade.

Assegurar maior fluidez de trânsito

Com o reordenamento do Nó de Ínfias e da rede envolvente pretende-se privilegiar a ligação da Variante EN101/EN201 à Avenida António Macedo (Variante EN14). A solução que se crê mais adequada a este caso passará pelo desnivelamento recorrendo à implementação de uma estrutura em viaduto.

A ligação da Variante EN101/EN201 à Avenida António Macedo, no sentido Norte-Este, deverá ser estabelecida através de viaduto de forma directa e sem cruzamentos (cor azul, Figura 2 e Figura 3).

Por outro lado, a ligação da mesma Avenida à Variante 101/201 poderá ser assegurada através de viaduto com desnivelamento a partir do ramo de saída daquela (cor verde, Figura 2 e Figura 3) de forma desimpedida e directa, o que permitirá a eliminação da acumulação de trânsito verificada actualmente na Avenida e a diminuição da pressão sobre aquela via.

O viaduto principal deverá desenvolver-se a partir das vias centrais da Variante EN101/EN201, libertando as vias laterais para as ligações à Avenida António Macedo.

Melhorar fluidez na saída do centro

Com esta solução, pretende-se minorar os constrangimentos observados na intersecção da mesma Avenida com o Nó, no sentido Este-Oeste (cor vermelha, Figura 2) e aumentar a fluidez na saída do centro da cidade para essa via aliviando a pressão aí verificada actualmente (cor magenta, Figura 2 e vermelho da figura 3)).

Esta intervenção, ao assegurar uma maior fluidez na ligação entre as duas variantes nacionais, conduzirá a um melhor funcionamento geral do Nó e a uma melhor articulação com as vias distribuidoras como parte integrante da rede da cidade de Braga.

Pretende-se com a solução a estudar melhorar significativamente as ligações nascente/centro (cor vermelha), poente/norte (cor verde) e norte/nascente (cor azul), além de eliminar as intersecções de todos os fluxos prioritários.

Acabar com reflexos negativos do Nó de Ínfias no trânsito local

Esta proposta de solução resultou de uma análise preliminar aos constrangimentos existentes, tendo como objectivos pretendidos com a presente prestação de serviços que a Equipa Projectista avalie a exequibilidade da configuração descrita, estudar novas opões ou apresentar acções complementares, de forma a optimizar o desempenho e segurança do nó e da rede envolvente.

Em suma, caberá ao Projectista equacionar, analisar e desenvolver as soluções necessárias de forma a cumprir os requisitos enunciados.

O Nó de Ínfias constitui um dos principais pontos de congestionamento de trânsito da cidade de Braga, nomeadamente nas horas de ponta, face à convergência de vias estruturantes de ligação inter-regional e nacional com evidentes reflexos negativos no trânsito local.

Verificam-se pressões significativas nas entradas na cidade, na hora de ponta da manhã, e, nas saídas da mesma, durante as horas de ponta da tarde.

Acresce que ao presente nó converge a EN 101, infraestrutura de primordial importância dado que estabelece a ligação dos Concelhos de Vila Verde e Amares ao Concelho de Braga, e a Avenida António Macedo (Variante EN14), à qual aflui todo o tráfego proveniente das autoestradas A3 e A11 e que se dirige para poente, tendo por destino os concelhos da Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

Em 2016 registaram-se os seguintes volumes de tráfego médio diário (TMDA):

– 40.000 veículos/dia na EN101;

– 88.000 veículos/dia na Avenida António Macedo (EN14).

Divisão de encargos

Com base nas peças de avaliação ambiental e de coordenação de segurança, e em função do que vier a ser acordado entre o Município de Braga e a Infraestruturas de Portugal, estima-se que o procedimento de contratação da obra de execução do projecto será lançado até ao final de 2021.

Os estudos devem ser elaborados de acordo com as portarias em vigor e compreenderão a caracterização da situação existente, o projecto de execução e a assistência técnica. Com o projecto base devem ser entregues o Estudo de Rentabilidade Económica e o Estudo de Tráfego.

O estudo a desenvolver enquadra-se num Acordo de Colaboração estabelecido entre a IP – Infraestruturas de Portugal, SA (IP) e o Município de Braga, cabendo a ambos os organismos o seu acompanhamento e respectiva aprovação, bem como a repartição equitativa do custo de elaboração dos projectos.

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