Concerto de abertura do festival Guimarães Jazz conta com o projeto ‘Costa Oeste’ do conceituado músico inglês

Pequeno-almoço ou lanche-jantareiro com Andy Sheppard?

Pequeno-almoço ou lanche-jantareiro com Andy Sheppard?

Pub

 

 

A partir desta quinta-feira, 12 de novembro, o GuimarãesJazz descola à boleia do jazz de Andy Sheppard, Peter Evans, César Cardoso, Julian Argüelles, Pedro Melo Alves, Sonoscopia, Porta-Jazz, Big Band da ESMAE, entre muitos outros, para uma renovada edição do Guimarães Jazz que se estende até ao dia 22.

A lotação dos espetáculos no CCVF encontra-se reduzida a metade e, fruto das restrições das viagens, à excepção da holandesa Radiohead Jazz Symphony, todos os músicos do cartaz são portugueses ou residem em Portugal.

O ‘festival possível’

De forma original, devido às novas medidas apresentadas no âmbito do estado de emergência, os concertos do GuimarãesJazz agendados para os próximos dois fins de semana sofreram alterações de datas e horários, passando a decorrer durante as manhãs e ao final da tarde.

Ivo Martins, o mentor e diretor artístico do GuimarãesJazz, refere, em declarações prestadas a Tiago Mendes Dias, no Público, que, como sempre, se respeita o “forte compromisso com o público”. O programador reconhece que, sem as jam sessions, sem “as actividades de rua” e sem os “jovens da ESMAE a circularem por aí e a encherem de vida o acontecimento”, o festival perde alguma da sua identidade, mas este é o “festival possível”.

Concerto de abertura: Andy Sheppard’s Costa Coeste

A 12 de novembro, o projeto “Costa Oeste” abre o festival vimaranense, um dos mais relevantes de Portugal nesta área musical alternativa. O agrupamento resulta da relação de proximidade que Andy Sheppard mantém com Portugal, país onde vive há alguns anos, e expressa a sua vontade de incorporar nas suas composições a influência da paisagem e da musicalidade de uma geografia adoptiva. O tom lírico e centrado na expressividade melódica do saxofonista britânico encontra neste quarteto um contraponto de elementos contrastantes e improváveis  que, de acordo com os músicos, procura uma “sinergia de diversas línguas musicais”.

Andy Sheppard (n. 1957, Reino Unido) possui uma notável carreira de saxofonista ao longo de quatro décadas. É também compositor, tendo colaborado com diversos nomes maiores da música da segunda metade do século XX, tais como Carla Bley ou Gil Evans, entre muitos outros.

andy sheppard

Desde o início um músico com ambições criativas para além da mera execução técnica de uma linguagem musical, Sheppard editou o seu primeiro álbum em nome próprio em 1987. De lá para cá, o músico britânico tem desenvolvido um trabalho consistente e íntegro de composição para diferentes projetos musicais que o levou a estabelecer-se, em 2009, como artista da prestigiada editora ECM e para os quais contou ao longo do tempo com a colaboração de inúmeros instrumentistas de renome como Han Bennink, Naná Vasconcelos ou, mais recentemente, o guitarrista Eivind Aarset. Em Guimarães, apresenta-se na companhia de brilhantes músicos portugueses: Mário Delgado, Hugo Carvalhais e Mário Costa.

O festival prossegue… com horários especiais

“O programa tem uma componente portuguesa fortíssima, que revela a evolução do jazz português no século XXI. E temos músicos estrangeiros que vivem em Portugal, como Andy Sheppard, na Ericeira, Julian Argüelles, em Tomar, e Peter Evans, em Lisboa”, adiantou o programador Ivo Martins a Tiago Mendes Dias, no Público.

Reconhecido no jazz contemporâneo pela improvisação, Peter Evans é um trompetista oriundo de Nova Iorque e apresenta-se em Guimarães no dia 13, com um concerto-duplo: primeiro com o baterista Gabriel Ferrandini e depois com os músicos João Barradas e Demian Cabaud, numa formação de trompete, contrabaixo e acordeão’, destaca Tiago Mendes Dias.

Depois, no fim de semana, o concerto do ensemble de César Cardoso agendado para sábado, 14 de novembro, terá início às 10h30, bem como o concerto do Projeto Porta-Jazz – quarteto liderado pelo pianista Hugo Raro, em concerto com cenografia em tempo real do artista JAS -, que se realizará no domingo, igualmente às 10h30. O Projeto da Big Band da ESMAE subirá ao palco do Centro Cultural Vila Flor na terça-feira, 17 de novembro, pelas 19h30.

sonoscopia

A atuação do projeto Sonoscopia, que mistura vários campos artísticos, acontece no dia 18.

‘No dia 20, o saxofonista britânico Julian Argüelles, que, na carreira de mais de três décadas, já colaborou também com Carla Bley, regressa a Guimarães com um septeto’, salienta-se ainda.

No fim de semana seguinte, o concerto de encerramento da 29ª edição do GuimarãesJazz, protagonizado por Pedro Melo Alves’ Omniae Large Ensemble, terá lugar no domingo, 22 de novembro, também às 10h30 da manhã.

Concertos acontecem, como sempre, no CCVF

Todos os concertos terão lugar no Grande e Pequeno auditórios do Centro Cultural Vila Flor, à exceção do Projeto Porta-Jazz / GuimarãesJazz que decorrerá na Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

A assinatura para aceder a todos os concertos desta edição encontra-se disponível por 45 euros e os bilhetes individuais variam entre o gratuito e os valores de 5 a 10 euros por ingresso, podendo ser adquiridos online nos sites GuimarãesJazz, A Oficina, CCVF e, presencialmente, nas bilheteiras de espaços geridos pel’A Oficina como o Centro Cultural Vila Flor, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, a Casa da Memória de Guimarães ou a Loja Oficina, bem como nas Lojas Fnac, El Corte Inglés e Worten.

No caso dos bilhetes já adquiridos para um dos espetáculos cujo horário foi alterado e em que não haja possibilidade de comparecer, a devolução do valor pago encontra-se assegurada, podendo ser efetuada nos locais habituais de venda de ingressos d’A Oficina acima referidos.

guimarães jazz

Imagens: (0, 3) GJ, (1) Andy Sheppard, (2) Sonoscopia/CIAGJ

**

*

VILA NOVA, o seu diário digital

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver.

Vila Nova é cidadania e serviço público.

Diário digital generalista de âmbito regional, a Vila Nova é gratuita para os leitores e sempre será.

No entanto, a Vila Nova tem custos, entre os quais a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta.

Como contribuir e apoiar a VILA NOVA?

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo sob a forma de donativo através de mbway, netbanking ou multibanco.

MBWay: 919983484

NiB: 0065 0922 00017890002 91

IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91

BIC/SWIFT: BESZ PT PL

*

Pub

Categorias: Agenda, Cultura, Guimarães, Música

Acerca do Autor

Comente este artigo

Only registered users can comment.