Em ano de muitas surpresas, ex-guitarrista dos Dead Combo divulga novas composições do seu registo mais pessoal

Música | Tó Trips apresenta ‘Surdina’ e outras músicas no ‘Surpresa’ de Ponte de Lima

Música | Tó Trips apresenta ‘Surdina’ e outras músicas no ‘Surpresa’ de Ponte de Lima

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Nas mãos de Tó Trips, a guitarra abarca o mundo, vira-o do avesso e perscruta-lhe as entranhas. Apresenta-se em Ponte de Lima este domingo, 26 de julho, pelas 22h00, no programa de animação que que a cidade preparou para animar o verão: ‘Ponte de Lima é uma Surpresa’.

Co-fundador de marcos da recente música nacional, como é o caso dos Dead Combo ou Lulu Blind, e membro da fase final dos Santa Maria Gasolina em Teu Ventre, Tó Trips acaba de lançar, este mês de julho, o seu mais recente trabalho, a banda sonora do filme Surdina com realização de Rodrigo Areias e argumento de Valter Hugo Mãe.

Se a imagem eterniza uma realidade que ainda se vive, eclipsada pelo desenvolvimento que escorre da cidade, o som salienta-a. Tó Trips encapsulou essas rotinas que ainda não se apagaram na banda sonora original de Surdina, que agora ganha forma física (e digital) num disco com o selo Revolve.

O resultado procurou encaixar-se na “tragicomédia minhota”. Num filme que trata da velhice, do amor, das memórias passadas e do que ainda resta para sonhar, de mãos dadas com o rural e popular.

Essas ideias transpõem-se para o disco, que arranca com “Tango Surdina”. Aqui, o compasso da guitarra clássica que ordena o tango encontra-se com a elétrica, cujo som recorda os Dead Combo, dos quais faz parte. Desta vez, sozinho, decidiu aventurar-se no piano — uma estreia para Tó Trips. Fê-lo de maneira a conferir o tradicional e popular, em associação a essa velhice retratada no filme. O piano continua a marcar o registo na segunda faixa (“A Idade dos Pássaros”), vincando a camada nostálgica que a guitarra já carrega.

Como em “Ínfimas Coisas” e “Caminhada”, onde só há espaço para as cordas que se vão misturando e sobrepondo, num dedilhado que transporta o ouvinte (aqui mais do que nunca) para a memória sonora tradicional de um país. Debaixo das camadas criadas por esses instrumentos, surge, em “Fado do Manco” e “Rádio Cigano”, o acordeão, criando a atmosfera vigente em cada um dos temas: algo taciturna no primeiro, esperançosa na segunda (com a ajuda da percussão que se destaca pela primeira vez).

Num exercício a solo de Tó Trips, a banda sonora de “Surdina” parece contar uma história por si só — mas, acompanhando a imagem, nunca se sobrepõe a esta.

O espetáculo, contudo, não se ficará apenas pela apresentação de algumas das músicas deste disco, passando sobretudo por um futuro disco disco a solo que o guitarrista irá lançar, o que encaixa perfeitamente no programa ‘Ponte de Lima é uma Surpresa’.

Obs: este artigo foi editado em 26072020, 10h22, com alteração de título e adequação de informação relativa ao espetáculo desta previsto para esta noite.

Fontes: Município de Ponte de Lima, Revolve, Tó Trips; Imagens: (0) Raquel Castro, (1) Revolve, (2) Município de Ponte de Lima

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