Mosteiro de Felgueiras deve ter pequenas obras concluídas até meados de 2021

Património | Santa Maria de Pombeiro alvo de ações de restauro

Património | Santa Maria de Pombeiro alvo de ações de restauro

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O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, monumento nacional da Rota do Românico localizado em Felgueiras, tem em curso um conjunto de ações de conservação e restauro que deverão estar concluídas no segundo trimestre de 2021. Promovidas pela Direção Regional de Cultura do Norte, as ações terão como alvo dois retábulos da nave da Igreja (Nossa Senhora das Dores e Santo António e respetivas esculturas), bem como a reabilitação do piso térreo da galeria do claustro, da rosácea e da torre da Igreja.

Na confluência de importantes vias medievais

Santa Maria de Pombeiro foi um dos mais importantes mosteiros beneditinos do Entre-Douro-e-Minho, tendo sido fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda, em 1102. Existem, no entanto, referências anteriores desde 853, uma vez que terá sido transferido de local e reconstruído.

Em 1112 recebeu carta de couto de Dona Teresa e foi patrocinado pela importante família dos Sousões de Ribavizela. Tornou-se um dos grandes potentados da região, acumulando vasto património fundiário e influência política.

A localização do Mosteiro, na interseção de duas das principais vias medievais da época – uma que ligava o Porto a Trás-os-Montes, por Amarante, e uma segunda que ligava a Beira a Guimarães e Braga, atravessando Lamego e o Douro em Porto de Rei – evidencia a significativa importância deste conjunto monástico Beneditino na região. É nestes espaços que os reis se instalam nas viagens pelo país e nos quais os peregrinos se albergam e recebem assistência. O poder da família que efetuou as doações e as dádivas dos fiéis permitiram a Pombeiro assumir-se como um potentado na região. Bens imóveis e padroados foram-se somando ao património do Mosteiro, que chega a possuir 37 igrejas e um rendimento anual muito cobiçado, proveniente das rendas e dos dízimos.

A Igreja [séculos XII-XIII] é composta por três naves, divididas por arcos-diafragma e com cobertura em madeira pintada, nas naves laterais. A planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular à boa maneira românica, assim como os absidíolos [capelas secundárias] ainda existentes. Os capitéis do portal principal são um notável exemplo de escultura românica.

 

Imagem: RR

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