Carlos Dobreira faz acompanhar as pontas de cigarro de mensagem dirigida ao Pelouro do Ambiente com uma crítica construtiva

Civismo | Beatas recolhidas na Sé de Braga enviadas a Altino Bessa

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Hoje, 3 de outubro, muitos terão sido os bracarenses que aproveitaram a manhã de sábado de um fim de semana prolongado para descansar, em especial se trabalharam ou se estiveram a divertir-se na noite anterior. Mas houve alguém que, sem madrugar, não deixou de se levantar cedo para levar a cabo mais uma ação de plogging na cidade onde reside. Esse alguém foi Carlos Dobreira, o ativista ambiental bracarense, que recolheu 300 beatas de cigarro em redor da Sé de Braga em menos de uma hora.

De facto, a ação não precisou de se prolongar por toda a manhã para conseguir recolher uma quantidade de beatas de cigarro tal que a justificassem. A sessão de plogging desta manhã durou exatamente apenas 58 minutos, tendo-se realizado ‘entre as 8h29m e as 9h e 27m’. Preocupado com a urgência de mudança de mentalidades, afirma o professor: ‘Recolhi e irei enviar [estas beatas], na próxima terça-feira, via correio registado, ao Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga’.

Trata-se de uma forma de protesto face à ação de sensibilização ‘Braga sem Beatas’, a qual apela à deposição das beatas nos cinzeiros das papeleiras da AGERE, nos cinzeiros portáteis ou no lixo, mas também às declarações do Vereador prestadas à imprensa local, e publicadas na edição do Diário do Minho, no dia de ontem: “Não há nenhum problema identificado em Braga diferente das outras cidades, isto é um problema de todas. O que queremos é que Braga dê o exemplo neste sentido”.

Considera Carlos Dobreira que “esta ação evidencia algum desnorte pela sua ineficácia”, mas também pela “inexistência de uma política de recolha e transformação de beatas de cigarro, por exemplo, em estrutura construtiva (e-tijolo)”, conforme apelou em Assembleia Municipal de Braga de julho de 2019. Segundo o ambientalista, “acresce ainda o dispendioso orçamento destinado à colocação de outdoor, painéis e panfletos no âmbito da ação”.

Em jeito de conclusão, Carlos Dobreira lembra que “o Município de Braga podia seguir o exemplo do Município de Guimarães, o qual já tem uma política de reconversão de beatas de cigarro e de chicletes.

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Imagem: CMRD

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