Filme melancólico sobre a vida, o amor e a morte, arrecadou o Leão de Prata do Festival de Veneza para o Melhor Realizador

Cineclube | Octopus exibe ‘Da Eternidade’ no Cine-Teatro Garrett

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‘Da Eternidade’, do sueco Roy Andersson, vai estar em exibição no Cine-Teatro Garrett, da Póvoa de Varzim. na próxima quinta-feira, 10 de dezembro, pelas 19h00. O filme esteve em competição no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Leão de Prata para Melhor Realizador.

O filme mais recente de Andersson, goste-se ou não se goste, prossegue o estilo utilizado desde o seu regresso em 2000, após um quarto de século de ausência dos filmes, com Songs from the Second Floor. “É reproduzido numa série de vinhetas de tomada única”, com “personagens pálidos como peixes do fundo do mar” e em que “tipos físicos extremos proliferam: os idosos e os enfermos, os alinhados e os desarranjados”, refere a Sight & Sound.

Filme melancólico sobre a vida, o amor e a morte, com assinatura do aclamado cineasta sueco que, em 2014, arrecadou o Leão de Ouro pelo filme Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência, “neste filme, todos os acontecimentos têm a mesma gravidade, sejam pequenos episódios da vida de pessoas comuns, sejam grandes eventos que marcam a História. Em “Da Eternidade”, um casal observa uma cidade devastada pela guerra; um pai pára para apertar os atacadores dos sapatos da filha a caminho de uma festa; adolescentes dançam à porta de um café; um exército derrotado marcha para um campo de prisioneiros de guerra; e um sacerdote questiona a sua fé. Tudo é reflexo da fragilidade humana. Tudo é, simultaneamente, trivial e grandioso”.

“Andersson, 77 anos, é um dos maiores génios do cinema contemporâneo”. Exibe “um cinema feito de sketches interligados. Cada cena é um quadro, imaculadamente composto, geralmente sombrio, em que quase sempre se revela um olhar irónico e exterior sobre a natureza humana. As personagens, regra geral, são imensamente sós e confrontam-se com a pequenez da condição humana”, destaca Manuel Halpern, na Visão.

Na prática, que acontece afinal neste ‘estranho’ filme?

“Não sendo propriamente um otimista, Andersson colecciona pequenos episódios, uns “realistas” (um exército derrotado que marcha numa paisagem gelada…), outros “transcendentais” (um par voa sobre uma cidade…), outros apelando à “metáfora” (a “Paíxão de Cristo” numa rua contemporânea…), todos eles unidos pela mesma constatação minimalista — a vida humana é absurda. E fica-se também com a sensação incómoda de que o olhar que aqui triunfa contempla esse absurdo como “coisa” mais ou menos desprezável…

E, no entanto, importa reconhecer que Andersson é, obviamente, um hábil gestor dos recursos específicos de um estúdio de cinema. “Da Eternidade” volta a distinguir-se por um rigor cenográfico algures entre o real e o surreal, como se os sinais quase naturalistas que as cenas acumulam se fossem transfigurando em entidades mais ou menos fantásticas ou fantasistas”, descreveu João Lopes, no Cinemax da RTP.

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