Trabalho pluridisciplinar com base em textos de Rui Nunes passará depois por diversas cidades do país, entre as quais Castelo Branco, Guimarães e Lisboa

Performance | Terceira Pessoa estreia ‘Um Lugar sem Coordenadas’ em Torres Vedras

Performance | Terceira Pessoa estreia ‘Um Lugar sem Coordenadas’ em Torres Vedras

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A Terceira Pessoa vai estrear, em Torres Vedras, a performance “Um lugar sem coordenadas”, criada por Maria Fonseca e Miguel Moreira no contexto do projeto pluridisciplinar “Rastro, Margem, Clarão”. A estreia está marcada para o dia 4 de dezembro, pelas 21h00, no Teatro-Cine de Torres Vedras.

Esta é a terceira criação artística, de um conjunto de 3 performances, do projeto pluridisciplinar em torno do universo da escrita de Rui Nunes, que envolve criadores em artes performativas, artes visuais e ensaio teórico. A equipa artística do projeto “Rastro, Margem, Clarão” conta com uma equipa pluridisciplinar composta por:

– Ana Gil e Nuno Leão; Maria Fonseca e Miguel Moreira; Filipa Matta e Óscar Silva (performance); e

– Rui Dias Monteiro e Vítor Ferreira; Susana Paiva e Diogo Martins; Valter Vinagre e Eunice Ribeiro (fotografia e ensaio).

O encontro com o público, um trabalho de todos os dias

“Desenvolver o projeto “Rastro, Margem, Clarão” foi um desafio enorme e estimulante, uma vez que permitiu à produtora juntar uma equipa com criadores e criadoras de várias disciplinas artísticas”, assinala, visivelmente satisfeito, Nuno Leão, o diretor da Terceira Pessoa.

“O universo da escrita de Rui Nunes foi o ponto comum em torno do qual giramos; uma escrita inquieta que cada dupla de autores e autoras tomou como espaço de liberdade criativa para desenvolver o seu trabalho. Estamos muito felizes e entusiasmados com todas as performances, trabalhos fotográficos e ensaísticos criados ao longo do projeto. Respira-se em todas as criações esse ar de liberdade, risco e desejo de criar. Estamos nisto de corpo inteiro, todos. E agora só queremos circular e partilhar estes trabalhos com o máximo de pessoas possível. Este é um trabalho que queremos de “abertura”, tanto no que diz respeito à criação, como no que diz respeito ao acesso dos públicos. É para esse encontro em potência – dos públicos com os objetos artísticos – que a Terceira Pessoa trabalha todos os dias”.

‘Um Lugar sem Coordenadas’

Um lugar sem coordenadas é uma performance de Maria Fonseca e Miguel Moreira, criada no contexto do projeto pluridisciplinar “Rastro, Margem, Clarão”, que envolve criadores em artes performativas, artes visuais e ensaio teórico em torno do universo da escrita de Rui Nunes.

“Deitados: um homem, uma mulher, dois corpos nus, sem nome. O olhar de quem vê desdobra-se, hesita, escolhe aproximar-se de um, sabendo que assim se afastará do outro. No momento seguinte, quem vê duvida da escolha; reformula, pois, a posição dos olhos. Aguarda, vacila: o seu olhar é, desde logo, uma combinação dos sentidos. Vê também a música de Cage, vê o cheiro dos corpos molhados na água. E, finalmente, vê o que desejava: dois corpos que irrompem, simultaneamente, do mesmo espaço e de espaços diferentes. Corpos que sem palavras, são como as palavras de Rui Nunes: lutam, cada qual, com o seu próprio corpo. São, por vezes, vírgulas, ou o desfazer da sintaxe. Procuram o outro num movimento que é desejo e medo. Dão-nos as costas, confundem-se, camuflam-se por entre os cabelos negros. Seduzem. Procuram-se nos reflexos da água, numa cabeça, num vaso, no desenho que será feito. Enfim, um reconhecimento. Por fim, um recolhimento: abandonam lentamente o nosso olhar, deixam-nos a sós com o vazio dos sentidos”. Assim nos deixa em suspenso Vítor Ferreira, aguçando o apetite para a visualização de um trabalho que fala connosco, com cada um de nós, na sinopse do espetáculo.

Espetáculo com apresentações em várias salas de todo o país

Ao longo do projeto foram criadas 3 performances, 3 livros de fotografia e ensaio e 1 exposição coletiva de fotografia, que resultarão em várias apresentações um pouco por todo o país: Guarda, Elvas, Torres Vedras, Coimbra, Guimarães, Lisboa, Castelo Branco, entre outras localidades a confirmar.

Os livros de fotografia e respetivos ensaios são Na Imprecisa Visão do Vento, de Susana Paiva e Diogo Martins, Boca, de Valter Vinagre e Eunice Ribeiro, e Basta que um Pássaro Voe, de Rui Dias Monteiro e Vítor Ferreira.

Ficha técnica e artística

Criação e interpretação: Maria Fonseca e Miguel Moreira a partir da escrita de Rui Nunes

Desenho e Operação de Luz: Pedro Fonseca / Colectivo, ac

Poema: Rui Dias Monteiro

Sinopse: Vítor Ferreira

Pesquisa e Teoria: Diogo Martins

Fotografias presentes na performance: Rui Dias Monteiro, Susana Paiva e Valter Vinagre

Fotografia de cena: Helena Gonçalves

Acompanhamento de ensaios: Ana Gil, Nuno Leão e Tiago Moura

Música: John Cage – Sixteen Dances

Produção executiva: Bruno Esteves

Produção: Terceira Pessoa

Financiamento: Direção-Geral das Artes / República Portuguesa – Cultura; Teatro-Cine de Torres Vedras; Residências artísticas: Fábrica da Criatividade, O Espaço do Tempo

 

Imagens: Helena Gonçalves

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