Exposição patente em Santo Tirso de um escultor cuja relação com a cidade vem de longa data

Escultura | Klessinger. Reflexão: do simples ao complexo no coração do MIEC

Escultura | Klessinger. Reflexão: do simples ao complexo no coração do MIEC

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Até 24 de janeiro, no Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso, poderá ainda visitar a exposição “Round and About” do multifacetado escultor e artista plástico alemão Reinhard Klessinger. No total, são mais de 30 as obras apresentadas entre desenhos, esculturas, pinturas e vídeo-instalações.

Nas salas do MIEC, Klessinger, um artista que mantém uma relação de longa data com Santo Tirso, exibe obras de todos os seus diferentes períodos criativos e produtivos. O trabalho está ligado por um círculo (imaginário), que não tem um centro determinado mas que continuamente revela novos pontos de referência.

Companheiro de Alberto Carneiro, a partir de 1968, na pós-graduação em escultura na Saint Martins School of Art, Londres, Klessinger revelou desde cedo uma certa tendência para a experimentação com materiais contrastantes, como pedra, vidro, a palavra ou a imagem, como para a exploração dos limites da própria escultura tradicional. Não raras vezes enveredou por instalações onde as pequenas perceções e movimentos do corpo foram motivo para organizar espacialmente, estruturar e conceptualizar uma obra.

O reflexo, com os seus múltiplos aspetos, é um dos temas explorados pelo artista. Nos seus trabalhos, o escultor fomenta o surgimento de situações que provocam reflexão, desde o simples reflexo do espelho até às ideias mais complexas.

A natureza da pedra

Um bom exemplo da sua obra, é a escultura “A natureza da pedra”, que faz parte do espólio do MIEC desde 1991, estando localizada junto à Praça 25 de Abril.

A peça múltipla que Klessinger apresenta em Santo Tirso prolonga uma prática consequente com anteriores intervenções em que se estimulam as relações entre materiais contrastantes – o ferro, o vidro e a pedra – elementos locais de ancestral memória, numa complexa relação que gera um espaço próprio e conduz a uma experiência simbólica do lugar.

Um pouco à maneira de um círculo iniciático, como nos cromeleques pré-históricos, onde se apresentam diversos “menires” ou pedras toscas dispostas verticalmente em círculos, elipses, retângulos ou semicírculos, associadas ao culto dos astros ou da natureza. Em “A natureza da pedra” o escultor germânico propõem-nos níveis de leitura diversos entre a representação do muro e a utilização de rampas em ferro e em vidro, experimentando contrastes e oposições, relacionando a brutalidade de uns elementos com a leveza de outros, restituindo ao conjunto uma espécie de atmosfera que remete para os lugares de rituais religiosos ou encontros tribais.

Sobre Klessinger

Reinhard Klessinger nasceu em 1947, em Hochschwazwald, na Alemanha. Em 1965 estudou pintura com René Acht e escultura com Johannes Burla e René King na Escola de Artes Aplicadas de Basel. Entre 1966 e 1968 foi aluno de pintura de Rupprecht Geiger na Academia Nacional de Artes de Dusseldorf, e nos dois anos seguintes, de 1968 a 1970, estudou escultura na St. Martin’s School of Art, Londres, no departamento dirigido por Barry Flanagan e Anthony Caro. Em 1970, na Academia de Artes de Dusseldorf, foi aluno de mestrado de Rupprecht Geiger.

Klessinger expõe individualmente desde o início dos anos 70, tendo participado em diversas exposições individuais e coletivas, bem como em simpósios de escultura pública e residências artísticas. Para lá das esculturas ou instalações, que se relacionam com o espaço que ocupam, o artista desenvolve também um significativo trabalho com livros, tomando-os e concretizando-os enquanto objetos artísticos ou livros de artista.

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Categorias: Agenda, Arte

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