‘Seis Meses Depois’ apresenta-se a 3 de outubro em Famalicão

Companhia Olga Roriz celebra 25 anos na Casa das Artes

Companhia Olga Roriz celebra 25 anos na Casa das Artes

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A Companhia Olga Roriz, a mais destacada companhia de dança portuguesa, com um trabalho de criação regular, leva à Casa das Artes de Famalicão, a 3 de outubro, pelas 21h30, a sua mais recente coreografia: “Seis Meses Depois”. Trata-se de um espetáculo em que o teatro municipal famalicense é coprodutor e um dos parceiros nacionais da companhia que está a comemorar 25 anos de atividade.

Criação de Olga Roriz vivencia imaginário emocional em espetáculo único

Depois da sua estreia, em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, há apenas cerca de 15 dias, a criação de Olga Roriz ruma agora a Vila Nova de Famalicão, para um espetáculo único a norte do rio Douro entre os que se encontram agendados até à data.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia“, coreografia estreada em novembro de 2019, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis Meses Depois” parte para a essência da Humanidade que perdura em cada um de nós, apesar de a sociedade nos consumir, formatar e massificar.

A coreografia procurar vivenciar um imaginário emocional num futuro datado: 2307; e num planeta identificado como “Terra 3”.

Imaginar a existência em 7 personagens

“Adeus, sistema solar. Em 37 horas, 4 minutos e 12 segundos a Terra irá colidir com Júpiter. E lá se vai o microcosmos e o macrocosmos, o átomo, a molécula, os protões e os neutrões. Lá se vai a física quântica a epigenética e mais os rebuçados do Dr. Bayard. Lá se vão os genes homeóticos, a medicina ortomolecular e as radiações eletromagnéticas. Não haverá Chakra que nos valha nem coerência que nos salve. Não haverá chave genética que nos abra mais porta nenhuma. Adeus, humanidade.”

Neste contexto, algo humanos, semideuses ou heróis, imaginamos a nossa existência em sete personagens ao acaso. As personagens da nova coreografia – Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat – habitam a cidade de Tannhauser.

Resiliência dos corpos não impede a brevidade do corpo

“Caminhamos de intemporalidade em intemporalidade, num espaço celestial entre telas de cinema. A resiliência dos corpos de mãos dadas recupera os lugares ao longe, num presente que se escapa por entre os pés. Seis meses depois, uma entropia paira em todas as partículas. Tudo congelado! Já morremos, ou iremos morrer. Seremos breves como o primeiro sopro que engolimos à nascença”, descreve Olga Roriz, num texto sobre a peça.

Companhia Olga Roriz

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano. A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

Fonte: Município de Famalicão, Visit Algarv; Imagem: Paulo Pimenta/COR

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Categorias: Agenda, Cultura, Dança, Famalicão

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